A Prefeitura de São Paulo lançou nesta terça-feira (28) a nova edição do Programa #FiqueEmDia, que concede descontos de até 95% nos juros e multas para contribuintes que quitarem à vista seus débitos inscritos em Dívida Ativa do município.
A iniciativa, desenvolvida pela Procuradoria Geral do Município (PGM), oferece condições especiais para a regularização de dívidas tributárias e não tributárias, como IPTU, ISS, ITBI, TPU, taxas, multas tributárias e de postura.
Os interessados poderão aderir ao programa entre 31 de outubro e 12 de dezembro, acessando a plataforma fiqueemdia.prefeitura.sp.gov.br/tdm, onde é possível consultar os débitos e simular as condições de pagamento.
Além da quitação à vista com desconto máximo, o programa também permite parcelamento em até 120 vezes, com reduções proporcionais de juros e multas que podem chegar a 65%.
Podem participar pessoas físicas e jurídicas com débitos inscritos em Dívida Ativa referentes a fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2024. Entre os débitos elegíveis estão IPTU, ISS, ITBI, TPU, taxas e multas tributárias e de postura.
Ficam de fora dívidas cuja arrecadação seja vinculada a fundos ou órgãos específicos, multas ambientais, de trânsito, aplicadas pelo Tribunal de Contas do Município, atos de improbidade administrativa, responsabilização de pessoa jurídica, ISS do Simples Nacional e dívidas em parcelamentos ativos (PPI, PRD e PAT), exceto aquelas sem desconto em andamento na Dívida Ativa.
Com o sistema de drenagem já concluído, os trabalhos avançam para a finalização das pistas, com a pavimentação das faixas de concreto rígido que formarão o corredor exclusivo de ônibus. O projeto também prevê a instalação de mobiliário urbano e novos pontos de ônibus com cobertura e bancos.
Paralelamente, seguem as obras das novas calçadas acessíveis, que receberão piso tátil, rampas, iluminação em LED, paisagismo e o enterramento das redes elétricas e de telecomunicações.
A obra é executada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB) e pela SPObras, dentro do plano de modernização da mobilidade e da drenagem urbana da região.
Drenagem
O novo sistema de drenagem da avenida é composto por galeria celular de concreto armado de grandes dimensões e tubulações para os ramais coletores, substituindo antigas estruturas. A modernização amplia a capacidade de escoamento das águas pluviais e reduz o risco de alagamentos na região, segundo a Prefeitura.
Preservação ambiental
Durante as obras, três árvores que estavam na calçada da Avenida Santo Amaro, esquina com a Rua Fiandeiras, foram transplantadas para outro ponto da via, em frente à FMU.
Com a conclusão das etapas de drenagem, pavimentação e acabamento das calçadas, a Prefeitura informa que a entrega da Fase 2 está prevista para este mês de outubro.
A cidade de São Paulo vive um amplo processo de modernização urbana. Um conjunto de obras e projetos estruturantes vem alterando a paisagem e a dinâmica da capital, com intervenções que buscam reorganizar o espaço público, ampliar a mobilidade e integrar áreas historicamente desconectadas. As ações combinam infraestrutura, sustentabilidade e planejamento urbano de longo prazo.
Debatidos com a população em audiências e consultas públicas, presenciais e virtuais, esses projetos marcam um ciclo de requalificação e investimentos na cidade. Parte deles está em fase de licitação e envolve a criação de áreas verdes, espaços de convivência e conexões viárias que ampliam o acesso entre bairros e regiões.
Centro
No centro histórico, o Parque Dom Pedro II, que por anos careceu de manutenção, será revitalizado por meio de uma Parceria Público-Privada. O plano prevê 100 mil m² de novas áreas verdes, dois reservatórios de águas pluviais, um terminal intermodal de transporte, praças, boulevard e galeria comercial, reorganizando o uso do solo, aprimorando a drenagem e integrando transporte e lazer. Após a conclusão da licitação, o processo segue em fase de verificação documental e homologação.
A poucas quadras dali, a futura Esplanada da Liberdade vai ocupar o trecho sobre a Radial Leste-Oeste, entre os viadutos Guilherme de Almeida, Mie Ken, Cidade de Osaka e Shuhei Uetsuka. Com funcionamento contínuo e acesso gratuito, o empreendimento prevê praças, áreas de lazer, quiosques, serviços e o novo Espaço de Cultura da Liberdade. A licitação está marcada para novembro.
Zona oeste
O Boulevard Marquês de São Vicente, na zona oeste, soma-se às obras de requalificação urbana. A intervenção contempla 6,9 km de via arborizada com 12 km de ciclovias, 90 mil m² de parque linear e 69,7 mil m² de novas calçadas. A nova ligação entre a Marginal Tietê, o centro expandido e a zona leste pretende transformar um eixo viário em corredor verde e de transporte sustentável. O projeto integra o Programa de Metas 2025–2028 e se articula com ações como o Requalifica Centro, o VLT Bonde São Paulo, a AIU do Setor Central e a revitalização dos calçadões. O edital deve ser lançado no primeiro semestre de 2026.
Zona sul
Na zona sul, o prolongamento do Complexo Roberto Marinho até a Rodovia dos Imigrantes prevê dois túneis e um parque linear de 314 mil m², beneficiando cerca de 700 mil pessoas. A obra incorpora sistemas inteligentes de tráfego, com câmeras e sensores para otimizar o fluxo de veículos e reduzir o tempo de deslocamento.
Também em licitação, o Túnel Sena Madureira, na Vila Mariana, contará com dois túneis — Norte e Sul — conectando os bairros Ipiranga, Saúde, Vila Mariana, Itaim Bibi e Morumbi. Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), o projeto tem como objetivo reduzir o congestionamento no cruzamento das ruas Sena Madureira e Domingos de Morais e integrar o Túnel Jânio Quadros à Avenida Ricardo Jafet. A estimativa é de que mais de 800 mil pessoas sejam beneficiadas diariamente.
Essas intervenções fazem parte de um processo de transformação que busca equilibrar desenvolvimento, mobilidade e qualidade de vida. Entre 2021 e julho de 2025, a cidade destinou R$ 55 bilhões a obras e infraestrutura urbana. Mais de 9 mil intervenções foram concluídas e outras 1.138 seguem em execução, em um ciclo de requalificação da estrutura urbana e ampliação do alcance dos serviços públicos.
Cidade em movimento
Parque Dom Pedro II Novo terminal intermodal, dois reservatórios de águas pluviais, 100 mil m² de áreas verdes, praças e galerias comerciais.
Esplanada da Liberdade
Espaço sobre a Radial Leste-Oeste com praças e espaço cultural 24 horas. Investimento de mais de R$ 1 bilhão.
Boulevard Marquês de São Vicente 6,9 km de via arborizada, 12 km de ciclovias, 90 mil m² de parque linear e 69,7 mil m² de calçadas.
Complexo Roberto Marinho – Rodovia dos Imigrantes
Túneis e parque linear de 314 mil m². Beneficiará cerca de 700 mil pessoas e contará com sistema inteligente de tráfego.
Túnel Sena Madureira
Ligará 5 bairros. Terá dois túneis para reduzir congestionamentos e integrar o Túnel Jânio Quadros à Av. Ricardo Jafet.
A Prefeitura de São Paulo vai selecionar 30 novos projetos de agricultura urbana por meio do programa Acelerando Hortas, que oferece investimento de R$ 30 mil para cada iniciativa escolhida. Os selecionados receberão apoio técnico e financeiro para aquisição de materiais e serviços, com o objetivo de fortalecer a segurança alimentar e a economia verde. As inscrições estão abertas até 24 de novembro, no site adesampa.com.br/acelerandohortas.
Podem participar iniciativas ligadas à cadeia da agricultura que já atuam ou estão em transição para práticas orgânicas e agroecológicas. Os projetos devem se enquadrar em sete temas: implantação de tecnologias sociais ou sustentáveis; comercialização e logística; produção e distribuição de mudas; produção e distribuição de insumos; beneficiamento de produtos naturais; certificações sanitárias e turismo de vivência rural e pedagógico; além da implantação e estruturação de novas hortas.
Cada Local de Agricultura deve ser composto por dois proponentes (pessoas físicas), maiores de 18 anos, residentes na capital e proprietários ou autorizados a usar o imóvel onde o projeto será desenvolvido. Os participantes devem realizar práticas de manejo orgânico ou agroecológico, não ter pendências nas edições anteriores do Acelerando Hortas ou no programa Semeando Negócios, e não estar inscritos no Cadin.
São considerados Locais de Agricultura unidades produtivas familiares rurais e urbanas; hortas comunitárias; áreas agrícolas em Terras Indígenas Jaraguá e Tenondé Porã; hortas em escolas, postos de saúde e parques; espaços de produção e distribuição de mudas e insumos; agroindústrias e grupos de comercialização e logística.
Operado pela Ade Sampa, o programa Acelerando Hortas integra o Sampa+Rural, iniciativa da Prefeitura de São Paulo por meio da Coordenadoria de Agricultura da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, em parceria com o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD).
Programa Sampa+Rural
O Sampa+Rural reúne ações para ampliar a assistência técnica e a extensão rural na capital. O programa fortalece locais de agricultura existentes e estimula a criação de novos espaços de cultivo em todas as regiões. A Coordenadoria de Agricultura conta com três Casas de Agricultura Ecológica (CAEs) — nas zonas sul, leste e norte —, sendo esta última responsável também pelo atendimento das regiões central, oeste e parte urbana da zona sul.
Sobre a Ade Sampa
A Agência São Paulo de Desenvolvimento promove políticas públicas voltadas à redução de desigualdades econômicas, ao fomento do empreendedorismo e à geração de emprego e renda. Com programas nas áreas de inovação, tecnologia e sustentabilidade, oferece cursos, mentorias, aceleração de negócios, atendimento para MEIs, espaços de trabalho gratuitos, estúdios de podcast e orientação para acesso a crédito.
São Paulo vive um ciclo de expansão acelerada no setor de tecnologia, impulsionado por políticas municipais que estimulam startups, atraem investimentos e fortalecem o ambiente empreendedor. Somente no primeiro semestre de 2025, surgiram 7,4 mil novas empresas ligadas à economia digital — média de mais de 1,2 mil por mês, ou 40 por dia.
O avanço do setor tem impacto direto nas finanças da cidade. Em dez anos, a arrecadação das empresas de tecnologia cresceu 521%, passando de R$ 1,04 bilhão em 2014 para R$ 6,48 bilhões em 2024. Apenas no primeiro semestre de 2025, o setor já contribuiu com R$ 4,01 bilhões, mesmo com alíquotas médias entre 2% e 5%, que abrangem a maioria das atividades tecnológicas.
A estratégia municipal combina incentivos fiscais, segurança jurídica e programas de fomento à inovação, consolidando São Paulo como referência nacional. Dados da Secretaria Municipal da Fazenda indicam que a capital abriga 360,2 mil empresas do setor tecnológico, número 63,5% maior que o de 2015, quando havia 220 mil. De 2021 a 2025, o crescimento foi de cerca de 20%, passando de 299,6 mil para 360,2 mil.
O levantamento inclui desde grandes corporações internacionais até microempreendedores individuais (MEIs) que atuam com tecnologia.
Iniciativas que impulsionam a inovação
O crescimento tecnológico de São Paulo é resultado direto de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do ecossistema empreendedor. Por meio da Ade Sampa, agência vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, a Prefeitura investe em programas de aceleração que oferecem apoio financeiro, capacitação técnica, mentorias, espaços de coworking e conexão com investidores. As ações abrangem áreas como economia verde, jogos digitais e audiovisual, com foco especial na inclusão de jovens de baixa renda no mercado de inovação.
Entre as iniciativas de destaque estão o Vai Tec, que estimula negócios inovadores nas periferias com aporte de R$ 50 mil, oficinas e aceleração de seis meses; o Green Sampa, voltado a soluções sustentáveis e de impacto socioambiental, com investimento e residência no Hub Green Sampa; o Sampa Games, que fortalece o setor de jogos eletrônicos; e o Amplifica Cine, que fomenta a cadeia do audiovisual, atendendo desde coletivos independentes até produtoras consolidadas.
A Prefeitura de São Paulo divulgou a programação de novembro da rede Teia, composta por 22 unidades que oferecem coworkings e capacitações gratuitas para empreendedores. Os espaços disponibilizam cursos, palestras, oficinas e encontros de networking voltados à qualificação profissional e ao fortalecimento de negócios locais.
Cada unidade conta com apoio técnico da Ade Sampa, que orienta os participantes sobre formalização, gestão e expansão de suas atividades. As inscrições para as atividades podem ser feitas no site da Ade Sampa: adesampa.com.br.
Atividades
No Teia Butantã, zona oeste, o mês começa com a palestra “Decole seu Negócio – Diferentes Maneiras de Empreender e Gerar Renda”, no dia 5, das 14h às 15h. No dia 11, ocorre a oficina “Como Precificar seus Serviços e Aumentar seus Lucros com Segurança”, das 14h às 16h. No dia 12, será a vez da atividade “A Solução Financeira que os Bancos Não Querem que Você Conheça”, das 14h às 16h. A oficina “Escalda-Pés: Relaxamento e Autocuidado” acontece no dia 14, das 14h às 16h. Em 18 de novembro, o local promove um encontro de networking, das 14h às 17h. A programação encerra no dia 25, com a oficina “C.H.A. – Aprenda Como Usar seus Conhecimentos, Habilidades e Atitudes para Obter Êxito Profissional!”, das 14h às 16h.
No Teia Cachoeirinha, zona norte, a programação inclui a Academia de Finanças, no dia 8, das 10h às 13h. No dia 12, acontece o Encontro de Networking “Conexões que Geram Negócios”, às 10h. No dia 22, será realizada a oficina “Sabores que Vendem: Sobremesas Natalinas”, também às 10h. A palestra “Como Ser Mais Produtivo” fecha o mês no dia 27, às 14h. Nenhuma das atividades exige inscrição prévia.
O Teia Parelheiros, na zona sul, promove no dia 5 a oficina “Crochê – Aprenda a Fazer Bico de Pano de Prato”, das 10h às 16h. Entre 4 e 19 de novembro, será oferecido o curso “Customização de Peças de Vestuário”, das 13h às 17h. Já entre 10 e 18 de novembro, ocorre o curso “Meu Trampo Empreender: Marketing, Logomarca, Vendas e Precificação”, das 9h às 13h. Nos dias 24, 25 e 26, haverá a oficina “Crochê – Aprenda a Fazer Biquíni e Saída de Praia”, das 10h às 16h.
No Teia Itaquera, zona leste, a oficina “Desbloqueando Projetos” abre a programação no dia 3, das 14h às 16h30. No dia 4, acontece a oficina “Assessoria de Empreendedorismo para Mulheres”, das 8h30 às 16h30, com inscrições encerradas. No dia 11, será realizada a palestra “Quero Montar Minha Loja Virtual”, às 14h. A oficina “Como Montar um Bazar no WhatsApp” ocorre no dia 13, das 14h30 às 16h. Nos dias 18 e 25, a oficina “Assessoria de Empreendedorismo para Mulheres” retorna no mesmo horário. A programação encerra no dia 27, com a palestra “Fluxo de Caixa: Como Medir a Saúde Real do Seu Negócio + Aniversário Teia Itaquera”, às 14h, com inscrições até o dia anterior.
As demais unidades — Centro, Cidade Tiradentes, Grajaú, Heliópolis, Interlagos, Jaçanã, Jardim Edite, Lapa, Parque Novo Mundo, Perus, São Miguel, Vergueiro e Vila Curuçá — também contam com atividades de capacitação, palestras e encontros de networking, com inscrições abertas conforme a data de cada evento.
A Prefeitura de São Paulo concluiu com quase quatro meses de antecedência o processo de licitação para o patrocínio do Carnaval de Rua de 2026 e confirmou uma empresa de bebidas como parceira oficial. O valor firmado, de R$ 29,2 milhões, é o maior da história e supera em R$ 1,4 milhão o aporte feito no ano anterior.
O planejamento dos desfiles também foi antecipado, com as inscrições dos blocos abertas mais cedo neste ano. A primeira etapa, voltada aos grupos que participaram em 2025, foi encerrada em outubro. A segunda fase, destinada a novos blocos, segue até 10 de novembro.
A expectativa para 2026 é de 16 milhões de foliões e mais de 650 blocos espalhados pela cidade. O investimento será voltado à logística, segurança, limpeza e infraestrutura, mantendo o caráter democrático e acessível da festa.
As datas oficiais já estão definidas: Pré-Carnaval – 7 e 8 de fevereiro Carnaval – 14 a 17 de fevereiro Pós-Carnaval – 21 e 22 de fevereiro
A SPTuris lançou um guia com regras e orientações para os blocos interessados, disponível em carnaval.spturis.com. A lista final de blocos será publicada no Diário Oficial em 28 de novembro de 2025. Na última edição, o Carnaval de Rua movimentou R$ 3,4 bilhões na economia paulistana e gerou 50 mil empregos.
A Prefeitura de São Paulo inaugurou no dia 20 de outubro o primeiro Ecoponto Têxtil da cidade, localizado no Brás — maior polo de moda e atacado da América Latina, com mais de 6 mil indústrias e lojas de confecção. O equipamento funcionará 24 horas por dia e poderá receber até 300 toneladas de resíduos têxteis por mês, volume equivalente ao que é descartado irregularmente nas ruas da região.
O material recolhido será encaminhado para tratamento e convertido em CDR (Combustível Derivado de Resíduo), utilizado em fornos industriais de cimento, cal ou biomassa. O processo substitui combustíveis fósseis e minerais, reduzindo a emissão de gases poluentes na atmosfera.
Com circulação diária de cerca de 200 mil pessoas e receita anual estimada em R$ 26 bilhões, o Brás enfrentava descarte irregular de tecidos que obstruíam bueiros e agravavam problemas de limpeza urbana. O novo serviço, que recebeu investimento de R$ 373 mil, tem capacidade para receber roupas, cobertores, retalhos e outros materiais têxteis.
O Ecoponto Têxtil era uma demanda antiga dos empresários locais, segundo o vice-presidente da Associação de Lojistas do Brás (Alobrás), Lauro Pimenta. Ele afirma que a destinação correta dos resíduos permite o reaproveitamento em atividades como o artesanato e reduz os impactos causados pelo descarte irregular, como enchentes e acúmulo de lixo nas vias.
De acordo com a Secretaria Municipal das Subprefeituras, a instalação do Ecoponto é uma medida estratégica para aprimorar a gestão de resíduos em uma das regiões que mais produzem retalhos e sobras de tecido na cidade. A pasta destaca que a iniciativa alia sustentabilidade, limpeza urbana e responsabilidade ambiental.
O Ecoponto Têxtil Brás aceitará apenas resíduos têxteis. Outros tipos de materiais — como entulho, móveis e embalagens de vidro — devem ser descartados nos 129 ecopontos convencionais espalhados pela cidade, que receberam mais de 315 mil toneladas de resíduos em 2024.
A cidade de São Paulo tem ampliado a rede de piscinões para enfrentar os efeitos das chuvas intensas e reduzir alagamentos. Oito reservatórios estão em construção e outros seis foram concluídos desde 2021, com capacidade total para armazenar 853 mil metros cúbicos de água — o equivalente a mais de 340 piscinas olímpicas.
O investimento nos seis novos piscinões soma R$ 1,6 bilhão, beneficiando diretamente cerca de 815 mil moradores das zonas norte e leste, entre eles os dos bairros de Tucuruvi, Perus e Aricanduva. As entregas integram a rede municipal de 55 reservatórios e reforçam a infraestrutura de drenagem da cidade.
Entre os projetos em andamento, está o piscinão sob a Praça Roberto Gomes Pedrosa, no Morumbi, que vai captar as águas do Córrego Antonico e proteger 87 mil pessoas. Em Moema, outro reservatório deve atender 200 mil moradores, sem necessidade de desapropriações. Na zona leste, as obras avançam nos córregos da Mooca, Lapenna e Rio Verde, enquanto, na zona norte, os piscinões do Carumbé e do Bananal devem aliviar cheias que há décadas atingem a Brasilândia.
Com o aumento da intensidade das chuvas, os reservatórios se tornaram equipamentos fundamentais da drenagem urbana. Ao reter a água no pico das tempestades e liberá-la de forma gradual, reduzem a pressão sobre córregos e galerias, evitando transbordamentos.
Entre 2014 e 2024, a capacidade total de reservação da cidade cresceu 46%, enquanto o número de alagamentos caiu 57%, segundo dados do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Cerca de 80% dos reservatórios foram implantados após 2014.
Nos últimos anos, a Prefeitura direcionou R$ 8,4 bilhões a obras, serviços e manutenções de drenagem — um aumento de 111% em relação ao período anterior. Além dos piscinões, estão em execução soluções complementares, como praças de infiltração, parques lineares com áreas inundáveis, canalização de córregos e novas galerias pluviais, compondo um sistema integrado de prevenção.
Piscinões em construção
Zona Oeste Piscinão Antonico – Morumbi Investimento: R$ 273,8 milhões População beneficiada: 87.000 pessoas Volume: 133.500 m³ Previsão de entrega: 2026
Zona Sul Piscinão Ibijaú-Gaivota – Moema Investimento: R$ 117,3 milhões População beneficiada: 200.000 pessoas Volume: 24 mil m³ Previsão de entrega: 2027
Piscinão Morro do S – Capão Redondo Investimento: R$ 179 milhões População beneficiada: 870.000 pessoas Volume: 192 mil m³ Previsão de entrega: 2026
Piscinão Paraguai/Éguas – Vila Mariana Investimento: R$ 166,1 milhões População beneficiada: 200.000 pessoas Volume: 110 mil m³ Previsão de entrega: 2027
Zona Norte Piscinão Carumbé – Brasilândia Investimento: R$ 56,2 milhões População beneficiada: 240.000 pessoas Volume: 9.200 m³ Previsão de entrega: 2026
Zona Leste Piscinão Córrego da Mooca – Vila Prudente Investimento: R$ 166,6 milhões População beneficiada: 500.000 pessoas Volume: 134.500 m³ Previsão de entrega: 2026
Piscinão Córrego Lapenna – São Miguel Paulista Investimento: R$ 67,1 milhões População beneficiada: 14.000 pessoas Volume: 33.300 m³ Previsão de entrega: 2026
Piscinão Jacupeval – Itaquera Investimento: R$ 74,7 milhões População beneficiada: 210.000 pessoas Volume: 51 mil m³ Previsão de entrega: 2027
Redução de alagamentos
Ribeirão Perus Na região da Subprefeitura Perus, onde três reservatórios foram entregues entre 2024 e 2025, os pontos de alagamento caíram de 15 em 2020 para 2 em 2025 — redução de 86,7%.
Córrego Paciência Na Subprefeitura Jaçanã-Tremembé, o reservatório entregue em dezembro de 2021 reduziu os pontos de alagamento de 10 em 2021 para 1 em 2025 — queda de 90%.
Aricanduva R3 Na área do reservatório Aricanduva R3, entregue em 2022, foram registrados até seis alagamentos por ano antes da obra. Em 2025, não houve registros.
Córrego Taboão Desde 2022, quando foi entregue o reservatório do Córrego Taboão, não há registros de alagamentos no cruzamento das avenidas Aricanduva e Mazzaropi. O equipamento também beneficia vias próximas, como a Rua Dr. Mariano Cursino de Moura, Viela Sete e Rua Dorival Lorenço da Silva.
Os Centros Esportivos (CEs) da Prefeitura de São Paulo alcançaram a marca de mais de 930 mil cidadãos associados, um aumento de quase 60% em relação a 2021, quando havia 585 mil inscritos. Esses espaços receberam investimento superior a R$ 315 milhões em reformas e requalificações no período.
Os recursos foram aplicados em melhorias estruturais e modernização das 46 unidades distribuídas por todas as regiões da cidade. Segundo a Prefeitura, a procura também foi estimulada pela possibilidade de emissão da carteirinha virtual por meio do Portal 156, que simplificou o acesso da população às atividades e à infraestrutura esportiva.
Entre as práticas oferecidas nos Centros Esportivos estão judô, ginástica artística, vôlei, basquete, alongamento, ioga, ginástica localizada, pilates, hidroginástica, natação, futsal, futebol, boxe e capoeira, entre outras.
Levantamento da Prefeitura acerca do perfil dos frequentadores mostra que o público feminino é majoritário, representando 63% do total de alunos matriculados. A faixa etária com mais inscrições é a de crianças e adolescentes até 15 anos, seguida por idosos acima de 60, o que reforça o caráter intergeracional dos Centros Esportivos.
Serviço – Carteirinha dos Centros Esportivos
A carteirinha de acesso aos CEs vale para qualquer unidade e pode ser solicitada de duas formas:
Presencial Comparecer à administração do Centro Esportivo de preferência. Apresentar cópia do RG, cópia do CPF, cópia do comprovante de residência e uma foto 3×4.
Online Acessar o Portal SP156. Buscar pelo serviço “Carteirinha de Centros Esportivos” e seguir o passo a passo para cadastro e solicitação online.