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Com emprego, mulheres dedicam 6h48 a mais que homens ao trabalho doméstico

Schirlei Alves, repórter da Gênero e Número Por Schirlei Alves, repórter da Gênero e Número
22 de agosto de 2023
em Na Perifa
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Dedicar mais tempo na semana a atividades domésticas e cuidado de pessoas, especialmente dos filhos, faz com que mulheres percam 1 hora e 48 minutos semanais na jornada de trabalho remunerado - Crédito: Jeff Siepman -Unsplash

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Entre mulheres, pretas são as que mais se dedicam a afazeres domésticos; pardas são as que mais cuidam de pessoas

Mulheres que exercem algum trabalho remunerado gastam 6 horas e 48 minutos a mais por semana do que homens em afazeres domésticos e/ou cuidados de pessoas, sejam elas crianças, idosos, enfermos ou pessoas com deficiência. Elas dedicam 17 horas e 48 minutos semanais a essas atividades, enquanto homens na mesma situação dedicam 11 horas. 

Entre as mulheres que não têm trabalhos remunerados, a sobrecarga provocada pelas tarefas domésticas é ainda maior, uma vez que elas dedicam 24 horas e meia por semana a essas atividades, enquanto homens dedicam 13 horas e 24 minutos.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) sobre Outras Formas de Trabalho 2022, divulgados em 11 de agosto pelo IBGE.  

Entre 2019 e 2022, houve redução de uma hora na média geral do tempo que mulheres – com trabalho remunerado ou não – dedicam a afazeres domésticos e/ou cuidados de pessoas, em comparação com as horas que os homens gastam nas mesmas atividades. Em 2019, elas usavam 10 horas e 36 minutos semanais a mais que eles, enquanto em 2022 passaram a dedicar 9 horas e 36 minutos a mais.

Para a coordenadora do Núcleo de Estudos em Economia Feminista da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Brena Paula Magno Fernandez, a redução representa uma mudança que tende a ser lenta, porém contínua. O fato de os homens estarem, gradativamente, assumindo algumas tarefas domésticas e a modernização dos eletrodomésticos, o que ajuda a poupar tempo, são fatores que contribuem para essa redução.  

“A notícia ruim é que o fato de as mulheres serem as principais responsáveis pela manutenção da vida doméstica é um traço histórico e cultural muito arraigado na sociedade – e a cultura não muda do dia para noite”, pondera. 

O impacto econômico do “trabalho invisível” pode variar, segundo a professora, de 20% a 30% do Produto Interno Bruto (PIB).  

“As mulheres são, sem sombra de dúvidas, extremamente sobrecarregadas com essa dupla, tripla, contínua jornada. Não há saúde física, mental, psicológica que aguente tanta pressão, mais ainda quando elas encabeçam financeiramente as suas famílias”, destaca Brena Paula.

Os afazeres domésticos incluem preparar ou servir alimentos, arrumar a mesa ou lavar as louças, cuidar da limpeza ou da manutenção de roupas e sapatos, fazer pequenos reparos ou manutenção do domicílio, do automóvel, de eletrodomésticos ou outros equipamentos, limpar ou arrumar o domicílio, garagem, quintal ou jardim, cuidar da organização do domicílio (pagar contas, contratar serviços, orientar empregados), e cuidar dos animais domésticos.

Já o cuidado de pessoas inclui auxiliar nos cuidados pessoais (alimentar, vestir, pentear, dar remédio, dar banho, colocar para dormir), auxiliar em atividades educacionais, ler, jogar ou brincar, monitorar ou fazer companhia dentro do domicílio, e transportar ou acompanhar para escola, médico, exames, parque, praça, atividades sociais, culturais, esportivas ou religiosas.

Segundo a analista da pesquisa, Alessandra Brito, tanto afazeres domésticos como o cuidado de pessoas são investigados de forma concomitante porque, em geral, essas atividades são realizadas ao mesmo tempo. “Enquanto a pessoa está fazendo o almoço, está cuidando do filho”, explica. 

Pretas realizam mais afazeres domésticos, pardas cuidam mais de pessoas

Enquanto 91% das mulheres se dedicam a afazeres domésticos, entre os homens essa taxa cai para 79%. A única atividade que os homens fizeram mais do que as mulheres foi a de “pequenos reparos ou manutenção do domicílio, do automóvel, de eletrodomésticos ou outros equipamentos”: 60% deles realizam esse tipo de tarefa, enquanto 33% das mulheres fazem o mesmo. 

Por outro lado, 96% das mulheres declaram fazer atividades como “preparar ou servir alimentos, arrumar a mesa ou lavar louça”, enquanto o mesmo se aplica para 66% dos homens. O cuidado com a limpeza ou manutenção de roupas e sapatos é parte do cotidiano de 92% das mulheres e de 61% dos homens.

“Uma das evidências do patriarcado nesses dados é que os afazeres domésticos que homens assumem têm essa característica de serem mais próximas do lazer e da gestão do que das atividades que são contínuas e necessárias para a sustentação da vida”, comenta Miriam Nobre, da Sempreviva Organização Feminista (SOF).

Entre as mulheres, as que mais realizam afazeres domésticos são pretas: 93% delas se dedicam a essas atividades. Ainda assim, em todos os grupos de mulheres mais de 90% fazem esse tipo de tarefa. Já entre os homens, os que menos se responsabilizam pelos afazeres domésticos são os pardos: 78% do grupo realiza essas tarefas, enquanto cerca de 80% dos homens brancos e pretos fazem o mesmo. 

Mulheres também se responsabilizam mais pelo cuidado de pessoas: 23% dos homens afirmam realizar essa tarefa, enquanto 35% das mulheres fazem o mesmo, mas mulheres pardas são as que mais fazem esse trabalho não remunerado: 38% cuidam de alguém, enquanto 36% das pretas e 32% das brancas se dedicam a esse tipo de tarefa.

Impacto no trabalho remunerado

Dedicar mais tempo na semana a atividades domésticas e cuidado de pessoas, especialmente dos filhos, faz com que mulheres percam 1 hora e 48 minutos semanais na jornada de trabalho remunerado. Já para os homens, as tarefas domésticas pouco afetam a jornada. 

“Pode ser uma questão tanto de mercado de trabalho, pelo tipo de ocupação que a mulher está inserida, como pela questão da sobrecarga da dupla jornada, com cuidados e afazeres domésticos”, avalia Brito.

A pesquisadora do IBGE alerta ainda que, ao somar a carga horária de trabalho remunerado com as horas dedicadas ao serviço doméstico e ao cuidado de pessoas, a jornada de trabalho da mulher fica consideravelmente maior do que a do homem.

A pesquisa também mostra que a intensidade dos afazeres domésticos e/ou cuidado de pessoas só aumenta para os homens quando eles moram sozinhos. Quando homens e mulheres moram na mesma casa, elas ficam mais sobrecarregadas com essas atividades.

Mulheres que moram com outras pessoas e são responsáveis pelo domicílio são as que dedicam mais tempo a afazeres domésticos e/ou cuidado de pessoas (24 horas e 6 minutos). Em segundo lugar, estão as mulheres na condição de cônjuges ou companheiras (23 horas e 6 minutos) e, em terceiro lugar, as mulheres que vivem sozinhas (19 horas e 18 minutos). 

“Quando o homem mora sozinho, gasta mais tempo nessas atividades, pois não tem para quem terceirizar [o trabalho doméstico]. Já a mulher, quando mora com alguém, acaba sobrecarregada, seja porque tem uma criança para cuidar, seja porque tem mais gente morando e aumentam os afazeres domésticos”, completa Brito.

Tags: Gênero e NúmeroMercado de trabalhotrabalho doméstico
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