Entre o fim do século 19 e começo do 20, a rua Florêncio de Abreu foi um importante ponto de comércio chique da cidade. Entre os itens considerados de luxo estavam sifões e boias de caixa-d’água para os raros banheiros com água e esgoto encanados.
A Rizkallah Jorge Filhos, fundada em 1898, era uma das poucas lojas que comercializavam as peças hidráulicas confeccionadas em bronze em sua fundição — reza a lenda que a empresa foi a primeira a fabricar e comercializar boias de caixa-d’água e por isso ganhou o apelido de Casa da Boia.
Atualmente, o estabelecimento, além de seguir vendendo torneiras e materiais hidráulicos, mantém viva sua história com um museu no terceiro andar.
A empresa se mudou para o número 123 da rua Florêncio de Abreu em 1909. À época, a boia já era uma referência do comércio. Um relevo do item, na fachada ornamentada do edifício, aponta sua importância para a empresa. Seu fundador, o imigrante sírio Rizkallah Jorge, trabalhava e morava em sua sede.
A loja funcionava no térreo, na parte da frente. Nos fundos, ficava a fundição de cobre. No segundo andar, localizava-se a residência da família — que se mudou, nos anos 1920, para um palacete na avenida Paulista.
Mais de um século depois, a loja segue no térreo do mesmo endereço. Além de materiais hidráulicos, comercializa peças em bronze, como tachos e panelas, para lembrar o passado da fundição. Entre as prateleiras com itens à venda, a loja exibe sua história com os moldes de canos e outras peças que eram fabricadas ali.
Casa da Boia – Crédito: Divulgação/Edu Grigaitis
A fundição dos fundos deu lugar ao estoque. O terceiro andar, onde ficava a residência, abriga um pequeno museu que conta a história da empresa. “Meu pai colecionava antiguidades e minha mulher é artista plástica. Temos na família esse apreço pela história e pelas artes”, conta Mário Rizkallah, diretor da empresa.
Em 1998, em comemoração ao centenário da Casa da Boia, a família resolveu fazer um restauro minucioso do prédio, tombado pelo Condephaat, em 1992. A construção hoje mantém, na fachada, o amarelo-claro original da primeira pintura.
No terceiro andar, onde fica o museu, os restauradores tiveram o cuidado de deixar, em algumas paredes, detalhes de como foram decoradas originalmente.
Em um dos quartos estão móveis de época — a exemplo de uma antiga máquina registradora, uma escrivaninha e um mostruário de peças. Pelas outras salas, espalham-se peças que foram confeccionadas na fundição, como canos, suportes para gravatas, bengalas e guarda-chuvas, além de, claro, a boia — que deu nome ao comércio.
Nas últimas quintas-feiras do mês, acontecem visitas guiadas gratuitas com historiadores que contam curiosidades sobre o passado do empreendimento e seu acervo. A próxima será no dia 25/5, das 14h às 16h. Inscrições devem ser feitas por meio do formulário: casadaboia.com.br/cultural/visitas-monitoradas/.
O Centro Esportivo, Recreativo e Educativo do Trabalhador (Ceret), localizado na região da Subprefeitura Aricanduva/Formosa/Carrão (zona leste), passa por obras desde o fim do ano passado. De acordo com a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Seme), um total de R$ 21,7 milhões foi investido nos trabalhos, que têm previsão de conclusão para o mês de julho.
Os campos de futebol do local serão reformados e receberão gramado sintético. O campo de rugby será renovado e homologado pela Federação Internacional da modalidade. Segundo a Seme, São Paulo terá o primeiro campo de rugby certificado internacionalmente do Brasil. Ao fim da reforma, o Ceret contará com uma nova pista de atletismo, com solado especial de manta moldada in loco — mesmo revestimento de pistas consideradas de alto rendimento.
A reforma das arquibancadas, dos vestiários e serviços complementares como drenagem, conserto de calçadas e buracos e reparos em grades estão compreendidos no orçamento — e uma licitação para reforma da piscina e casa de bombas do espaço faz parte dos planos futuros da Prefeitura. Em novembro do ano passado, uma quadra de beach tennis foi concluída e entregue à população, com o custo de R$ 479.832,95.
Conheça o Ceret
Um dos maiores centros esportivos da cidade (sua área total é de 286 mil metros quadrados), o Ceret é o lar da que é considerada a maior piscina pública da América Latina — com 100 metros de comprimento, 50 metros de largura e capacidade para receber 4 mil pessoas.
Entre os destaques dos equipamentos do local estão 19 quadras (de vôlei, vôlei de praia, basquete, tênis, beach soccer e poliesportivas), quatro campos de futebol, três salas de ginástica, campo de rugby, sala de boxe, cachorródromo, três piscinas, um ginásio poliesportivo e cinco academias ao ar livre.
Serviço
Centro Esportivo, Recreativo e Educativo do Trabalhador
Onde: Endereço: Rua Canuto de Abreu, s/n, Tatuapé Contato: (11) 2672-1240 Horários: 6h às 22h (segunda a sexta-feira) e 6h às 20h (fins de semana e feriados)
Uso das piscinas: 8h às 12h e 13h às 17h (terça-feira a domingo)
Você sabe qual é a subprefeitura rsponsável pelos serviços públicos no bairro em que vive, cuidando da zeladoria e facilidades como recebimento de impostos e taxas municipais, passando por obras e iniciativas de cultura?
Devido às dimensões, a cidade de São Paulo foi dividida, em 2002, em 32 áreas para descentralização da gestão. São as chamadas subprefeituras, responsáveis pelos 96 distritos e centenas de bairros paulistanos.
Com a ajuda da inteligência artificial, esta série, “ChatGPT -Subprefeituras”, o Estadão Expresso Bairros está detalhando as divisões geográfica x administrativa da Capital, que nem sempre coincidem ou são fáceis de entender.
Hoje, você fica sabendo mais sobre uma das subprefeituras da extensa zona leste paulistana, a do Itaim Paulista. Sua sede, bem como a praça de atendimento, fica na Av. Marechal Tito, 3012, funcionando de segunda a sexta das 8h às 17h. Os serviços de atendimento presencial podem ser agendados pelos telefones 5670-7000 e 156 ou pelo Portal SP 156 ou e-mail itaimpaulista@smsub.prefeitura.sp.gov.br.
O atual subprefeito é Guilherme Bahia Henriques e na página dedicada à subprefeitura você pode conferir os nomes dos servidores que exercem funções como planejamento de desenvolvimento urbano, projetos e obras etc.
Os dois distritos da região – Itaim Paulista e Vila Curuçá – compreendem uma área de cerca de 22 km², com uma população estimada de aproximadamente 380 mil habitantes.
Uma curiosidade da região do Itaim Paulista é ser cortada por seis córregos no sentido norte-sul que deságuam no rio Tietê. São eles: Itaquera-Itaqueruna, Água Vermelha, Lajeado, Itaim, Tijuco Preto e Três Pontes.
Falando do lazer, um dos pontos mais frequentados da região é o Parque Ecológico Central do Itaim, que fica na Rua Antonio João de Medeiros, 226. Sediado em uma antiga chácara da região, tem ricas fauna e flora em um pedaço remanescente da Mata Atlântica.
O acesso é fácil, inclusive de ônibus, por meio das linhas 3008-10 Jd. Miriam/CPTM Itaim Paulista ou 213C-10 Itaim Paulista/Vila Califórnia. Confira a extensa lista de bairros atendidos pela Subprefeitura Itaim Paulista:
● Chácara Dona Olívia
● Cidade Kemel
● Conjunto Encosta Norte
● Fazenda Itaim
● Itaim Paulista
● Jardim Aimoré
● Jardim Benfica
● Jardim Camargo Novo
● Jardim Camargo Velho
● Jardim Dalmo
● Jardim das Oliveiras
● Jardim Elza
● Jardim Eva
● Jardim Ida Guedes
● Jardim Indaiá
● Jardim Jaraguá
● Jardim Laura
● Jardim Mabel
● Jardim Meliunas
● Jardim Miragaia
● Jardim Miriam
● Jardim Nélia
● Jardim Progresso
● Jardim São Luís
● Jardim Sílvia
● Jardim Tuã
● Jardim Vilma
● Loteamento Santana do Agreste
● Parque Amélia
● Parque Santa Amélia
● Vila Alabama
● Vila Carolina
● Vila Escolar
● Vila Itaim
● Vila Jurema
● Vila Luzimar
● Vila Margareth
● Vila Melo
● Vila Morgadouro
● Vila Neila
● Vila São José
● Vila Sérgio
● Vila Silva Teles
● Vila Valdemar
● Chácara Figueira Grande
● Jardim Bartira
● Jardim Campos
● Jardim Carolina
● Jardim dos Ipês
● Jardim Eva
● Jardim Heloisa
● Jardim Miragaia
● Jardim Nazareth
● Jardim Quisisana
● Jardim Robrú
● Jardim Rosina
● Jardim Santo Antônio
● Jardim Santo Elias
● Jardim Senice
● Vila Clara
● Vila Conceição
● Vila Curuçá Velha
● Vila Luzimar
● Vila Nova Curuçá
● Vila Raquel
● Vila Simone
● Vila Stela
As informações que compõem esse texto foram estruturadas pelo ChatGPT com a supervisão de um jornalista. A ferramenta de inteligência artificial será utilizada apenas para conteúdos relacionados a serviços públicos, de modo a organizar de forma clara e ágil dados disponíveis na internet.
Beatriz Rodrigues, de 28 anos, encontrou em uma entrevista à rádio online Mixtura, em 2021 a oportunidade para apresentar à comunidade do Capão Redondo e a outros territórios da zona sul de São Paulo a sua trajetória artística como MC e, assim, criar um portfólio midiático.
Antes da participação na rádio, nunca tinha feito uma apresentação. Já no ano seguinte fez cinco. “É muito importante que a gente tenha esses espaços de fala para divulgar o nosso trabalho e conhecer e acompanhar outros artistas”, diz.
As palavras de Beatriz, conhecida artisticamente como filhadarua, estão em sintonia com o propósito da Mixtura: dar visibilidade aos talentos e coletivos da “quebrada”.
Criada em 2012 pelo articulador cultural Jaime Diko Lopes, de 42 anos, a rádio conta com o estúdio situado no Campo Limpo (zona sul da Capital), onde são gravados programas, vinhetas e podcasts e exibidas músicas de artistas regionais e nacionais.
“A periferia produz muito, mas tem pouca visibilidade”, afirma Lopes, coordenador da iniciativa.
Ele conta que esbarrou, no início da carreira como produtor cultural, aos 17 anos, com a dificuldade de veicular a cultura hip hop no rádio e na televisão e, por isso, precisou recorrer a modelos alternativos, como colagens de cartazes nas escolas.
Com funcionamento 24 horas por dia, a programação da rádio trabalha com duas frentes. Uma é a veiculação de músicas de domínio público ou autorizadas pelos artistas de diversos estilos musicais, como rap, soul, funk e forró. Sem dinheiro para pagar os direitos autorais, Lopes afirma que os artistas precisam liberar a transmissão das obras.
Já o outro campo foca em programas nos formatos de talk show e mesa redonda sobre futebol, sustentabilidade e cultura popular, entre outros assuntos. Já teve entre os convidados Marina Silva, por exemplo, a ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima. Mais de 200 podcasts de coletivos periféricos já foram gravados na Mixtura
Ao menos uma vez por mês a rádio circula pelo Campo Limpo com um carro de som para distribuir informações, músicas e anúncios comerciais da região. O objetivo é aproximar a população da rádio e gerar verba para manter o projeto, que advém de editais públicos, da venda de produções sonoras para comerciantes e da transmissão de eventos, como festivais.
A Mixtura tem uma equipe formada por dez voluntárias, que se dividem nas atividades de administração e comunicação. É o caso de Thainara Souza, de 21 anos, que procurou a rádio ano passado para desenvolver um podcast no programa Jovem Monitor Cultural, da Secretaria Municipal de Cultura.
Agora, ela apresenta, às terças-feiras, às 19h, o programa Rádio Mixtura Dialoga, em que recebe convidados para abordar questões da periferia, como educação. Ela diz que a experiência ajuda a dar sentido ao que vai viver no segundo semestre do ano, com o início do curso de jornalismo.
Moradores e coletivos podem gravar gratuitamente os podcasts, apresentar programas ou projetos e divulgar trabalhos artísticos. Para isso, devem entrar em contato com os organizadores pelo telefone (11) 98192-6297 ou do e-mail mixturadio@gmail.com.
A Prefeitura de São Paulo inicia nesta segunda-feira (15) a imunização contra a gripe para toda a população da Capital acima dos seis meses de idade. Até o momento, a cobertura vacinal para a gripe está em 26% na cidade. Desde o início da campanha, em 10 de abril, foram aplicadas 1.061.872 doses do imunizante contra o vírus influenza, causador da gripe, segundo a administração municipal.
Atualmente, estão sendo vacinados idosos com mais de 60 anos de idade, crianças (com idade a partir de 6 meses e menores de 6 anos), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), imunossuprimidos, indígenas, profissionais da saúde; profissionais da educação: pessoas com deficiência permanente ou com comorbidades; profissionais de transporte coletivo rodoviário, de passageiros urbano e de longo curso; profissionais portuários; trabalhadores das forças de segurança e salvamento, das forças armadas e do sistema prisional; e população privada de liberdade, incluindo adolescentes em medidas socioeducativas.
A Prefeitura também divulga constantemente informações oficiais relacionadas à segurança e eficácia dos imunizantes. Além disso, os agentes comunitários de saúde (ACSs) orientam os munícipes a buscarem a vacinação nas UBSs e a manterem suas cadernetas atualizadas.
A vacinação contra a influenza acontece em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com funcionamento de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 19h, e nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas, que atendem das 7h às 19h, inclusive aos sábados e feriados. A população pode consultar a unidade mais próxima por meio da página Busca Saúde.
A educação municipal vai ganhar reforço de 37 novas escolas até o primeiro semestre de 2024, de acordo com cronograma da Prefeitura de São Paulo. Estão em construção 28 Centros de Educação Infantil (CEIs), 7 Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs) e 2 Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFs). Duas delas estão localizadas na zona oeste, 8 na zona leste, 10 na zona norte e 17 na zona sul.
Algumas das obras estão na etapa final de instalação, com a execução de acabamentos e ligações de água e luz. O investimento total ultrapassa R$ 250 milhões e a iniciativa deve beneficiar cerca de 7,5 mil estudantes de 0 a 5 anos, segundo a Secretaria Municipal de Educação (SME).
Os CEIs são destinados às crianças com idade de zero a 3 anos e 11 meses, enquanto as Emeis atendem crianças de 4 a 5 anos e 11 meses. Ambas da educação infantil, que vai do nascimento aos 6 anos. As Emefs oferecem o ensino fundamental, organizado em três ciclos de aprendizagem: alfabetização (1º ao 3º ano), interdisciplinar (4º ao 6º ano) e autoral (7º ao 9º ano).
Manutenção
O município também investe na manutenção de outras 236 unidades escolares. São intervenções como serviços de conservação dos telhados e lajes, revisão dos sistemas elétricos e hidráulicos, reforma de pisos, azulejos, forro e revestimentos, revisão das canaletas de águas pluviais, conserto das calçadas, adequação do paisagismo, reforma dos alambrados, além de pintura das áreas internas e externas.
Dentro do programa de manutenção, a Prefeitura também executa ações de reformas em 26 Centros Educacionais Unificados (CEUs), que atendem a cerca de 43 mil alunos e profissionais da rede. A iniciativa recebe investimento de R$ 180 milhões e devem ser finalizadas em junho deste ano.
Confira abaixo quais são as novas unidades, de acordo com a região onde estão localizadas:
Zona Norte
CEI Sezefredo rua Ushikichi Kamiya x TV. Augusto Fiat x Coronel Sezefredo Fagundes
(Jaçanã/Tremembé)
CEI Jaime Frazer Travessa Jaime Frazer x rua Boaventura Collo
(Jaçanã/Tremembé)
CEI Augusto Rodrigues rua Augusto Rodrigues
(Jaçanã/Tremembé)
CEI Corisco Estrada do Corisco
(Jaçanã/Tremembé)
CEI Avelina rua Avelina Pereira
(Jaçanã/Tremembé)
CEI Vieira de Melo rua Vieira de Melo
(Jaçanã/Tremembé)
CEI Penha Brasil avenida Penha Brasil
(Freguesia do Ó/Brasilândia)
CEI Pena Ramos rua Cesar Pena Ramos
(Casa Verde/Cachoeirinha/Limão)
CEI Visconde de Taunay avenida Prof. Celestino Bourroul
(Casa Verde/Cachoeirinha/Limão)
CEI Menotti Laudisio rua Menotti Laudisio x rua Dendê x rua Republica dos Palmares
(Pirituba/Jaraguá)
Zona Leste
CEI Itapipinas rua Itapipinas x rua Nicolau Jacinto
(Ermelino Matarazzo)
CEI Anexo do CEU Jambeiro avenida José Pinheiro Borges
(Itaquera)
CEI Vila Ema rua Posto dos Gaúchos
(Vila Prudente)
CEI Bandeira do Guaira rua Bandeira do Guaira
(São Mateus)
EMEI Sonata ao Luar rua Sonata ao Luar
(Cidade Tiradentes)
CEI Londres rua Londres
(Penha)
EMEI Manoel Bastos rua Manoel Bastos x rua José Felipe Amaral x rua Francisco Moreira
(Itaim Paulista)
EMEI Jorge Jones rua Jorge Jones
(Itaim Paulista)
Zona Oeste
CEI Santo Américo rua Santo Américo
(Butantã)
CEI Suriri rua Antonio Ramiro da Silva
(Butantã)
Zona Sul
CEI Seringal rua Seringal do Rio Verde
(M’Boi Mirim)
CEI Domingos Galleri rua Domingos Galleri x rua São Caetano
(M’Boi Mirim)
CEI José Manuel Camisa Nova rua José Manoel Camisa Nova
(M’Boi Mirim)
CEI José Diogo Abadiando rua José Diogo Abadiando x Adelina Abranches
(Capela do Socorro)
CEI Genaro Nápoli rua Genaro Nápoli
(Capela do Socorro)
EMEI Domingos Rinaldelli rua Domingos Rinaldelli
(Capela do Socorro)
EMEF Pastoral rua João Mayer x rua Pastoral
(Capela do Socorro)
As obras de construção e reforma da Unidade Básica de Saúde (UBS) Atualpa e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Atualpa avançam no Itaim Paulista, na zona leste da Capital. Com investimento superior a R$ 21 milhões, os espaços vão aumentar a capacidade de atendimento.
A UBS Atualpa já compõe a rede de saúde do município, mas a Prefeitura de São Paulo identificou a necessidade de ampliar suas instalações. A unidade vai receber mais três equipes e passará a prestar atendimento odontológico, que não existia antes.
A infraestrutura vai contar com salas para consultórios, salas de medicação, inalação, farmácia, coleta e aplicação de vacinas, acolhimento, curativos, gerência e administração, além de banheiros adaptados, entre outros espaços para melhor acolher a população atendida no equipamento.
Segundo a Prefeitura, a nova UBS vai ficar pronta ainda neste ano e vai funcionar na rua Antônio João de Medeiros, 136. O seu custo foi de R$ 8.254.725,87. Já as obras da UPA Atualpa, também em andamento, estão previstas para serem concluídas em 2024 e receberam R$ 13.044.298,10 em investimento. A UPA vai atender onde ficava o Pronto Atendimento (PA) Dr. Atualpa Girão Rabelo, na rua Ilha do Arvoredo, 10.
Diferenças entre UBS e UPA
A UBS oferece serviços que englobam a Atenção Primária e dispõem de médico da Estratégia Saúde da Família (ESF), clínico geral, pediatra, ginecologista e 426 (90%) também prestam atendimento odontológico. É preciso agendar a consulta previamente na UBS que atende a localidade de residência ou via aplicativo Agenda Fácil. A UBS também pode ser procurada, sem agendamento, para vacinação ou ao apresentar sintomas como febre, dores de cabeça e tosse persistente.
Já a UPA funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e concentra atendimentos de saúde de alta complexidade. Podem ser acionadas em casos de urgências e emergências, relacionados à pressão, febre alta, fraturas, cortes, infarto ou derrame, por exemplo. Possuem estrutura simplificada, com raio-x, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames e leitos de observação. De lá, o paciente pode ser encaminhado para receber acompanhamento na UBS ou ser internado em hospital.
Avança Saúde SP
A iniciativa faz parte do programa Avança Saúde SP, que prevê investir R$ 275 milhões na construção, reforma e requalificação de postos de saúde em todas as regiões da cidade apenas em 2023. Para este ano, estão previstas as entregas de 17 unidades. Em 2024, mais seis ficarão prontas.
O projeto foi criado em 2019, com duração de cinco anos e investimento total de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão). Parte dos recursos é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Até o momento, das 107 obras contratadas pelo Avança Saúde SP, 87 já foram entregues.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) também firmou uma parceria público-privada (PPP) para a realização de outras 13 obras, sendo sete construções e seis reformas. Dessas, seis têm previsão de término em 2023 e sete, em 2024. Portanto, ao todo, a Capital vai contar com 36 novas unidades de saúde até o ano que vem.
São Paulo tem mais de 50 mil ruas e avenidas oficiais, que se estendem por mais de 19.400 quilômetros. Entre as mais longas da cidade estão a Marginal Tietê, considerada a principal via expressa da cidade; a avenida Sapopemba, que passa por regiões rurais e urbanas; e a avenida Aricanduva, importante acesso para os bairros da zona leste.
As vias da Capital paulista estão listadas na plataforma GeoSampa, mantida pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL): trata-se de um mapa digital em que é possível encontrar dados georreferenciados sobre o território. Além de informações sobre a rede de transporte público, mapas técnicos e dados de densidade demográfica e vulnerabilidade social, pode ser consultada pelo portal a Base de Logradouros do Município.
A seguir, estão listadas as vias mais longas, de acordo com a Base de Logradouros 2023. Segundo a Prefeitura, no caso de pistas contínuas que mudam de nome (a Radial Leste, por exemplo), cada trecho com nome diferente é medido separadamente.
1 – Marginal Tietê (22 quilômetros)
Marginal Tietê – Crédito: Helvio Romero/Estadão
Considerada a via arterial mais importante do município, pois interliga as regiões central, norte, leste e oeste e tem conexões com as principais rodovias que dão acesso à região metropolitana. O trecho de 22 quilômetros considerado pela Base de Logradouros vai do viaduto Cebolão, na zona oeste, até o viaduto Imigrante Nordestino, na zona leste.
2 – Avenida Sapopemba (18,2 quilômetros)
As origens da avenida Sapopemba remontam ao século 19. Com o nome Estrada de Sapopemba, foi aberta para conectar os sítios e fazendas da região. De lá para cá, passou por retificações, mas permanece com seu percurso quase igual ao original. O nome, que significa “raízes angulosas” em tupi — faz referência às árvores locais, que tinham raízes que se projetavam para fora da terra. A via começa na confluência da rua Água Rasa com a avenida Salim Farah Maluf e passa por regiões das subprefeituras Mooca; Aricanduva/Formosa/Carrão; Vila Prudente; Sapopemba e São Mateus (todas na zona leste). Nos 18,2 quilômetros, seu percurso termina próximo à divisa com Mauá.
3 – Avenida Aricanduva (16,8 quilômetros)
Do Tatuapé a São Mateus, estende-se por 16,8 quilômetros ao longo da zona leste. A via começa perto da rua Melo Freire, na Radial Leste, e termina na avenida Ragueb Chohfi. O termo Aricanduva vem do tupi para “terra das palmeiras da variedade airy”, já que “airica” significa palmeira e “duva” significa terra. Concluída na década de 1970, a via facilitou a ligação da Marginal Tietê com a Estrada de Itaquera, o que buscava facilitar o tráfego entre Itaquera, Penha e São Miguel Paulista.
4 – Avenida Jacu-Pêssego (12,5 quilômetros)
Esta avenida corre ao longo do córrego Jacu-Pêssego e é a junção da antiga estrada do Pêssego, área em que migrantes japoneses cultivavam a fruta, e da estrada do Jacu. Ela também é conhecida como avenida Nova Trabalhadores e seu percurso de 12,5 quilômetros corta os distritos de Vila Jacuí (subprefeitura São Miguel Paulista), Itaquera e José Bonifácio (subprefeitura Itaquera) e Iguatemi (subprefeitura São Mateus).
5 – Avenida do Estado (11,9 quilômetros)
Avenida do Estado, região central – Crédito: Alf Ribeiro/Estadão
Leva esse nome como uma homenagem ao Estado de São Paulo e margeia o canal do rio Tamanduateí. É uma importante conexão entre a capital e o ABC Paulista, que passa pelo centro da cidade e segue na direção das regiões das Subprefeituras Ipiranga e Vila Prudente.
6- Avenida das Nações Unidas (11,8 quilômetros)
É uma das vias que formam a Marginal Pinheiros. Nela está localizado um dos prédios mais altos da cidade; o Centro Empresarial Nações Unidas. A avenida leva esse nome em homenagem à Organização das Nações Unidas (ONU) e seu percurso vai da rua Hungria, na Subprefeitura Pinheiros (zona oeste), à avenida Interlagos, na Subprefeitura Santo Amaro (zona sul).
7 – Avenida Raimundo Pereira de Magalhães (11,7 quilômetros)
Começa na Subprefeitura Lapa (zona oeste), atravessa a Marginal Tietê e vai até o extremo norte da cidade, na região da Subprefeitura Perus (zona norte), passando por Jaraguá e Pirituba. O percurso chama atenção por contar com paisagens urbanas e também rurais. Leva o nome do português Raimundo Pereira de Magalhães, comerciante de açúcar e fundador, na Lapa, da Companhia Suburbana Imobiliária. Ele é apontado como responsável por custear o saneamento, abrir as ruas e construir os viadutos necessários para que o terreno se tornasse um parque industrial.
8 – Rua Doutor Assis Ribeiro (11 quilômetros)
O engenheiro Joaquim de Assis Ribeiro dá nome a essa rua de 11 quilômetros de extensão, que corre pela zona leste de São Paulo — da avenida Gabriela Mistral, na Penha, até a rua Frei Fidelis Mota, na Vila Jacuí. Nascido em Juiz de Fora (MG), Assis Ribeiro foi diretor da Estrada de Ferro Central do Brasil e membro da equipe de engenheiros envolvidos na construção de Belo Horizonte.
9 – Avenida Professor Luiz Ignácio Anhaia Mello (10,2 quilômetros)
Importante via arterial, liga os distritos São Lucas, Vila Prudente e Sapopemba, na zona leste, e dá acesso ao distrito do Ipiranga. Seu percurso inicia na avenida do Estado e termina na rua Milton da Cruz, na subprefeitura de Sapopemba. O homenageado pelo nome da avenida foi um engenheiro formado pela Escola Politécnica, ex-prefeito de São Paulo — por cerca de oito meses —, ex-vereador, professor universitário e fundador da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
10 – Avenida Salim Farah Maluf (10,2 quilômetros)
Avenida Salim Farah Maluf – Crédito: L. Santana/Estadão Expresso Bairros
Com o nome do pai do político Paulo Maluf, a avenida Salim Farah Maluf tem 10,2 quilômetros de extensão e facilita o fluxo de veículos para a Marginal Tietê. Passa pelas áreas das Subprefeituras Mooca e Vila Prudente. Começa na avenida Condessa Elizabeth de Robiano, que integra a Marginal, e acaba na avenida Professor Luiz Ignácio Anhaia Mello.
Uma cidade das dimensões de São Paulo requer um modelo descentralizado de gestão pública, de modo que as autoridades municipais possam atuar com mais eficiência nas questões urbanas de cada região.
Sendo assim, a Capital é dividida em 32 subprefeituras, que são as responsáveis diretas pelos serviços, manutenção e zeladoria em cada uma das áreas administrativas. Algumas delas compreendem dois ou mais distritos e dezenas, às vezes centenas de bairros.
Para o cidadão preocupado em viver, trabalhar ou estudar numa cidade moderna, agradável, segura e funcional, é importante conhecer qual a subprefeitura que atua em sua região, caso tenha demandas ou necessite de algum serviço.
Com a ajuda da inteligência artificial, com esta série “ChatGPT – Subprefeituras”, o Estadão Expresso Bairros vem detalhando melhor as divisões geográfica e administrativa da Capital paulista, que nem sempre é simples para entender. Hoje, você conhece mais detalhes sobre a Subprefeitura Guaianases, na zona leste.
É uma grande e populosa região da cidade, que compreende dois distritos: além do próprio Guaianases, o de Lajeado. Somados, abrangem uma área de 18 km², aproximadamente, na qual vivem cerca de 270 mil pessoas. O atual subprefeito é o engenheiro Thiago Della Volpi – e nesta página oficial você fica por dentro dos nomes e cargos dos servidores responsáveis pelos setores.
Assim como as outras unidades da cidade, a Subprefeitura Guaianases tem uma praça de atendimento à população, que fica na rua Hipólito de Camargo, 479. Os serviços presenciais e solicitações devem ser agendados pelo telefone 156, pelo Portal SP 156 e, no caso dessa sub em específico, pelo telefone 2392-1030 ou pelo e-mail guaianases@smsub.prefeitura.sp.gov.br.
Local de ocupação antigo da cidade, terra ocupada pelos índios Guaianás já anteriormente ao descobrimento do Brasil, a regiões de Guaianases e Lajeado eram fazendas distantes do centro, nos primórdios da Capital. A região experimentou um enorme crescimento nas décadas de 1970 e 1980, com a construção de conjuntos habitacionais.
Uma dos pontos mais frequentados pelos moradores da região é o Parque Municipal Lajeado, que fica na antiga Chácara Santa Rosa. O parque é equipado com playground, áreas de recreação, pergolado, mesas para jogos, trilhas, pista de caminhada, espaço para piquenique, equipamento de ginástica ao ar livre, bosque de leitura e banheiros.
Confira a lista de bairros da Subprefeitura Guaianases:
● Vila Princesa Isabel
● Conjunto Habitacional Juscelino Kubitschek
● Guaianases
● Jardim Guaianases
● Jardim Nova Guaianases
● Parque Guaianases
● Jardim São Paulo
● Vila Popular
● Conjunto da Paz
● Jardim Augusta
● Jardim Aurora
● Jardim Brigida
● Jardim Campos
● Jardim do Campo
● Jardim Dona Deolinda
● Jardim Etelvina
● Jardim Fanganiello
● Jardim Gianetti
● Jardim Moreno
● Jardim Ubirajara
● Lajeado
● Núcleo Lajeado
● Vila Andes
● Vila Chabilândia
● Vila Fukuya
● Vila Iolanda 1
● Vila Lourdes
● Vila Minerva
● Vila Nancy
As informações que compõem esse texto foram estruturadas pelo ChatGPT com a supervisão de um jornalista. A ferramenta de inteligência artificial será utilizada apenas para conteúdos relacionados a serviços públicos, de modo a organizar de forma clara e ágil dados disponíveis na internet.
A zona norte é a região com o maior número de casos de dengue confirmados este ano. A cidade registrou 28.284 notificações da doença em 2023 (até o dia 4 de maio) e 6.478 dos casos foram confirmados, sendo 2.122 (32,76%) na zona norte, onde ocorreram duas mortes neste ano causadas pela enfermidade. As vítimas residiam nas regiões de Casa Verde/Cachoeirinha e Vila Maria.
Ao considerar o tamanho da população local, três dos cinco bairros com maior incidência da doença por 100 mil habitantes são da zona norte: Vila Guilherme, Santana e Vila Maria. Em números absolutos, os bairros Tremembé (297), Santana (196), Vila Maria (168), Brasilândia (146) e Freguesia do Ó (145) concentram mais casos na região.
Para intensificar o combate ao mosquito transmissor Aedes aegypti na zona norte, a Prefeitura realizou nesta quarta-feira (10) um mutirão em dez bairros:
Brasilândia
Freguesia do Ó
Jaçanã
Tremembé
Santana;
Tucuruvi
Vila Guilherme
Vila Maria
Vila Medeiros
A iniciativa reuniu cerca de 700 agentes de endemias e agentes comunitários de saúde para a busca e a eliminação de criadouros do mosquito, nebulização veicular de inseticidas e orientação da população sobre as medidas de prevenção. Além dessas medidas, foram promovidas operações de zeladoria, como a realização de operações cata-bagulho e de combate ao descarte irregular de resíduos.
Fatores geográficos, como a proximidade de áreas de matas e florestas, aliados às condições climáticas favoráveis à proliferação do Aedes aegypti, como calor e chuvas repentinas, têm sido determinantes para o cenário epidemiológico na zona norte, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde.
A Prefeitura ressalta que são tomadas providências diariamente em todas as regiões da cidade, inclusive aos fins de semana e feriados, para prevenir e combater o avanço da doença.
Somente neste ano, segundo a administração municipal, já ocorreram mais de 1,9 milhão de ações, englobando visitas casa a casa, vistorias a imóveis especiais, bloqueios de criadouros e nebulização. Especificamente na região norte, ao todo, foram promovidas 435.949 atividades de combate à dengue.