10 março 2026 em Meio Ambiente

Unidade protege nascentes do rio Aricanduva e recupera espaço com mais de 2,2 milhões de metros quadrados

A Prefeitura de São Paulo inaugurou nesta sexta-feira (6), na zona leste, o Parque Natural Municipal Cabeceiras do Aricanduva, criado para proteger nascentes do rio Aricanduva e recuperar uma área que por anos registrou descarte irregular de lixo e degradação ambiental.

O parque é o 14º inaugurado desde 2021, o sétimo parque natural e o 122º parque municipal da capital. A criação do espaço integra a política municipal de ampliação de áreas verdes, que elevou a cobertura vegetal da cidade para mais de 50% do território, com plantio de mais de 165 mil árvores até fevereiro de 2026 e publicação de 49 decretos de utilidade pública para proteção de áreas verdes.

A unidade contará com quatro núcleos distribuídos em uma área total de 2.214.301,80 metros quadrados. Nesta primeira etapa foram abertos ao público cerca de 100 mil metros quadrados.

A aquisição dos terrenos foi concluída em 2023, com investimento aproximado de R$ 49 milhões em desapropriações e mais R$ 9,4 milhões destinados à implantação do parque.

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Formada pelos núcleos Cabeceiras, Nascentes 02, Limoeiro e Carvalho Brasileiro, a área tem como objetivo preservar as nascentes que dão origem ao rio Aricanduva, conservar a biodiversidade local e permitir atividades de pesquisa científica e educação ambiental.

Estrutura do parque

O núcleo principal, com acesso pela Rua Gigi Damiani, possui mirante, passarela elevada, torre de observação, iluminação, parquinhos, pracinhas e praça de recreação com miniquadra, além de equipamentos para atividade física, sede administrativa, guarita, calçadas acessíveis e mobiliário urbano.

O espaço recebeu plantio de espécies nativas da Mata Atlântica e melhorias no entorno, incluindo novo abrigo para a parada da linha de ônibus 3789-10. Os demais núcleos — Nascentes 02, Limoeiro e Carvalho Brasileiro — contam com guaritas e cercamento para proteção ambiental da área.

Sustentabilidade e pesquisa

A sede administrativa foi projetada com soluções de sustentabilidade, incluindo estrutura elevada para aumentar a permeabilidade do solo, painéis fotovoltaicos com capacidade de 13.310 W, sistema de captação de água da chuva com reservatório de 15 mil litros, ventilação cruzada e iluminação natural.

A estrutura também inclui dormitórios destinados a pesquisadores, permitindo a realização de estudos científicos e monitoramento ambiental no local.

Classificado como Unidade de Conservação de Proteção Integral, o parque prioriza a preservação da natureza e permite apenas o uso indireto dos recursos naturais, como pesquisa científica, educação ambiental e observação da biodiversidade.

Conectividade ambiental

A área integra o Corredor Ecológico Leste, previsto no Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, iniciativa voltada a garantir o fluxo de espécies entre fragmentos florestais da região e fortalecer a biodiversidade na paisagem urbana.