28 janeiro 2026 em Direitos Humanos E Cidadania
Cruzamento de dados e integração entre órgãos públicos sustentam política de localização familiar
O serviço de localização de desaparecidos da Prefeitura de São Paulo possibilitou o reencontro de 3.765 pessoas entre 2021 e 2025. Apenas em 2025, foram registradas 2.732 solicitações, que resultaram na localização de 1.024 pessoas.
A atuação é feita pela Coordenação de Localização Familiar e Desaparecidos, com base no cruzamento de informações da rede pública, da Delegacia de Pessoas Desaparecidas e do Ministério Público, pelo Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID).
As buscas também utilizam imagens das cerca de 40 mil câmeras do sistema Smart Sampa distribuídas pela cidade. A plataforma é integrada a bancos de dados públicos, incluindo o cadastro de desaparecidos da Secretaria Municipal de Direitos Humanos. Entre os casos solucionados desde 2021, 149 tiveram apoio direto do sistema de monitoramento.
O registro de desaparecimento pode ser feito assim que houver ruptura da rotina da pessoa, sem necessidade de aguardar 24 horas. O boletim de ocorrência pode ser realizado inclusive de forma online por familiares ou pessoas próximas. Também é recomendável verificar possíveis registros com o Samu, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.
Após o boletim de ocorrência, o atendimento da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania é acionado por meio de contato via WhatsApp e preenchimento de formulário disponível no site da Prefeitura. A família envia uma cópia do registro policial, descreve características físicas, informa data e local do desaparecimento, anexa foto recente e autoriza a divulgação da imagem.
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O boletim é semanal, às segundas, quartas e sextas.
Quero receber!Com esses dados, a equipe inicia buscas nos serviços de acolhimento da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, além de verificar registros na Secretaria Municipal da Saúde e no Instituto Médico Legal.
Quando a pessoa é localizada em algum equipamento público, é realizada entrevista para informar sobre a existência do boletim de ocorrência e verificar se há interesse em restabelecer contato com a família. Em casos de recusa, a decisão é formalizada e comunicada à Delegacia de Pessoas Desaparecidas.
Se a localização não ocorre de imediato, um alerta é inserido no sistema municipal. Caso a pessoa acesse futuramente serviços como CRAS ou CREAS, o aviso aparece automaticamente no atendimento, permitindo o acionamento da equipe de busca.
Como parte das estratégias, são produzidos cartazes com foto e informações básicas, divulgados em redes sociais e em locais de grande circulação, como linhas do Metrô, que exibem semanalmente casos de desaparecimento.
Atendimento presencial também é oferecido no Posto Avançado da Coordenação de Localização Familiar e Desaparecidos, no Centro Pop Santa Cecília, na Rua Norma Pieruccini Giannotti, 206, na Barra Funda, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. O serviço realiza cadastramento de desaparecidos e orienta famílias sobre os procedimentos.
Outro ponto de atendimento funciona na Ouvidoria de Direitos Humanos, na Rua Dr. Falcão Filho, 99, na região central da capital, das 10h às 16h, mediante apresentação de foto recente da pessoa desaparecida. Há possibilidade de agendamento pelo telefone (11) 3104-0701.
Links úteis
Formulário para cadastramento de desaparecidos
No registro do boletim de ocorrência devem ser informados dados como características físicas, marcas visíveis como cicatrizes, tatuagens ou próteses, roupas usadas na última vez em que a pessoa foi vista, hábitos recentes, estado emocional, último local conhecido, informações do celular e o contexto do desaparecimento.