19 fevereiro 2026 em Meio Ambiente

Iniciativa utiliza tomografia para apoiar manejo e prevenir quedas em áreas verdes

A Prefeitura de São Paulo iniciou um projeto piloto para avaliar a saúde das árvores nos parques municipais. A medida busca qualificar o manejo, especialmente em situações sensíveis, com diagnósticos mais precisos para prevenir quedas e preservar o patrimônio natural da cidade. A ação complementa o Inventário da Arborização.

O projeto utiliza equipamento de tomografia com sensores acoplados ao tronco ou aos galhos, capaz de gerar imagens em tempo real das condições internas da madeira. A metodologia é manual e aplicada de forma pontual, indicada para áreas internas dos parques com acesso restrito ou trechos de mata adensados. O exame é realizado no local, e o laudo técnico é emitido em até dois dias.

A tecnologia permite identificar cavidades, apodrecimentos e fragilidades estruturais não visíveis externamente, oferecendo subsídios técnicos para decisões como poda ou supressão.

A seleção das árvores será feita pelas equipes da Divisão de Gestão de Parques Urbanos (DGPU), com base no histórico de manejo. Terão prioridade exemplares com sinais de comprometimento fitossanitário, árvores antigas ou de grande porte, especialmente em parques tombados e áreas de maior circulação.

Diferentemente do inventário realizado nas vias públicas, que utiliza tecnologia embarcada em veículos para cobrir grandes extensões, a solução adotada nos parques permite análises individualizadas em locais onde o uso de automóveis e equipamentos de grande porte não é viável.

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Inventário da Arborização Urbana

O Inventário da Arborização Urbana segue em execução e analisa árvores em vias públicas e canteiros centrais com tecnologia embarcada em veículos de alta precisão. O levantamento deve ser concluído em até três anos.

O trabalho utiliza o sistema Mobile Mapping System, com tecnologia LIDAR instalada no veículo. Durante o percurso, o equipamento emite pulsos de laser em 360 graus, capazes de medir distâncias e identificar superfícies a até 300 metros de alcance e 30 metros de altura.

Um sistema de navegação registra a posição e a orientação do veículo, garantindo o georreferenciamento de cada ponto analisado. A partir desses dados, será possível mapear localização, dimensões e condições das árvores, formando uma base para orientar o planejamento e a conservação da arborização urbana.