17 abril 2026 em Saúde

Equipamento complementa terapias e permite exercícios monitorados com ajustes conforme a evolução do paciente

Pacientes que sofreram acidente vascular cerebral contam com o uso de um robô nos Centros Especializados de Reabilitação da Prefeitura de São Paulo para auxiliar na recuperação dos movimentos. O equipamento utiliza atividades interativas inspiradas em tarefas do cotidiano, com monitoramento em tempo real de dados como força, velocidade, trajetória e precisão.

Diante de uma tela, exercícios repetitivos são substituídos por ações como arremessar uma bola, pescar, pintar ou servir uma refeição, com registro contínuo do desempenho durante as sessões.

Uma paciente de 47 anos voltou a desempenhar tarefas cotidianas após iniciar o tratamento. Ela sofreu um AVC em setembro de 2024 e realiza terapia robótica há cerca de um ano. Também recebe atendimento psicológico e utiliza equipamentos como cadeira de rodas, bengala e bota ortopédica.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde indicam aumento no número de atendimentos de reabilitação após AVC. O total passou de mais de 10,1 mil pessoas em 2021 para mais de 17,6 mil em 2025. Os tratamentos abrangem dimensões física, auditiva, intelectual e visual.

A terapia robótica é utilizada de forma complementar aos demais atendimentos. O equipamento Assistive Rehabilitation Machine (ARM), desenvolvido no Brasil, auxilia na recuperação dos movimentos dos membros superiores por meio de uma manopla que conduz o paciente em atividades virtuais.

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Tratamento personalizado

O sistema permite avaliar força e precisão dos movimentos e ajustar automaticamente o nível de dificuldade conforme a evolução clínica. Ao final de cada sessão, são gerados relatórios que orientam a continuidade do tratamento.

A terapia integra um plano de reabilitação que pode incluir fisioterapia, fonoaudiologia, neuropsicologia, acupuntura, hidroterapia e estimulação cognitiva, conforme a necessidade de cada paciente.

Profissionais da rede apontam que a combinação entre tecnologia e acompanhamento multiprofissional tem contribuído para a recuperação funcional dos pacientes. Também indicam mudança no perfil dos casos de AVC, com ocorrência em faixas etárias mais baixas.