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dengue

Prefeitura adota novas armadilhas antidengue

A Prefeitura de São Paulo adquiriu 20 mil armadilhas de autodisseminação de larvicidas desenvolvidas para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, que começaram a ser instaladas nesta quarta-feira (12).

A cidade está investindo R$ 8,9 milhões na ação, que deve durar 12 meses. Serão usadas 20 mil armadilhas pela Capital, segundo a Prefeitura. “É uma tecnologia que já é utilizada em mais de 40 países. A Vigilância Sanitária testou o produto e essa metodologia por dois anos e, uma vez aprovada, nós estamos fazendo a instalação”, disse o prefeito Ricardo Nunes. Os agentes de saúde farão o monitoramento por um software e visitarão as residências que estão com as armadilhas de 30 em 30 dias para monitorar e repor o produto.

O equipamento é uma nova estratégia que se somará às demais do Plano Municipal de Enfrentamento da Dengue e Demais Arboviroses, como os equipamentos de nebulização veicular e visitas casa a casa.

As instalações das armadilhas serão feitas pelas equipes das Unidades de Vigilância em Saúde (Uvis), da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), que participaram de uma capacitação em 16 de fevereiro e um treinamento prático nos dias 23 e 24 de março.

Inicialmente, os novos equipamentos serão instalados em distritos específicos da cidade com histórico de maior incidência de casos de dengue e distribuídos nas seis Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs), como Brasilândia, Jardim Ângela, Raposo Tavares, Sacomã, Itaquera e Santa Cecília. Na região do Jardim Ângela, cerca de 100 agentes atuaram nesta quarta-feira (12) para a implantação das armadilhas.

Os equipamentos serão montados para que as fêmeas do Aedes aegypti (responsáveis pela disseminação da doença), após contato com o larvicida das armadilhas, distribuam o produto em seus criadouros a fim de eliminar o mosquito ainda em estado larval. O larvicida utilizado nas armadilhas não afeta a saúde humana nem dos animais domésticos e tem liberação da Organização Mundial da Saúde (OMS), além de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“A Prefeitura de São Paulo tem investido em todos os bairros, tanto com a nebulização de inseticida como caso a caso, mas são mais as características dos próprios imóveis que fazem com que algumas áreas da cidade tenham mais casos e outras menos”, explicou o coordenador da Coordenadoria de Vigilância em Saúde, Luiz Artur Vieira Caldeira.

Em 2023, até o momento, foram realizadas 1.379.513 ações de prevenção ao mosquito Aedes aegypti na cidade de São Paulo. Ao todo, foram 327.852 visitas casa a casa (entre rotina e intensificação), além de 13.004 vistorias a imóveis especiais e pontos estratégicos, 1.006.666 ações de bloqueios de criadouros e nebulizações, entre outras atividades específicas. Em 2022, foram realizadas cerca de 5 milhões de ações.

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Projeto piloto reforça limpeza no centro

Desde o último dia 5, o projeto piloto “Operação Centro Limpo”, da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo (SP Regula), em parceria com a concessionária Loga, coletou 346 toneladas de resíduos sólidos da região central de São Paulo.

A agência informou que a escolha da região levou em consideração o acúmulo de descarte e catação irregular de resíduos, número alto de reclamações sobre a limpeza e o desrespeito de estabelecimentos comerciais às normas vigentes de coleta pública, entre outros fatores.

Para reforçar a limpeza do local, o projeto recolhe, de modo contínuo, os resíduos sólidos nos horários das 6h às 14h e das 14h às 22h. Cada período conta com seis equipes de coleta, acompanhadas de um caminhão, além de dois agentes de conscientização.

Com funcionamento diário, a operação funciona apenas em regime de plantão aos domingos, com uma equipe por turno. De acordo com a Loga, as coletas diárias regulares, a partir das 18h, e as seletivas, que ocorrem uma vez por semana, a partir das 9h, não foram afetadas pelo projeto de intensificação de limpeza.

Além do recolhimento de resíduos sólidos, são realizadas ações de conscientização ambiental sobre o descarte e o manejo correto dos materiais para o público da região, que contam com o apoio da equipe de fiscalização da Gerência de Saneamento Ambiental, da agência reguladora. Após período de teste, a ação pode ser ampliada para as regiões do Canindé, Bela Vista, Bom Retiro, Brás e Luz.

 

 

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culinária

Butantã e Vila Maria oferecem aulas de culinária gratuitas

Os Centros de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional (Cresans) da Vila Maria, na zona norte, e do Butantã, na zona oeste da Capital, estão com inscrições online abertas para oficinas culinárias, que terão início a partir desta quinta-feira, 13 de abril.

Gratuitos, os cursos são uma oportunidade para a qualificação e a geração de renda extra. Os dois Cresans dispõem de cozinhas experimentais que fomentam o empreendedorismo na área gastronômica. Nesses equipamentos, a Prefeitura de São Paulo também promove a segurança alimentar e nutricional.

Nas oficinas de abril, os participantes vão aprender técnicas para o preparo de refeições que podem ser adicionadas ao cardápio do dia a dia. Os encontros, no entanto, não serão limitados ao preparo das receitas.

Também serão fornecidas dicas e orientações para uma alimentação saudável e sustentável, inclusive para as pessoas que precisam lidar com dietas especiais, como as que têm diabetes. Além disso, será ensinado como realizar o manejo adequado dos resíduos orgânicos gerados nas cozinhas.

Oficinas no Cresan Vila Maria

O Cresan da zona norte abre as oficinas de abril nesta quinta-feira (13), quando ocorrerá o curso “Receitas de uma panela só”. Entre 10h e 11h30 serão fornecidas dicas práticas e descomplicadas para o cotidiano. Ainda é possível se inscrever para essa atividade neste link.

No dia 25, das 13h30 às 17h, será realizada a oficina intitulada ‘Faça e Venda: Rosca Salgada’. Além de aprender a receita da iguaria, os participantes vão receber dicas de comercialização do produto. Inscreva-se aqui.

Em 28 de abril, das 14h às 17h, o Cresan Vila Maria ensinará a construção de uma composteira caseira e a produção de fertilizantes naturais, incentivando o manejo adequado dos resíduos orgânicos, que podem virar adubo doméstico. Para participar, é preciso se inscrever por meio deste link.

Atividades no Cresan Butantã

Em parceria com a Fundação Paulistana, o Cresan Butantã receberá nesta sexta-feira, 14 de abril, entre 8h e 17h, o curso “Cozinha Vegetariana e Vegana”, que ensinará o preparo de receitas baseadas em vegetais, sem o uso de carnes. As inscrições podem ser feitas neste link.

Na próxima semana, das 14h às 16h30 do dia 20 de abril, o local promove oficina sobre cuidados na alimentação para quem tem diabetes, trazendo receitas culinárias que ajudam a regular a glicemia. O encontro será realizado em parceria com a UBS Vila Sônia e vai esclarecer quais são os motivos e como surge a diabetes. Inscrições aqui.

Por fim, a unidade Butantã ensinará no dia 27, das 13h às 17h, o preparo e técnicas de venda de uma sobremesa tradicional: o pão de mel. Os interessados podem se inscrever neste link para garantir a participação.

Alimentação saudável para crianças

Os Cresans também vão receber neste mês a visita de alunos e professores das unidades EMEF Pedro Novais, EMEI Yolanda e CEI Vila Maria Alta. O objetivo é conscientizar os pequenos, de maneira lúdica, sobre a importância de comer alimentos saudáveis, como frutas, verduras e legumes. As crianças participarão de trilhas interativas para entender como funciona o sistema alimentar, desde o cultivo dos alimentos até a chegada ao nosso prato.

 

SERVIÇO

 

Cresan Vila Maria: rua Sobral Junior, 264, na Vila Maria Alta. Telefone: (11) 2207- 8770.

Cresan Butantã: rua Nella Murari Rosa, 40, no Jd. Raposo Tavares. Telefone: (11) 3326-4115.

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cinemas de rua

Conheça 11 cinemas fora de shoppings na Capital

São raros os casos de empreendimentos, como o do Cineclube Cortina, que transformam antigos estacionamentos em cinemas de rua. O mais comum é o oposto:  cinemas que viram estacionamentos. Cada vez mais escassas, as salas de projeções presentes nas calçadas paulistanas são o refúgio de quem procura por uma programação fora do circuito comercial dos shoppings. Concentradas em bairros mais centrais, elas resistem aos serviços de streaming e algumas oferecem ingressos a preços populares ou gratuitos. Confira:

 

Centro Cultural São Paulo

As duas salas de projeção do Centro Cultural São Paulo fazem parte do Circuito SPCine — que leva programação de cinema para outros 18 espaços; confira a lista. A seleção privilegia o cinema nacional, filmes estrangeiros de produção independente e clássicos.

Rua Vergueiro, 1000 — Paraíso. Ter./dom.: 10h/22h. Ingressos a partir de R$ 2. Site


 

Cinemateca

Crédito: Divulgação/Cinemateca

As salas da Cinemateca ocupam a construção histórica do antigo matadouro inaugurado em 1927. Os espaços são equipados para projetar desde filmes com película em 35 mm (padrão desde o início do cinema) até as tecnologias mais recentes de cinema digital. A programação é sempre gratuita!

Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana. Site. Grátis

 


 

Cine Olido

Inaugurado em 1957, foi o primeiro cinema de São Paulo instalado em uma galeria comercial, a Galeria Olido. A sala de projeção tem 236 lugares e faz parte do circuito SPCine, cuja programação privilegia filmes nacionais e de produções independentes.

Avenida São João, 473 — Centro. Instagram: @ccolido. Ingressos a partir de R$ 2.

 


 

Cine Lasar Segall

Dentro do museu, há uma pequena e charmosa sala de projeção dedicada a filmes não comerciais e clássicos. São exibidas duas sessões diárias durante a semana e três aos sábados e domingos. O ingresso do horário dedicado aos clássicos custa R$ 4.

Rua Berta, 111 — Vila Mariana. Qua./seg.: 11h às 19h. Ingressos a partir de R$ 4. Site

 


 

Cine Marabá

A sala inaugurada em 1944 é uma sobrevivente da cinelândia paulistana. Entre 2004 e 2009, o cinema passou por uma grande transformação que converteu a grande sala de 1.655 assentos em cinco espaços de 176 a 430 lugares. Os arquitetos Ruy Ohtake e Samuel Kruchin foram os responsáveis pela obra.

Av. Ipiranga, 757 — República. Ingressos a partir de R$ 12. Site

 


 

CineSala

O cinema na rua Fradique Coutinho nasceu como Cine Fiammetta em 1962. A partir dos anos 2000 atendeu por nomes de diversas marcas até 2014 ser batizado de CineSala. O cinema conta com apenas um espaço de projeção amplo e confortável. As duas primeiras fileiras têm sofás em que se pode ver o filme deitado.

Rua Fradique Coutinho, 361 — Pinheiros. Ingressos a partir de R$ 15. Site: cinesala.com.br.

 


 

CineSesc

Inaugurado como Cine Orly, em 1969, a sala ampla de cinema há 44 anos faz parte do Serviço Social do Comércio (SESC). A programação do CineSesc é caprichada e o preço é convidativo: de R$ 8 a R$ 24 (com frequência acontecem sessões gratuitas).
Rua Augusta, 2075 — Cerqueira César. Ingressos a partir de R$ 8. Site: sescsp.org.br

 


 

Cine LT3

Inaugurado em 2022, a pequena sala de cinema quer conquistar os cinéfilos de Perdizes. Instalado no começo da rua Apinajés, o proprietário, Carlos Costa, cuida de tudo — da pipoca à venda de ingressos pelo WhatsApp. A programação dá destaque à produção nacional.

Rua Apinajés, 135 — Perdizes. Ingressos: R$ 20. Site: cinelt3.com.br

 


 

Espaço Itaú de Cinema — Augusta

O primeiro cinema a ocupar o endereço foi o Cine Majestic em 1947. Desde 2008, as três salas de projeção atendem pelo nome de Espaço Itaú de Cinema. A programação é focada no circuito alternativo e uma das favoritas de diretores, atores e atrizes para fazer pré-estreia de suas obras.

Rua Augusta, 1.475 — Consolação. Ingressos a partir de R$ 16. Site: itaucinemas.com.br

 


 

Petra Belas Artes

O cinema foi inaugurado como Cine Belas Artes em julho de 1967. Após uma reforma, na década de 1980, o espaço ganhou seis salas. Além da programação regular, uma vez ao mês, acontece o Noitão, quando exibe dois clássicos em sessões depois das 23h.

Rua da Consolação, 2.423 — Consolação. Ingressos a partir de R$ 10. Site: cinebelasartes.com.br.

 


 

Reserva Cultural

Quem não suporta barulho de pessoas comendo pipoca, este é o cinema ideal. O café, entretanto, oferece croissant e pain au chocolat deliciosos. Fundado pelo francês Jean Thomas Bernardini, em 2005, o Reserva, claro, privilegia o cinema francófono em sua programação.

Avenida Paulista, 900 — Bela Vista. Ingressos a partir de R$ 16,50. Site: reservacultural.com.br.

 

Karina Sérgio Gomes

 

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heliópolis

Heliópolis terá teatro para mais de 500 pessoas

Heliópolis, maior favela do Brasil, na zona sul de São Paulo, vai ganhar um teatro com infraestrutura moderna, equipado para receber diversos tipos de espetáculos. Denominado Teatro Baccarelli, o espaço deve abrir as portas no segundo semestre de 2024 para mais de 500 pessoas. Com 1.200 m², haverá 409 assentos na plateia e 138 lugares nos balcões.

Entre os recursos previstos estão uma central de audiovisual, que tornará o teatro 100% autônomo para gravações e transmissões ao vivo, e um fosso móvel, permitindo que uma orquestra toque embaixo enquanto encenações de óperas e balés, por exemplo, ocorrem no palco.

Além disso, o palco contará com mecanismo móvel para visualização da orquestra e do maestro por todos os lados. O projeto prevê, ainda, espaço de acervo, uma biblioteca e uma área verde aberta ao público, que deverá ser utilizada como espaço de convívio da comunidade.

O equipamento servirá para fortalecer as múltiplas expressões artísticas da favela, além de estimular o acesso à cultura. O objetivo é colocar Heliópolis no mapa da cultura da cidade e atrair grandes orquestras internacionais e nacionais, como a Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), bem como peças teatrais e outras atrações.

Projeto antigo

O teatro foi idealizado pelo Instituto Baccarelli, organização sem fins lucrativos criada em 1996, que dá nome ao equipamento e atua na comunidade há 26 anos, com foco em três eixos: social, educacional e cultural. O teatro já estava previsto no projeto original da sede do instituto, cuja construção foi iniciada em 2009, e funcionará em terreno cedido pela Prefeitura de São Paulo. Além da concessão da área, a administração municipal poderá entrar com recursos financeiros caso seja necessário.

De acordo com Edilson Ventureli, diretor executivo do instituto, a construção está prevista para começar a partir do segundo semestre de 2023 e será financiada 100% por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). O investimento total será de cerca de R$ 37 milhões. O dinheiro, no entanto, não sairá diretamente dos cofres públicos, mas sim da iniciativa privada.

No momento, o Instituto Baccarelli está em busca de patrocinadores. O evento de lançamento do projeto para captação do recurso para as obras ocorreu no início de março. A iniciativa já conta com o patrocínio de empresas como a B3 (Bolsa de Valores), Sabesp, Itaú e Comgás. Em contrapartida, a Lei Rouanet concede uma renúncia fiscal: a empresa que investir no teatro poderá deduzir 100% do valor do imposto de renda.

Ventureli diz que o palco é fundamental para o processo de formação artística dos 1.200 alunos atendidos no local. Com a chegada do teatro, podem ser oferecidos outros cursos pelo instituto, como o de iluminador, cenografia e figurino. Atualmente, são ministradas aulas para 18 turmas de musicalização infantil, 16 de canto coral e 44 turmas de coletivos de instrumentos (viola, violino, trompete, tuba, violoncelo, entre outros). Tudo gratuito.

É permitido ingressar no instituto a partir dos quatro anos de idade na musicalização infantil, onde são introduzidos os princípios básicos da música e se trabalha a coordenação motora. Os pequenos também começam a aprender a cantar. Aos sete anos podem compor os corais e começar a estudar instrumentos musicais de forma coletiva. Dependendo do desempenho, aos nove ou 10 anos estão aptos a receber aulas individuais de instrumentos.

O Instituto também promove a prática orquestral. São quatro orquestras: infantil, infanto-juvenil, juvenil e a principal, a Orquestra Sinfônica de Heliópolis (OSH). Formada por 80 instrumentistas, em média, a OSH já se apresentou em inúmeros palcos do Brasil e do mundo. Agora, vai poder se apresentar “dentro de casa”, para a própria comunidade.

Formando talentos

Quezia Vieira, de 19 anos, é a única artista profissional da família. Ela conta que sua mãe só viu um concerto por volta dos 50 anos de idade. Toda a família passou a consumir mais cultura a partir da sua vivência no Instituto Baccarelli, onde entrou aos seis anos de idade.

Treze anos depois, além de aluna de viola, instrumento ao qual se dedica desde criança, Quezia virou professora de ensaios de naipes (um conjunto de instrumentos da orquestra) no local. Além disso, faz parte da orquestra juvenil e dá aulas particulares. Neste ano, começou a cursar licenciatura em música em uma universidade pública (Unesp) e sonha continuar lecionando na área, além de se aprofundar na pesquisa de música inclusiva, para crianças especiais.

Neste momento, a organização aceita pré-candidaturas para musicalização infantil e canto coral. É preciso estudar em uma escola municipal, fazer a pré-inscrição pelo site do Instituto Baccarelli e aguardar o contato. No espaço, os estudantes recebem café da manhã e, após o término da reforma do restaurante, que deve ser concluída em dois meses, serão oferecidos também almoço e café da tarde. É concedida bolsa-auxílio de R$ 1.800,00 aos integrantes da orquestra principal e de R$ 800,00 aos que compõem a juvenil.

 

Mylena Lira

 

 

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requalificação do centro

Saiba como participar da requalificação do centro

O 2º Fórum #TodosPeloCentro, iniciativa da Prefeitura de São Paulo que trata da requalificação do centro da Capital, está com inscrições abertas para participação popular até o dia 25 deste mês. O evento será promovido em 27 de abril, das 9h30 às 12h, com o tema “Ativação do Triângulo Histórico de São Paulo”.

Segundo a Casa Civil, que preside o Comitê Intersecretarial Todos Pelo Centro, o objetivo é ouvir a sociedade para esclarecer dúvidas e receber sugestões com foco nas ações em curso e nas programadas para a região. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas de forma online pelo site Sympla.com.br.

Na oportunidade, os participantes poderão conhecer mais detalhes sobre as propostas do Comitê, os incentivos fiscais previstos para o Triângulo Histórico, o projeto urbanístico desenhado para o centro, entre outras iniciativas do projeto. Também será divulgado o resultado da pesquisa feita em março para analisar o perfil de quem frequenta a área e quais ações tornariam o centro mais convidativo.

O Triângulo Histórico é um recorte no perímetro das ruas Líbero Badaró, Benjamin Constant e Boa Vista. Nele se encontram importantes pontos históricos da cidade, como o Largo São Bento, Pateo do Collegio, Largo São Francisco, entre outros.

Atualmente, o local recebe obras que buscam dar cara nova à região, atraindo moradores e investimentos, sem deixar de preservar a história da área, transformando-a em um território mais seguro para permanência, negócios e lazer, principalmente à noite.

As ações envolvem várias secretarias e se concentram em seis eixos de transformação prioritários: Requalificação Urbana e Mobilidade; Atração de Investimentos; Segurança; Habitação; Social; e Meio Ambiente, Lazer e Cultura.

Foi justamente para conectar todas as intervenções, previstas para os distritos do Bom Retiro, Belém, Pari, Sé, República, Brás e Santa Cecília, que surgiu o Comitê Intersecretarial Todos Pelo Centro. As melhorias serão promovidas em perímetro de 2.089 hectares, o equivalente a 2 mil campos de futebol.

Serviço

2º Fórum de Participação Social #TodosPeloCentro
Quando: 27 de abril de 2023, das 9h30 às 12h
Local: Prefeitura de São Paulo – Auditório do 7º andar
Endereço: Viaduto do Chá, nº 15 – Centro – São Paulo
Inscrições: Sympla.com.br

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academias de letras

Academias de Letras se espalham por escolas de SP

Jhonatam Bueno, de 19 anos, já publicou três livros de poesia e mantém dois perfis literários que somam mais de 31 mil seguidores no Instagram. O gosto pela escrita começou na Academia Estudantil de Letras (AEL), na Escola Municipal Prefeito José Carlos de Figueiredo Ferraz, no distrito de Artur Alvim, zona leste de São Paulo.

“Consegui me tornar escritor e hoje estou estudando Letras Português-Espanhol graças à AEL”, afirma o universitário.

Inspirado na Academia Brasileira de Letras, o projeto surgiu em maio de 2005 na Escola Padre Antonio Vieira, na zona leste, por iniciativa da professora de português Maria Sueli Fonseca. Os objetivos são desenvolver as habilidades de leitura e escrita dos alunos,  promover a inclusão social e criar um espaço de convívio nas unidades educacionais.

Para o coordenador da AEL na Secretaria Municipal de Educação, Guilherme Cunha de Carvalho, a atividade cria uma cultura de incentivo ao estudo e aproxima a literatura do cotidiano dos alunos. “Eles passam a frequentar e a se identificar mais com a escola e perdem a timidez para se apresentar. Individualmente, você vai ter esses impactos”, observa.

De 2005 para cá, 220 escolas municipais implementaram uma academia estudantil de letras, que hoje envolve 300 professores e mais de cinco mil alunos. O modelo pode ser aplicado do infantil ao ensino médio e à Educação de Jovens e Adultos, com adaptações para cada público.

Na fase da educação infantil e do 1º ao 3º anos, o projeto apresenta aos alunos autores e livros para formar repertório cultural. Já a partir do 4º ano, eles podem escolher um escritor com o qual se identifiquem para se debruçar e compartilhar as descobertas com os colegas nos encontros do projeto.

No 7º ano, recomenda-se que o aluno assuma uma cadeira na academia, à medida que a cadeira do autor que escolheu ficar vaga por motivo de saída de integrante ou ao passo em que são criadas novas. Cada academia tem autonomia para definir o número de representantes.

Mediados por professores, toda semana a academia deve realizar encontros, no contraturno das aulas,  com os estudantes para formação leitora e discussões literárias  e uma oficina de teatro para adaptações dos textos debatidos. Também são organizados eventos culturais, palestras, seminários e solenidade de posse dos novos acadêmicos.

Cidade Tiradentes

Na Escola Professor Antônio D’Ávila, em Cidade Tiradentes, a AEL Walcyr Carrasco foi a porta de entrada para discutir questões sociais enfrentadas pelos estudantes, como racismo e gênero. Após exposição de obras como as de Conceição Evaristo e Carolina Maria de Jesus, os alunos viram as suas histórias refletidas nos livros, relata a coordenadora da academia da unidade, Márcia Dias.

“Isso fez com que eles se identificassem (com as narrativas)”, afirma Dias. Além de criar o hábito de ler, ela afirma que os membros do projeto também ampliam as possibilidades culturais, com visitas a museus e aos teatros.

Murilo Ceriaco, de 12 anos, tem o sonho de fazer teatro e viu na AEL Walcyr Carrasco a oportunidade para juntar duas paixões: escrever poemas e atuar nos palcos. No projeto desde o 4º ano do ensino fundamental, ele conta que a prática da leitura ajuda a produzir as redações e a compreender os enunciados de matemática.

Em 2020, a academia foi instituída, por lei,  no município de São Paulo. De acordo com a SME, o projeto já foi utilizado como modelo em diversos Estados do País, como Rio de Janeiro,  Rio Grande do Norte, Sergipe e Minas Gerais.

Desde 2019, são publicadas coletâneas com os textos produzidos por alunos e professores da Academia Estudantil de Letras. Este ano as inscrições seguem até primeiro de junho e devem ser feitas pelo e-mail das diretorias regionais de educação.

 

Abel Serafim

 

 

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Projeto premiado apresenta pontos turísticos a crianças

No meio do vai-vem da praça República, no centro de São Paulo, entre pessoas apressadas para pegar o metrô ou o ônibus, crianças passeando montadas em triciclos quebram o ar sisudo e frenético da região. O passeio faz parte do projeto “Motoca na Praça”, da Escola Municipal de Ensino Infantil Armando Arruda Pereira, localizada na praça da república, onde estudam cerca de 300 alunos de 4 e 5 anos.

“Queríamos que as crianças tivessem uma maior vivência com o entorno do bairro no qual elas estudam”, explica ao Expresso Bairros a professora Lívia Arruda, idealizadora do projeto. “Levá-los para passear com o triciclo foi uma tentativa de criar uma rotina como esses passeios, que teve uma aceitação logo de cara.”

O projeto começou em 2019, quando a professora, que trabalha na EMEI há 12 anos, teve a ideia de usar os triciclos que havia na escola para fazer com as crianças um passeio na praça. Antes de sair com os alunos, foi preciso fazer um treino para que eles aprendessem a usar o brinquedo como transporte — afinal, nem todos sabiam pedalar, mas é liberado usar os pés para dar impulso para quem não alcança ou não tem força para empurrar o pedal. Depois, com os alunos, estipularam as regras: não pode passar na frente do colega nem correr.

Os primeiros passeios aconteceram na própria praça. Guiando as motocas, eles saem em fila da escola e seguem a professora. Mais dois funcionários da escola acompanham o passeio para tomar conta do grupo.

Para identificação visual, as crianças usam coletes da escola e os adultos, coletes de travessia cedidos pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Lívia ressalta que a obrigação das crianças de cuidarem do brinquedo durante o trajeto faz com elas fiquem mais cuidadosas e atentas, além de chamar a atenção de quem cruza o caminho do comboio.

Novos caminhos

A experiência de circular com as crianças pela praça encorajou Lívia a ampliar o trajeto. A postos em seus triciclos, os alunos visitaram o Copan, o Sesc 24 Maio, a Galeria Olido, a Biblioteca Mário de Andrade, o Teatro Municipal e o Viaduto do Chá — todos os destinos ficam em um raio de 500 metros da escola. Durante os passeios os pequenos fazem desenhos de observação e conversam sobre o que viram.

“As crianças às vezes não têm acesso a esses lugares pelo desconhecimento da família. Depois que visitam, elas pedem aos pais para voltar aos lugares. A experiência cria nelas um senso de pertencimento à cidade e dessas atrações culturais bacanas”, explica Lívia. “A motoca tem o seu lado lúdico, da brincadeira, mas é o nosso transporte, porque elas usam o brinquedo para chegar até o destino.”

Hoje, o projeto criado por Lívia é replicado em todas as turmas da escola, que saem com os alunos pelo menos uma vez na semana. “Eu sempre enfatizei muito a importância de não ser algo esporádico e ter uma constância para que entrasse para a rotina dos alunos e assim eles estabelecessem uma relação com a cidade”, ressalta.

Passear rotineiramente com as crianças montadas no triciclo também despertou o olhar da comunidade para a EMEI. Os espaços culturais do entorno passaram a convidar as crianças para atividades; voluntários pediram para participar da escola, realizando oficinas com os alunos; e o projeto foi premiado. Em 2022, o “Motoca na Praça” recebeu os prêmios “Territórios”, do Instituto Tomie Ohtake, e “Paulo Freire”, da Prefeitura de São Paulo.

“Os prêmios municipal e nacional valorizam o projeto e nos dão respaldo. Não é mais apenas uma atividade de uma professora em uma escola isolada. Espero que o Motoca na Praça inspire outras escolas a pensar em alternativas possíveis de atividades educativas para os seus alunos”, conclui.

Karina Sérgio Gomes

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artra

Artra: o novo espaço de arte nos Jardins

O bairro dos Jardins é um lugar conhecido pelos casarões da alta sociedade paulistana e pelo circuito de galerias de arte da cidade, que mistura nomes tradicionais, como Luisa Strina, Dan, Nara Roesler e Triângulo, e novos — a exemplo de Zipper e Lume. A partir desta terça-feira (11/4), o número 365, na rua Venezuela, se junta ao grupo. Ali, está a Artra, novo espaço de exposição e venda de obras de arte.

Este é o primeiro empreendimento de Anita Kuczynski, que nasceu rodeada de trabalhos de Alfredo Volpi, Tarsila do Amaral, Mira Schendel e outros grandes artistas brasileiros. Seu pai, Paulo Kuczynski, é um dos principais marchands da cidade de São Paulo. Após trabalhar em galerias de mercado primário e no escritório de arte da família, a jovem, de 29 anos, resolveu empreender com ajuda de sua sócia, a empreendedora Shannon Chang.

“Essa é a primeira vez que tenho um espaço onde posso trabalhar de forma autônoma. Escolher as obras e os artistas aos quais quero me dedicar”, explica a galerista ao Expresso Bairros. O espaço escolhido para sua estreia é um casarão dos 1950, que já estava preparado para receber obras de arte, porque antes recebeu o projeto Gema Gema Gema, voltado para jovens artistas.

O local  abriga ainda o Tau Cozinha, capitaneado pelos chefs Gabriel Haddad e Fabio Battistella. Ocupando a cozinha e a sala de jantar da casa, os cozinheiros promovem jantares intimistas com um menu fechado de pratos vegetarianos (a partir de R$ 180) para degustar. É preciso agendar seu lugar na mesa de jantar.

“É um ambiente acolhedor e mais intimista do que o cubo branco das galerias de arte”, ressalta Anita. O espaço residencial é sedutor para apresentar obras de arte para colecionadores, pois incita os clientes a imaginar como telas, gravuras, esculturas e objetos poderiam ser instalados em jardins, quartos e corredores de suas casas.

O modelo de negócio de Anita também se difere do escritório de arte do pai e das galerias em que trabalhou. A Artra não terá acervo próprio nem representará artistas. As exposições são montadas a partir da consignação de trabalhos para apresentar e vender, fazendo parte de um projeto curatorial elaborado pelas sócias. Elas também estudam receber iniciativas de outros agentes do sistema de arte como galeristas, curadores, pesquisadores, artistas e art advisors.

Um bom começo

O contato com arte, vindo desde o berço, refinou o gosto da marchand que pretende se dedicar apenas a artistas consagrados. O projeto escolhido para abrir a Artra mostra que Anita não está para brincadeira: uma individual do artista Nelson Leirner (1932 – 2020).

“É um artista que gosto muito do trabalho e com quem eu sempre tive muita afinidade. Ele morreu em março de 2020, quando estourou a pandemia de Covid-19 no Brasil. Na época, não foi possível prestar a devida homenagem. Escolhi abrir o espaço com trabalhos do Nelson para celebrá-lo e para que seu nome não caia no esquecimento”, ressalta.

Leirner foi um dos mais provocativos e importantes artistas brasileiros. Trabalhou com pintura, gravura, desenho e instalações. Sua obra, muitas vezes bem-humorada, fazia provocações e críticas à sociedade. Uma de suas ações mais célebres foi o envio de um porco empalhado para o 4º Salão de Arte Moderna de Brasília, em 1967, que foi aceito para a surpresa do artista, que depois questionou os critérios de seleção do evento.

A mostra “Por uma outra lógica” apresenta trabalhos produzidos por Leirner entre os anos 1960 e 2010. O público poderá conferir os icônicos “Homenagem a Fontana” e “Você faz parte” (iniciadas nos anos 1960) e raridades — a exemplo da série “Uma linha dura… Não dura” (anos 1970) e suas obras de forte carga erótica, de 1964.

Para acompanhar a mostra, Anita prepara ainda um catálogo com texto do crítico Tadeu Chiarelli, ex-curador-chefe de importantes museus brasileiros, como Pinacoteca do Estado de São Paulo e Museu de Arte Contemporânea, e projeto gráfico de Raul Loureiro, que já assinou o design de catálogos do Masp e livros da Companhia das Letras.

Onde

Artra: Rua Venezuela, 365. Ter./sáb.: 12h/19h. Instagram: @artra.sp. Grátis.


Karina Sérgio Gomes

 

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Ação contra a dengue visita mais de 62 mil casas

Nos últimos dias de março, uma força-tarefa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) levou mais de 2 mil agentes às ruas para reforçar o combate à dengue nas áreas que mais registraram novos casos da doença. A ação ocorreu nos distritos de Cidade Tiradentes; Itaquera; Ermelino Matarazzo; Guaianases; Itaim Paulista; São Miguel; Vila Maria/Vila Guilherme; Sé; Butantã; Capela do Socorro; M’Boi Mirim; Campo Limpo; Lapa; Pinheiros; Santo Amaro; Cidade Ademar e Parelheiros.

Até o dia 3 de abril, foram confirmados 2.507 casos de dengue na Capital paulista. O bairro que lidera em número de casos é Tremembé, na zona norte, com 142 casos, seguido por Cachoeirinha, na zona norte, e Itaquera, na zona leste, com 66. Em seguida, aparecem Perdizes, na zona oeste (60); Freguesia do Ó, na zona norte, Jardim Ângela, na zona sul (59); Brasilândia (58) e Vila Maria, na zona norte (57).

Para desacelerar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença, entre os dias 27 e 31 de março os agentes realizaram visitas a 62.393 imóveis. Também foram realizados trabalhos de nebulização em 65.597 imóveis. As ações de combate à dengue são coordenadas pelo Núcleo de Vigilância, Prevenção e Controle de Fauna Sinantrópica (NVSIN) e executadas pelos agentes de endemias das Unidades de Vigilância em Saúde (Uvis) de cada Coordenadoria Regional de Saúde (CRS).

Ações de combate à dengue em 2023

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, ações de prevenção e combate à dengue ocorrem de forma contínua em todas as regiões da cidade, realizadas pelas 28 Uvis.

Em 2023, foram feitas 1.256.080 ações contra o mosquito na cidade de São Paulo. Esse número inclui 317.175 visitas a domicílios, 12.220 vistorias em imóveis e pontos estratégicos, 895.875 ações de bloqueios de criadouros e nebulizações de inseticida. Durante todo o ano de 2022, foram realizadas cerca de 5 milhões de ações, segundo a SMS.

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