Os ambulantes da Rua Doze de Outubro, a mais movimentada do comércio na Lapa, estavam acostumados com alagamentos que interditavam o túnel subterrâneo que passa por baixo das linhas de trem 7-Rubi e 8-Diamante. Em dezembro do ano passado, a Prefeitura de São Paulo iniciou uma obra de drenagem e revitalização da passagem, conhecida como Toca da Onça. Agora, perto da conclusão após cerca de três meses de interdição, a rotina no local mudou.
Quem atesta o fim dos alagamentos são vendedores de amendoim, alho, fones de ouvido e acessórios para o cabelo que trabalham no túnel. Ali, era comum o acúmulo de lixo, sujeira e entulho levados pela enxurrada. Agora, duas chuvas fortes registradas na segunda quinzena de novembro deste ano não causaram transtornos, dizem.
“O túnel aqui tinha bombas (hidráulicas) antigas, que estavam queimadas. Eles trocaram por bombas novas, mais potentes, que resolveram o problema, não alaga mais”, conta o comerciante José Cícero, de 45 anos.
Cícero, que vende legumes, frutas e hortaliças em frente a uma das entradas do túnel, foi contratado temporariamente para vigiar a passagem subterrânea durante o dia e ficar responsável pelo acesso restrito à casa de máquinas. Durante a noite, outro vigia assume o turno, uma vez que a passagem não tem portões e fica aberta 24 horas por dia. “A gente guarda a sala onde estão as bombas e fica de olho para que não tenha pixação.”
Na entrada da Rua William Speers, na Lapa de Baixo, a Prefeitura está instalando um elevador para melhorar a acessibilidade no local. Do outro lado, há uma rampa para pessoas com dificuldade na locomoção. A previsão é que a obra seja concluída em dezembro.
Molho de tomate, mussarela de búfala, tomate cereja, tapenade de azeitonas pretas e manjericão sobre uma massa feita com farinha italiana, submetida à fermentação lenta. Essa é a receita da pizza Caprese que fez A Pizza da Mooca ser eleita a melhor de São Paulo e a pizzaria brasileira mais bem colocada no 50 Top Pizza World 2022.
O guia italiano elegeu as 100 melhores pizzarias do mundo e o estabelecimento, situado na rua da Mooca, 1.747, ficou na 77ª posição. O local conta com 77 lugares e oferece mais de 20 sabores diferentes, com preços que variam de R$ 42 a R$ 78.
Esse é o segundo endereço da casa, aberta em 2011. Até 2014, atendia somente via delivery. O salão foi inaugurado com 32 lugares para proporcionar uma experiência completa aos clientes, pois a pizza perde um pouco a qualidade quando é solicitada por delivery. Em 2018, migrou para um lugar mais amplo, onde funciona até hoje.
Um dos diferenciais do local é o tipo de pizza: a autêntica napolitana. A Pizza da Mooca foi pioneira nesse quesito e é a mais antiga pizzaria napolitana do bairro. A escolha do chefe Fellipe Zanuto, nascido na Mooca, teve o objetivo de inovar em uma região com raízes italianas, onde existiam inúmeras pizzarias tradicionais. A pizza já fazia parte da sua rotina, pois o padrasto costumava preparar em casa para reunir os amigos.
O reconhecimento internacional veio em setembro deste ano, com premiação realizada no Palácio Real de Nápoles, na Itália. Bruna Zanuto e Murilo Dias, que fecham o trio de sócios, participaram da cerimônia. Segundo Bruna, os critérios técnicos da escolha não foram revelados.
De acordo com a organização, críticos gastronômicos analisam um grande número de pizzarias em todo o mundo, de forma anônima. Os estabelecimentos não sabem quando estão sendo avaliados, são comunicados apenas após serem selecionados entre os 100 melhores. O lugar que cada um ocupa no ranking, contudo, é revelado apenas no evento.
“Ficamos muito felizes e honrados por participar do prêmio mais conceituado de pizza no mundo e ver como o Brasil vem ganhando espaço na área da gastronomia mundial. Saber que fazemos parte disso é motivo de muita alegria”, afirma Bruna.
Ao todo, foram premiadas 40 pizzarias na Itália; 25 em outros países da Europa; 15 nos Estados Unidos; 15 na região Ásia-Pacífico; quatro na América do Sul, sendo três em São Paulo, e uma em Buenos Aires, na Argentina; e uma na África. O primeiro lugar ficou com I Masanielli, de Caserta, na Itália, e Una Pizza Napoletana, de Nova Iorque, nos EUA.
As outras duas pizzarias paulistanas premiadas foram a Leggera Pizza Napoletana (83º), em Perdizes, e a QT Pizza Bar (99º), em Cerqueira César. A lista com as 100 melhores pode ser consultada no site 50toppizza.it. A página que traz a avaliação de a A Pizza da Mooca indica que São Paulo é a capital da pizza no Brasil. “É difícil, se não impossível, encontrar pizzas melhores do que as que esta cidade tem para oferecer”, ressalta trecho da crítica.
Na sequência, a avaliação destaca que “há uma pizza, a da A Pizza da Mooca, que certamente não deixa de ter personalidade. Seus produtos são provenientes de artesãos locais. A única exceção a essa regra são as farinhas que vêm da Itália. Recomendamos muito a Caprese com mussarela de búfala ou a opção com anchovas, que realmente é muito boa”.
Bruna diz que a Caprese é uma das queridinhas dos clientes, mas a mais pedida é a de Marguerita, que vai molho de tomate, mussarela, manjericão e azeite extra virgem. Além da unidade da Mooca, há também a de Pinheiros, na rua João Moura, 529.
SERVIÇO
A Pizza da Mooca
Unidade Mooca: rua da Mooca, 1.747
Unidade Pinheiros: rua João Moura, 529
Funcionamento: de segunda a quinta e aos domingos, das 18h às 22h. Às sextas e aos sábados, das 18h às 23h.
A prevenção contra enchentes na região de Sapopemba, na zona leste de São Paulo, contou neste ano com ao menos três obras para evitar deslizamentos na borda de cursos d’água. Em julho, o córrego do Morro Grande ganhou muros de contenção e uma travessia para pedestres e veículos foi pavimentada, além da limpeza de bocas de lobo e galerias.
A obra era há décadas uma reivindicação de moradores da favela da Ilha do Iguaçu, que convive com enchentes constantes nesse afluente do córrego do Oratório, na zona leste. O investimento foi de R$ 3,4 milhões. A região de Sapopemba também recebeu duas obras de contenção de taludes e encostas desde o ano passado, no Jardim Elba e no Jardim Santa Madalena 1.
Em toda a zona leste, desde o ano passado foram 13 obras para contenção de margens e taludes, construção de galerias e pequenos sistemas de drenagem. Esses reparos foram feitos em córregos de Itaquera, Ermelino Matarazzo, Aricanduva, Itaim Paulista, Penha, São Miguel Paulista, Sapopemba e São Mateus.
Uma dessas obras foi a drenagem e a contenção das margens do córrego Água Vermelha, na Vila Industrial. A água vinha subindo a níveis cada vez maiores nos últimos períodos de cheia e ameaçava desmoronar as casas no local. As obras foram entregues em junho, após um investimento de R$ 16,6 milhões.
Cidade
A Prefeitura da capital informa que já entregou ao menos 91 obras de combate a enchentes desde o ano passado, considerando intervenções da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) e da Secretaria Municipal de Subprefeituras (Smsub). Atualmente, há quatro reservatórios em construção. Outros seis estão na fase de projeto e contratação de obras e devem representar um investimento de R$ 817,5 milhões. Em janeiro deste ano, foram registrados 178 pontos de alagamento ao longo do mês, marca de um problema paulistano que a gestão municipal pretende diminuir no próximo ano.
Lista de obras na zona leste
Aricanduva/Formosa/Carrão
Rua Júlio Cenalvo com a Rua Bonifácio Gomes de Siqueira – Jardim Iva
Contenção de margens do Córrego Tapera
Obra finalizada: 21/08/2021
Ermelino Matarazzo R. Guiraquerea, 111 – Vila Buenos Aires
Contenção Parcial da Margem do Córrego
Obra finalizada: 20/10/2021
Ermelino Matarazzo Rua Fernão Mendes Pinto, 567 – Parque Boturussu
Execução de Galeria de Águas Pluviais
Obra finalizada: 27/07/2021
Itaquera Avenida Gualtar, próximo do número 671
Contenção de encosta
Obra finalizada: 11/04/2022
Itaim Paulista Avenida Dama Entre Verdes e Rua Osório Franco Vilhena – Vila Curuçá Velha
Contenção de Margem, Drenagem e Obras Complementares no Córrego Água Vermelha
Obra finalizada: 14/11/2021
São Miguel Paulista Córrego Jacu – junto às Avenidas Jacu Pêssego e Nova Trabalhadores
Contenção de margem de córrego
Obra finalizada: 31/03/2022
São Miguel Paulista Rua Mohamed Ibraim Saleh x Avenida Raimundo Paradera
Contenção de Margem do Córrego do Uma
Obra finalizada: 04/07/2022
São Miguel Paulista Avenida Brás de Cardoso – Vila Itaim
Prevenção de inundações com implantação de sistema auxiliar de drenagem superficial
Em execução
Penha Rua Caetano de Lopes, altura do número 204 – Jardim Gonzaga
Contenção Parcial da Margem do Córrego Ponte Rasa
Obra finalizada: 27/09/2021
Penha Avenida Antônio Estevão de Carvalho (Radial Leste), 800 x Rua Jaguariaíva, 20
Reparo de Galeria de Águas Pluviais e Contenção da Talude
Obra finalizada: 02/08/2022
Sapopemba Rua Nova, altura do no 630 da Avenida Custódio de Sá e Faria – Jardim Elba
Contenção de Talude
Obra finalizada: 22/01/2022
Sapopemba Viela Rua Nova, Jardim Parque Santa Madalena 1
Contenção de encosta
Obra finalizada: 19/07/2021
São Mateus
Avenida Professor Jaçanã Altair, próximo. Rua André Paz
Contenção de margem com gabião e drenagem
Obra finalizada: 15/03/2022
No mês de dezembro, o Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (Cate) e a Ade Sampa (Agência São Paulo de Desenvolvimento) passarão por quatro estações das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô paulistano. Em uma parceria entre a Companhia Metropolitana de São Paulo e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, serão oferecidos serviços como a inscrição em processos seletivos de vagas de emprego, cadastro em cursos profissionalizantes e programas promovidos pela secretaria e orientação especializada sobre empreendedorismo.
Para ter acesso ao atendimento, basta comparecer à estação nos dias marcados, das 9h às 15h, com o RG, o CPF e a carteira de trabalho em mãos. Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, a iniciativa busca impulsionar a geração de renda na cidade de São Paulo e espera alcançar um maior número de cidadãos com a presença no Metrô, trazendo oportunidades para quem está em busca de um emprego.
O objetivo é multiplicar casos como os de Roberto Vieira, de 46 anos, que conseguiu a recolocação no mercado de trabalho depois de mais de dois anos desempregado. Demitido no início da pandemia, Roberto, que é uma pessoa com deficiência (PcD), decidiu procurar o Cate e, depois de realizar o cadastro, conseguiu seu emprego atual como ascensorista em algumas semanas. A vaga fazia parte de uma ação de empregabilidade para pessoas com deficiência, em que o Cate atua como uma ponte entre as empresas e os futuros funcionários.
“Eu passei por uma triagem e dois dias depois já estava na empresa, fazendo o processo seletivo. Já estou lá há seis meses e estou gostando muito”, conta Roberto.
Além do encaminhamento para o processo seletivo, ele também recebeu orientações sobre como se portar em entrevistas de emprego e como montar um bom currículo. “Eu estava precisando de uma oportunidade para colocar minha vida em ordem, me sentir útil, ter uma vida digna e honrar meus compromissos com meu filho. Foi uma luz no fim do túnel”, analisa.
Empregabilidade e empreendedorismo
Os empreendedores e os autônomos também poderão usufruir das estações móveis. Os profissionais da Ade Sampa oferecem orientações sobre a formalização como Microempreendedor Individual (MEI), estruturação de plano de negócios e acesso a microcrédito, além da inscrição em cursos e programas como o Mãos e Mentes Paulistanas, que fornece apoio a quem vende produtos de confecção própria.
A primeira ação ocorrerá nos dias 7 e 8 de dezembro, na estação Guilhermina Esperança (zona leste). Nos dias 14 e 15, o Cate e a Ade Sampa estarão na estação Ana Rosa (zona sul); nos dias 21 e 22, na Vila Madalena (zona oeste); e nos dias 28 e 29, na Tucuruvi (zona norte).
De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, o horário e os dias estão sujeitos a mudança por conta dos jogos do Brasil na Copa do Mundo, para seguir o decreto municipal de interrupção de serviços duas horas antes das partidas da seleção brasileira.
Serviço
Cate Móvel e Ade Sampa na zona leste
Local: estação Guilhermina Esperança – Linha 3-Vermelha
Data: 07 e 08 de dezembro
Horário: das 9h às 15h
Cate Móvel e Ade Sampa na zona sul
Local: estação Ana Rosa – Linha 1-Azul
Data: 14 e 15 de dezembro
Horário: das 9h às 15h
Cate Móvel e Ade Sampa na zona oeste
Local: estação Vila Madalena – Linha 2-Verde
Data: 21 e 22 de dezembro
Horário: das 9h às 15h
Cate Móvel e Ade Sampa na zona norte
Local: estação Tucuruvi – Linha 1-Azul
Data: 28 e 29 de dezembro
Horário: das 9h às 15h
Com a aproximação do período de chuvas, é bom saber a quem recorrer em casos de enchentes e alagamentos na cidade. São vários serviços públicos disponíveis, de alertas por SMS a aplicativos que permitem registrar ocorrências.
Para ser alertado por SMS, basta encaminhar mensagem ao número 40199 com o CEP de onde você mora. Os avisos informam o tipo do evento, se chuva intensa, granizo ou alagamento, a severidade – baixa, moderada, alta ou muito alta -, entre outros detalhamentos. Além do SMS, outra opção é baixar o app Alerta SP. Organizados pela Defesa Civil estadual, os serviços são constantemente abastecidos com dados do órgão municipal.
E para solicitar atendimento em casos de desabamento, queda de árvore, alagamento e deslizamento, são três opções: ligar às centrais 24 horas 156 ou ao 199 (número da Defesa Civil) ou registrar no portal 156 (https://sp156.prefeitura.sp.gov.br/portal/servicos).
Ainda é possível indicar e acompanhar ocorrências no aplicativo SP + Segura, que permite comunicar alagamento, enchente, queda de energia ou árvores, por texto, foto ou vídeo. A ferramenta traz, a partir de mapas, a visualização em tempo real das ocorrências e dispara notificações de acordo com as regiões salvas pelos usuários.
As informações que circulam no aplicativo são acompanhadas pela Central de Monitoramento da Guarda Civil Metropolitana de SP, que encaminha aos órgãos responsáveis, de acordo com a ocorrência.
A Prefeitura de São Paulo divulgou a programação de dezembro do programa Aventur, iniciativa que busca suprir a carência de opções públicas de turismo de aventura na cidade.
Organizado pela Secretaria Municipal de Turismo em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, as atividades ocorrem sempre aos finais de semana. Em dezembro, tem agenda nos dias 3 e 4 no Centro Educacional Unificado (CEU) Alto Alegre – Profº Paulo Suyoshi Minani, Jardim Laranjeira, zona leste. Nos dias 17 e 18, o programa estará no CEU Caminho do Mar – Profª Dulce Salles Cunha Braga, no Jabaquara, zona sul. O horário de funcionamento é das 10h às 17h.
Antes de praticar as atividades, os interessados devem se cadastrar na recepção dos Centros Educacionais Unificados. Leve um documento de identificação. Depois, recebem uma pulseira e estão liberados para curtir. A participação é gratuita.
O público-alvo são pessoas acima de seis anos de idade. Os pais ou responsáveis de menores de 18 anos devem estar no local para autorizar a prática. O preenchimento das fichas de participação, identificação e retirada das pulseiras termina às 16h30, meia hora antes do término do evento.
São oferecidas sete modalidades: escalada boulder, tirolesa, rapel, arborismo, circuito de obstáculos, slackline e bungee trampolim. Segundo a Prefeitura, as equipes do Aventur são compostas por profissionais educação física, bombeiros e intérpretes de libras, a fim de garantir a inclusão nas atividades.
Serviço
Dias 3 e 4 dezembro, 10h às 17h CEU Alto Alegre – Professor Paulo Suyoshi Minani Rua Bento Ghelfi, 1.802 – Jardim Laranjeira
Dias 17 e 18 de dezembro, 10h às 17h CEU Caminho do Mar – Professora Dulce Salles Cunha Braga Rua Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 5.241 – Jabaquara
Novos trechos nas regiões sul, leste e oeste da cidade receberam as obras do programa de recapeamento da Prefeitura Municipal de São Paulo, iniciado no mês de junho. O prazo de entrega das obras iniciadas em novembro varia entre dezembro deste ano e março de 2023. No Butantã, serão 58 mil m² de asfalto reformados na Marginal Pinheiros, da margem oeste da pista expressa até a Ponte do Morumbi.
Na zona sul, mais de 55 mil m² receberão asfalto novo na Avenida do Cursino, entre a Rua Santa Cruz e Dom Vilares. Na região leste, três trechos passarão pela reforma, de cerca de 51 mil m²: o trecho da Avenida Condessa Elizabeth de Robiano que fica entre a Rua Juvenal Gomes Coimbra e a Ponte do Tatuapé, na Mooca; um pedaço do Viaduto Doutor Luís Ayres e outro trecho na Avenida Doutor Luís Ayres, entre a Penha e o Itaquera.
Já na região de São Mateus e Penha, 20 mil m² recebem o recapeamento na área entre a Rua do Estado do Ceará e a Avenida Arraias do Araguaia da Avenida, da Barreira Grande, e um trecho da Rua São Vitório que fica entre a Avenida Doutor Pereira Vergueiro e a Rua Doutor Xavier de Oliveira. No momento, está em andamento a recuperação de 30 trechos em toda a capital, que correspondem a uma área de mais de 790 mil m², e 29 já foram concluídos pelo programa, que tem um orçamento de cerca de R$ 1 bilhão.
A população da Fazenda Morumbi, na zona sul de São Paulo, conta desde o dia 18 de novembro com o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) AD 3 Paraisópolis. Com capacidade para atender 400 pessoas, o equipamento é especializado no atendimento a pessoas com sofrimento psíquico decorrente do consumo de álcool e drogas.
O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, na modalidade porta-aberta – sem necessidade de agendamento ou encaminhamento para acesso. Já das 19h às 7h, inclusive nos feriados e fins de semana, o acolhimento é voltado a pacientes admitidos que precisem de acompanhamento e tempo integral diante de situações que ofereçam risco à vida da pessoa e de outros.
No centro, o paciente tem acesso a consultas médicas, oficinas terapêuticas, terapias em grupo e medicamentos. O atendimento não está condicionado à apresentação do RG e cartão SUS. Gerenciada pela Organização Social de Saúde Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, a unidade possui consultórios, salas de acolhimento e a área externa de convivência. Esse é o 102º Centro de Atenção Psicossocial e o 35º na modalidade Álcool e Drogas (AD) da cidade de São Paulo.
UBS ou Caps?
A entrada na rede assistencial à saúde mental pode se dar por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou pelo Caps. A UBS tem ênfase na promoção e prevenção à saúde, com atuação de médicos clínicos e agentes de saúde (nível primário). Já o Caps já é um serviço para uma demanda especializada de atendimento psicossocial. Apesar das peculiaridades, ambos podem ser procurados em situações de sofrimento psíquico para acolhimento e direcionamento ao local mais apropriado para tratamento.
O acolhimento no Caps vai além de entender a demanda de saúde, o diagnóstico. Busca resgatar o histórico do paciente, a dinâmica de vida, as relações sociais e os objetivos futuros para montar o Projeto Terapêutico Singular, que vai apontar a frequência do usuário no serviço, se diária, mensal ou quinzenal, participação em grupos terapêuticos e consultas, por exemplo.
“O acolhimento é o momento chave para o usuário do Caps perceber que ele está, de fato, em um ambiente protegido e que lá não tem castigo. É também uma oportunidade para mostrar que a proposta do centro é pautada na humanização e no cuidado”, explica Walter Laguna, assessor técnico da Divisão de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde.
Consulte a unidade de saúde mental mais próxima da sua casa: http://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/.
Com objetivo de minimizar os impactos causados pelas chuvas de verão, a Secretaria Municipal de Subprefeituras (SMSUB) retirou cerca de 150 mil toneladas de detritos dos piscinões da cidade nos primeiros nove meses deste ano.
Segundo a SMSUB, limpezas de córregos e de áreas urbanas, conservação de galerias, além da manutenção e desassoreamento dos reservatórios de água, são serviços realizados ininterruptamente nas 32 subprefeituras ao longo do ano. De janeiro a setembro de 2022, foram 25.417 bocas de lobo, grelhas e poços de visita reformados. Das galerias e ramais foram retirados 1.943 m³ de detritos.
Entre janeiro e setembro, as limpezas de galerias e ramais percorreram uma extensão 15% maior do que no mesmo período de 2021. A quantidade de poços de visita e bocas de lobo cresceu 14%.
As equipes das subprefeituras realizam manutenção, desassoreamento e limpeza dos piscinões preventivamente em períodos de pouca chuva para que estejam aptos a operar em alta demanda. Este ano, a área limpa subiu em 25% em relação a 2021.
MONITORAMENTO
Um sistema de monitoramento nos piscinões centraliza o acompanhamento de chuvas, drenagem, operação e escoamento da água. Uma rede de telemetria e telemonitoramento possibilita acompanhar o nível e vazão da água e o funcionamento das motobombas, por meio de sensores nos piscinões e túneis. O sistema também emite alertas em situações de queda de energia, obstrução e falha mecânica. No caso dos túneis, é possível monitorar até o nível de dióxido de carbono acumulado.
Com as informações, um centro de controle dentro da SMSUB acompanha à distância e consegue viabilizar ações emergenciais. Antes do novo sistema, os piscinões eram operados individualmente pelas subprefeituras, no local e de forma manual. Agora, as bombas controladas remotamente podem ser ligadas e desligadas conforme a necessidade, e na hipótese de queda de energia, geradores são acionados também à distância.
A 12ª Virada Sustentável terminou nesta quarta-feira (23), mas os moradores da Capital continuarão desfrutando das marcas deixadas pelo evento por um bom tempo. Seis unidades dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) das zonas sul, leste e norte contam, agora, com um novo visual nas empenas das áreas externas.
Artistas selecionados produziram grafites em alusão aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), com temas como fome zero, igualdade de gênero, cidades e comunidades sustentáveis, educação de qualidade, vida na água e a cultura de paz, justiça e o fortalecimento das instituições.
Um deles é da artista Mariana Pavanelli, feito no CEU Cidade Dutra, na zona sul, referente à Igualdade de Gênero. As demais unidades dos CEUs que receberam grafite são: Paraisópolis, Meninos, Lajeado, Pêra Marmelo e Jardim Paulistano.
“São inúmeras maneiras de interagir com a cidade. Diversas formas de arte: dos grandes murais às pichações. A rua talvez seja o espaço mais democrático dentro do universo artístico. Apesar de estar presente nas periferias, os grandes centros seguem sendo os lugares de maior atenção, por isso, projetos como o da Virada Sustentável são essenciais para levar arte às zonas mais afastadas.”
Confira a relação de artistas e temas:
CEU Paraisópolis
Artista: João Lelo
Tema: Cidades e comunidades sustentáveis
Grafite de João Lelo no CEU Pêra Marmelo, na zona norte – Crédito: Divulgação/Aterro Filmes
CEU Pêra Marmelo
Artista: Mzk
Tema: Fome Zero
CEU Lajeado
Artista: Tec
Tema: Educação de Qualidade
CEU Meninos
Artista: SHN
Tema: Paz, justiça e instituições fortes