Estadão Expresso
  • Na Perifa
    • Home
    • Ação social
    • A voz é delas
    • Cidadania e Política
    • Ciência e Saúde
    • Colunas
      • Barkus
      • Gerando Falcões
      • Joel Luiz Costa
      • Mulheres da periferia, Nós
    • Crianças
    • Cultura e Lazer
    • Direitos Humanos
    • Educação
    • Esporte
    • Finanças
    • Meio Ambiente e Sustentabilidade
    • Mobilidade
    • Mulheres da Periferia
    • Podcast Expresso na Perifa
    • Segurança Pública
    • Artigos
      • Embarque no Direito
      • Lá da Favelinha
      • PerifaConnection
      • PerifaConnection
  • Expresso São Paulo
No Result
View All Result
  • Na Perifa
    • Home
    • Ação social
    • A voz é delas
    • Cidadania e Política
    • Ciência e Saúde
    • Colunas
      • Barkus
      • Gerando Falcões
      • Joel Luiz Costa
      • Mulheres da periferia, Nós
    • Crianças
    • Cultura e Lazer
    • Direitos Humanos
    • Educação
    • Esporte
    • Finanças
    • Meio Ambiente e Sustentabilidade
    • Mobilidade
    • Mulheres da Periferia
    • Podcast Expresso na Perifa
    • Segurança Pública
    • Artigos
      • Embarque no Direito
      • Lá da Favelinha
      • PerifaConnection
      • PerifaConnection
  • Expresso São Paulo
No Result
View All Result
Estadão Expresso
No Result
View All Result
Conteúdo sobre as periferias pelo olhar de quem vive nelas
Home Na Perifa Cultura e Lazer

Gênero musical, arrocha revela talentos do interior da Bahia para o Brasil

Ritmo desafia resistência e preconceitos

Jaqueline Ferreira Por Jaqueline Ferreira
31 de maio de 2022
em Cultura e Lazer, Na Perifa
0 0
0
Nenho ficou conhecido em toda a Bahia ao ganhar a música do carnaval 2019, com Desça daí, seu Corno, uma composição que tem mais de 20 anos e ganhou roupagem de arrocha. Foto: divulgação

Nenho ficou conhecido em toda a Bahia ao ganhar a música do carnaval 2019, com Desça daí, seu Corno, uma composição que tem mais de 20 anos e ganhou roupagem de arrocha. Foto: divulgação

Share on FacebookShare on Twitter

A música baiana vai além dos famosíssimos axé, pagodão e blocos afro de Salvador. Influenciado por bolero, serestas e música brega, o arrocha — nascido em Candeias — tem se destacado. Suas músicas são executadas principalmente com teclado, bateria eletrônica e saxofone, o repertório é de histórias de amor. A dança, agarradinha.

Arrochar significa apertar ou comprimir. Na pista, duas pessoas dançam coladinhas. O nome se popularizou quando em seus shows os primeiros cantores pediam ao público: “arrocha, arrocha”

O professor Aaron Lopes, doutor e mestre em Etnomusicologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). explica a origem: “O arrocha é um estilo musical descendente do bolero, ritmo de origem hispânica muito popular no Brasil desde o início do século 20 e muito executado, na Bahia, nas festas de seresta e boemia. O arrocha surge como uma variação de estilização do bolero, a partir de variação rítmica, novas sonoridades e repertório fundamentalmente romântico”.

Alguns dos pioneiros do estilo foram Ademir Marques, Lairton e seus Teclados, Márcio Moreno, Silvano Salles, Pablo e Nara Costa, conhecida na Bahia como a Rainha do Arrocha. Foi a partir das duas primeiras décadas do ano 2000 que passou a ser conhecido nacionalmente. Pablo virou referência e nomes como Tayrone e Latitude 10 também se destacaram.

Agora, “o arrocha deixa de ser uma manifestação cultural exclusivamente baiana para se tornar também um elemento da cultura nacional. Hoje em dia, o arrocha pode ser considerado um tipo de gênero musical de alcance massivo – também chamado de gênero “superpopular” – e atrai públicos das mais diferentes origens, gêneros e classes sociais”, diz o professor Lopes.

Ainda assim, por ser consumido principalmente pelos mais pobres — desde o começo, em serestas do interior baiano — o gênero sofre para ser aceito por algumas classes sociais. O produtor cultural Ítalo França conta que uma das maiores queixas dos artistas é o preconceito. “Quando um artista vai para uma rádio dar entrevista e diz que é cantor de arrocha, a imagem, para muitos, é de um cantor de barzinho com seu tecladista e sem talento, ‘uma bandinha de fundo de quintal’”, afirma.

Apesar do preconceito, o arrocha tem feito parcerias musicais importantes para seu crescimento e até influenciado outros gêneros. É o caso do sertanejo, que encontra na sofrência que constitui o arrocha um de seus principais substratos. A sofrência seria, portanto, uma expressão do arrocha e de sua batida com uma levada sertaneja. “Isso prejudicou artistas e bandas do movimento”, avalia Ítalo.

Nenho — Evanilson da Silva, o Nenho, ganhou esse apelido ainda na infância junto a seis irmãos na cidade de São Félix, no Recôncavo Baiano. Acolhido pela população da cidade e do município vizinho Cachoeira, onde sempre morou, trabalhou com eletrônica e até serviu na marinha, mas preferiu seguir o sonho e viver da música.

Começou a cantar reggae por volta dos 15 anos e logo que o arrocha ganhou nome passou a se apresentar com Nenho e seus Teclados. “A primeira vez que subi no palco foi em um trio no aniversário de Cachoeira”, conta o artista. “A sensação não foi boa não, porque eu estava acostumado a me esconder nos teclados.”

Nenho ficou conhecido em toda a Bahia ao ganhar a música do carnaval 2019, com Desça daí, seu Corno, uma composição que tem mais de 20 anos e ganhou roupagem de arrocha. “A gente gosta de inovar. Colocamos no ritmo, no CD; foi muito bem aceita. Vários artistas, como Péricles, Mumuzinho, Regina Casé, Tiririca e muitos outros, fizeram meme e postaram brincando e cantando. Foi maravilhoso”, conta. “O carnaval de Salvador divulgou a minha imagem; de lá pra cá, onde eu chego sou reconhecido. Pelo menos na Bahia, acho que não tem um lugar que as pessoas não me conhecem.”

Os artistas sofreram bastante nestes últimos anos, justamente por serem os primeiros a parar e os últimos a voltar ao trabalho por causa da covid-19. De acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia, no primeiro ano sem carnaval foram pelo menos R$ 1,7 bilhões perdidos em arrecadações. Antes da pandemia, Nenho fazia em média 15 shows por mês. Agora faz de 5 a 7. “Esses 2 anos parados deixaram as pessoas sem poder trabalhar, sem seguir as suas vidas, sem pagar as suas contas, então realmente tá pesando bastante”, diz o cantor.

Nenho tem hoje 114 mil inscritos em seu canal do Youtube. Outros nomes que estão no auge são Rafinha, o Big Love, Priscila Senna, Anna Catarina e Malu. “Acredito que estamos vivendo o futuro, pois hoje bandas de arrocha estão nas pontas mais executadas do Brasil ao lado de artistas consagrados de outros ritmos. Isso incentiva crianças e jovens a tentarem a carreira e garante que vão vir novos artistas”, conclui o produtor cultural Ítalo França.


 

Tags: Arrocha
Anterior

Como doar dinheiro, alimentos e roupas para vítimas da chuva em Pernambuco

Próxima

No Rio de Janeiro, mães cobram do Estado repostas pelo desaparecimento de seus filhos

Próxima
Junto a outras mães, Luciene (camiseta preta) participa de ato na câmara de vereadores do Rio de Janeiro. Elas cobram resposta sobre filhos desaparecidos. Foto: Arquivo pessoal

No Rio de Janeiro, mães cobram do Estado repostas pelo desaparecimento de seus filhos

Recomendados Expresso Na Perifa

Aplicativos se tornam aliados das mulheres em situação de violência 

26 de março de 2024
“O funk é libertador”: Deize Tigrona, uma das maiores funkeiras do país, fala sobre seu novo álbum

“O funk é libertador”: Deize Tigrona, uma das maiores funkeiras do país, fala sobre seu novo álbum

22 de março de 2024

E eu não sou uma mulher? 

21 de março de 2024

Conheça Concita Braga, a mulher que comanda o ‘Boi de Nina Rodrigues’

20 de março de 2024

Sobre o Expresso na Perifa

O Expresso na Perifa é um hub de conteúdo multimídia produzido por quem vive e conhece o dia a dia das comunidades e periferias do Brasil. É composto por este site, mídia social e vídeos e faz parte de um projeto da 99, empresa de mobilidade e conveniência, em parceria com o Estadão e coletivos periféricos. Oferece uma leitura leve, rápida e sem complicação para ajudar você a compreender questões importantes da vida, da cidade e do mundo.

Categorias

  • Cultura e Lazer
  • Direitos Humanos
  • Educação
  • Meio Ambiente e Sustentabilidade
  • Segurança Pública

Tags

#fiqueemcasa 99app Amazônia Amazônia Centro do Mundo App de transporte Bem-estar Cinema Coronavírus Covid-19 Cultura Desigualdade Direitos humanos Economia Educação Educação financeira Embarque no Direito (SP) empreendedorismo Favela em Pauta (RJ) Finanças pessoais governo federal Juca Guimarães (SP) Literatura Livros Meio ambiente Mobilidade Mobilidade Urbana Motoristas de aplicativo mulheres da periferia Na Perifa Indica Nós Mulheres da Periferia Pandemia Passeios PerifaConnection (RJ) Periferia em Foco (PA) Quarentena Racismo Receitas Roteiro cultural Saúde Segurança Sustentabilidade São Paulo Tecnologia transporte por aplicativo Violência policial
  • Sobre
  • Como Anunciar
  • Expediente Expresso
  • Expediente Expresso na Perifa

©️ 2019-2021 Produzido por Estadão Blue Studio | Todos os direitos reservados

No Result
View All Result
  • Na Perifa
    • Home
    • Ação social
    • A voz é delas
    • Cidadania e Política
    • Ciência e Saúde
    • Colunas
      • Barkus
      • Gerando Falcões
      • Joel Luiz Costa
      • Mulheres da periferia, Nós
    • Crianças
    • Cultura e Lazer
    • Direitos Humanos
    • Educação
    • Esporte
    • Finanças
    • Meio Ambiente e Sustentabilidade
    • Mobilidade
    • Mulheres da Periferia
    • Podcast Expresso na Perifa
    • Segurança Pública
    • Artigos
      • Embarque no Direito
      • Lá da Favelinha
      • PerifaConnection
      • PerifaConnection
  • Expresso São Paulo

©️ 2019-2021 Produzido por Estadão Blue Studio | Todos os direitos reservados

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In