19 março 2026 em Assistência Social

Serviços especializados atendem quase mil pessoas e ampliam acesso a direitos e autonomia

Na cidade de São Paulo, mais de 990 pessoas com deficiência são atendidas pela rede socioassistencial da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads). Os serviços têm como foco promover autonomia, fortalecer vínculos e ampliar o acesso a direitos para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Dados do Cadastro Único, levantados pela Coordenação de Gestão de Benefícios da Smads, indicam que, entre 371 mil pessoas com deficiência com cadastro ativo na cidade, mais de 126 mil não possuem renda e cerca de 183 mil são aposentadas ou recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A inserção no mercado de trabalho também aparece como fator relevante. Segundo o Censo da População em Situação de Rua de 2021, 28,4% das pessoas apontam a perda de trabalho ou renda como principal motivo para estarem nas ruas. Entre essa população, 19% possuem algum tipo de deficiência.

Os dados educacionais reforçam o cenário. Entre as pessoas com deficiência acolhidas na rede socioassistencial, 193 não concluíram a 4ª série do ensino fundamental (19,3%) e outras 188 (18,8%) são analfabetas.

No ensino superior, 15 pessoas (1,5%) ingressaram, mas não concluíram a graduação, enquanto 12 (1%) finalizaram o curso. Apenas uma pessoa possui especialização.

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Para atender a essa demanda, a rede socioassistencial conta com serviços específicos. Entre eles está o Serviço de Acolhimento Institucional para Jovens e Adultos com Deficiência e Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (SAIPcD – Residência Inclusiva), de alta complexidade, com funcionamento 24 horas e atendimento a pessoas entre 18 e 59 anos sem retaguarda familiar ou condições de autossustento.

Na proteção social de média complexidade, o Centro Dia para Pessoa com Deficiência (CDPcD) e o Núcleo de Apoio à Inclusão Social para Pessoas com Deficiência (NAISPD) atuam no desenvolvimento da autonomia e na convivência comunitária.

Os serviços oferecem apoio em atividades de vida diária, desenvolvimento de habilidades e articulação com políticas públicas como saúde, educação, transporte, esporte e cultura. Os encaminhamentos são feitos pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), após avaliação técnica.

Em 2025, 130 pessoas com deficiência realizaram a saída qualificada dos serviços de acolhimento, das quais 51 passaram a viver em moradia autônoma.