Mais de 400 mil cestas básicas começaram a ser distribuídas pela Prefeitura no dia 27 de novembro aos alunos de instituições de ensino de São Paulo para assegurar alimentação durante as férias escolares.
Têm direito a receber o auxílio as famílias de estudantes matriculados em escolas municipais e com registro no Cadastro Único (CadÚnico), em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
A Secretaria Municipal da Educação informou que o cadastro deve estar atualizado e a seleção das famílias é feita de forma automática, por levantamento de dados no CadÚnico. A escola entra em contato e avisa que a retirada está disponível.
A distribuição de cestas básicas ocorre no fim e no meio do ano letivo. Cada cesta tem cerca de 12 quilos e contém itens como arroz, feijão, leite em pó, farinha de milho flocada, óleo de soja, sal, macarrão, extrato de tomate e sardinha em óleo.
A EMEI Vila Ema, na zona leste, foi a primeira a receber e a distribuir os alimentos aos pais. Edilandia Maria da Silveira, mãe de um dos alunos beneficiados na unidade de ensino, afirma ter recebido com felicidade a ligação da escola e destaca a importância da iniciativa em momentos de escassez.
“Já recebi a cesta várias vezes e faz muita diferença, ajuda bastante, pois tem dia que a gente só tem o básico”, ressalta.
A medida está alinhada à lei municipal 17.819/2022, que estabelece o Programa de Segurança Alimentar e Nutricional no município de São Paulo.
Na primeira Bebeteca (biblioteca para bebês) municipal, inaugurada em setembro deste ano, os pequenos são incentivados a desenvolver habilidades motoras, cognitivas, linguísticas e socioemocionais.
A ampliação da iniciativa para outros 11 Centros Educacionais Unificados (CEUs) está prevista até o fim deste ano, e deve alcançar 38 escolas até 2024.
Os CEUs que devem receber as próximas unidades são: Parque Novo Mundo, Tremembé, Taipas, Pinheirinho, Freguesia do Ó, Arthur Alvim, Carrão, Vila Alpina, São Miguel, São Pedro/José Bonifácio e Parque do Carmo.
Enquanto as creches têm foco na aprendizagem formal e seguem um currículo, as Bebetecas são espaços onde a convivência é o principal e a investigação e a experimentação são estimuladas — o que pode enriquecer o desenvolvimento infantil.
Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância(Unicef), as experiências vividas na primeira infância (janela que vai até os seis anos de idade) estabelecem a base desse desenvolvimento, o que torna essa etapa um momento crucial para proporcionar oportunidades que se refletem no resto da vida.
Bebeteca CEU Barro Branco
O primeiro espaço do gênero na cidade de São Paulo foi inaugurado na biblioteca do CEU Barro Branco, gerido pelo Instituto Baccarelli e localizado em Cidade Tiradentes. Ele tem 53 metros quadrados e oferece brinquedos, livros e mobiliários para bebês de zero a três anos e 11 meses.
Sua instalação faz parte das ações da Política Municipal pela Primeira Infância da Cidade de São Paulo e é fruto de parceria entre a Secretaria Municipal de Educação (SME), a produtora Descobrir Brincando e o Núcleo da Política Municipal Integrada da Secretaria Executiva de Projetos Estratégicos (Sepe/SGM).
A Bebeteca é pensada para promover o desenvolvimento infantil e oferecer aos adultos um ambiente acolhedor e propício ao fortalecimento das suas relações e vínculos com suas crianças.
Para isso, fazem parte das instalações do equipamento materiais pedagógicos para incentivo ao hábito da leitura e ao exercício da habilidade cognitiva. Quem usa a Bebeteca também pode contar com um profissional mediador.
Além de estantes com livros, tapetes e locais confortáveis para leitura, há móveis da altura dos pequenos que simulam mesa e cozinha e podem ser palco das brincadeiras com pais e responsáveis e também entre as crianças.
Um cabideiro organiza tecidos coloridos que podem ser usados como a imaginação mandar. Já na parte de brinquedos, há blocos de montar, utensílios para a minicozinha, bonecos de pano, escorregador e um balanço almofadado.
A Prefeitura de São Paulo lançou neste ano um documento com orientações pedagógicas sobre educação antirracista. Estão entre os assuntos abordados a evolução dalei que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira, interseccionalidade entre raça e gênero e áreas de conhecimento e educação antirracista.
Dança, literatura, podcast e rodas de conversa são exemplos de atividades realizadas nas escolas municipais para conscientizar os estudantes acerca da importância do combate ao racismo dentro e fora da comunidade escolar. Conheça três projetos adotados na capital paulista:
Stop Racismo
As professoras Sueli Tartarelli e Tatiane Marques, da Emef Almirante Tamandaré, na Vila Maria (zona norte), não só observaram que notícias de casos de racismo provocavam nos estudantes dúvidas durante a leitura de revistas e jornais nas aulas, como também se depararam com xingamentos racistas entre os alunos. Partiu daí o projeto “Stop Racismo”.
Com início em outubro deste ano, a proposta incentivou os 64 alunos do 5ª ano, na faixa dos 10 anos de idade, a fazerem pesquisas sobre termos como racismo, discriminação e injúria racial. Também foram organizadas rodas de conversa para debater esse vocabulário e exibir vídeos voltados ao reconhecimento de práticas racistas no cotidiano.
Os estudantes ainda confeccionaram um painel sobre beleza negra com ilustrações de personagens históricos como Nelson Mandela e frases de efeito. Também produziram um podcast a partir da coleta de informações na fase de estudos temáticos para difundir o debate por toda a escola.
Escrita Criativa
“Em uma aldeia em Madagascar, vivia um menino chamado Zurique, que fazia parte do grupo Sakalava. Ele gostava de brincar na rua com as outras crianças, e a brincadeira preferida era a “raboka”, muito popular naquela ilha.” Assim começa um dos contos da Antologia de Histórias Inventadas Africanas e Indígenas, escrito e ilustrado por 22 alunos do 4ª ano da Emef Professor Enzo Antônio Silvestrin, no Jaraguá (zona norte).
O livro é resultado do projeto “Escrita Criativa”, coordenado pela professora Susete Mendes. Durante o primeiro semestre de 2023, os alunos conheceram contos e lendas africanos e indígenas para desenvolverem os textos.
Além de estratégia para fortalecimento do processo de alfabetização, a tarefa incluiu o debate sobre o respeito às diferentes culturas e o combate à discriminação para desconstrução de estereótipos das identidades negras e indígenas, conforme ementa da ação.
“A leitura literária não pode estar na escola apenas como aprendizagem técnica. Acredito que ela contribui para leitura do mundo, construção de identidades e a relação com o outro”, afirma Susete.
Letramento racial: afeto e resistência
Desde 2022, a Emef Professor Antônio Prudente, na Brasilândia (zona norte), desenvolve o projeto “Pretos no topo: letramento racial, afeto e resistência”. A partir de recursos artísticos, como a dança, a música e os jogos, a unidade de ensino trabalha a diversidade étnico-racial com os alunos do 1ª ao 9ª ano.
O resultado dos trabalhos é exibido no Novembro Negro – evento de exposição artística que envolve a comunidade escolar.
Em 2023, a iniciativa apresentou músicas africanas para os estudantes do 1ª ao 3ª anos. Já no 4ª e o 5ª anos houve a produção de fanzines e de de mini livros sobre a valorização da estética negra. Do 6ª ao 9ª anos, as atividades pautaram identidades a partir de ensaios fotográficos e a gravação de um curta-metragem.
Segundo a professora Elaine Regina Chagas, o intuito do projeto é valorizar as identidades negras para evitar xingamentos e comentários racistas na escola. “Eu acredito que essa geração de crianças é mais empoderada. Vai sofrer menos do que nós, pois terá argumentos para se defender das situações adversas”, diz.
As matrículas nas creches paulistanas permanecem abertas durante o ano todo, e o sistema de vagas prioriza o encaminhamento dos bebês e crianças para as unidades escolares mais próximas de suas casas. Mas, em casos em que não é possível disponibilizar vaga em uma creche até 1,5 quilômetro da residência, os alunos da rede municipal podem ser atendidos pelo Transporte Escolar Gratuito (TEG) da Prefeitura de São Paulo.
O programa busca garantir o acesso e a permanência na escola às crianças até 11 anos de idade. Ele atende também estudantes com deficiência ou doenças crônicas que necessitam, por indicação médica, de transporte para ir e voltar da escola — mesmo que morem a uma distância pequena.
O transporte leva as crianças de suas residências até as escolas ou instituições parceiras de educação especial e, depois, de volta para casa. É obrigatória a presença do responsável no momento do embarque dela no transporte escolar e no retorno, no horário e local estabelecidos.
Quem tem direito?
Pelo critério de distância, podem usufruir do TEG estudantes da rede municipal de até 11 anos de idade (considerando como base a data de 31 de janeiro) e que morem a partir de 1,5 quilômetro da Unidade Educacional na qual estão matriculados. No caso de estudantes com deficiência, transtornos educacionais globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, não há limite de faixa etária a ser atendida.
São atendidos também:
Irmãos de estudante com deficiência (desde que dentro da faixa etária e matriculados no mesmo período);
Estudantes que tenham em seu trajeto para a escola barreira física sem possibilidade de rota alternativa (como avenidas de tráfego intenso sem semáforo ou faixa de pedestre);
Estudantes com doença crônica devidamente comprovada por laudo médico, que indique a necessidade de transporte.
Em casos em que há vaga em escola municipal mais próxima, mas os responsáveis optaram por manter o estudante matriculado em unidade distante mais de 1,5 quilômetro de sua casa por preferência da família, o aluno não será incluído no programa.
Como solicitar?
A princípio, não é necessário fazer solicitação, já que o sistema de matrícula classifica automaticamente os estudantes que têm direito ao serviço cruzando os dados cadastrais com os critérios de atendimento. O responsável fica sabendo se o estudante tem direito ao transporte escolar gratuito após a matrícula ou rematrícula. Em caso de dúvida, é possível consultar a unidade escolar na qual a criança está matriculada.
Como funciona?
A partir das informações cadastrais dos estudantes, as escolas realizam a identificação e classificação automática do público que tem direito ao serviço. Então, entram em contato com a família para verificar o interesse no transporte escolar gratuito. Em caso afirmativo, a família escolhe um condutor que atenda a essa rota e tenha assento disponível no veículo.
Os veículos são sempre identificados com adesivos nas portas dianteiras e conduzidos por prestadores de serviços credenciados. Cada veículo dispõe de um monitor para acompanhamento dos alunos.
Mudança de endereço
É importante que os dados cadastrais dos alunos estejam sempre atualizados. Em caso de mudança de endereço, os responsáveis devem procurar a unidade escolar em que a criança está matriculada e apresentar o comprovante de residência.
A secretaria irá atualizar o cadastro no Sistema Escola Online (EOL) e aguardar a validação da Diretoria Regional de Educação — o que pode demorar até cinco dias úteis.
Com o cadastro atualizado, a escola irá informar à família se o condutor que atenderá a criança na nova residência permanecerá o mesmo e, caso seja outro profissional, emitirá uma autorização para esse novo condutor, que deverá ser assinada pelos pais ou responsáveis.
A Prefeitura de São Paulo anunciou a gratuidade nos ônibus municipais nos dias de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Este ano a prova será realizada em todo o País nos dois próximos domingos, dias 5 e 12 de novembro.
A gratuidade será das 9h até as 21h. Nesse período, o passageiro poderá embarcar e desembarcar pela mesma porta.
A SPTrans informou que irá monitorar a operação nesses dias e reforçar a frota de algumas linhas que operam em trajetos que atendem locais de prova. No site do serviço, é possível planejar a viagem por trajeto, linha e local.
Criado em 1998 para avaliar o desempenho dos estudantes, o Enem é hoje a principal porta de acesso ao ensino superior. Além do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), os participantes ainda podem usar as notas para se candidatar ao Programa Universidade para Todos (ProUni) e ao financiamento estudantil, como o Fies.
Os alunos do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos Rolando Boldrin estavam ensaiando para um coral a música “A vida de viajante,” de Luiz Gonzaga. A letra diz: “Minha vida é andar por esse país para ver se um dia descanso feliz. Guardando as recordações das terras onde passei, andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei”.
Partindo da música, junto com outros professores, a turma desenvolveu o projeto “Cordel do Viajante”, premiado na categoria Educação de Jovens e Adultos da 18ª edição do Prêmio Paulo Freire de Qualidade do Ensino Fundamental.
“Muitos dos nossos alunos são migrantes ou de família de migrantes nordestinos e se identificaram com a letra,” conta a professora Josiane Rodrigues Marques ao Expresso São Paulo.
Cada aluno desenvolveu uma estrofe em uma linguagem poética, como a literatura de cordel, contando sua história de vida. “A turma está ainda na fase de alfabetização. Então, nada melhor do que escrever sobre si próprio para treinar a leitura, a escrita e a escuta”, aponta.
De acordo com a professora, todos os estudantes se empenharam no projeto e aprenderam a dar valor à sua própria história. “Eles trouxeram um conteúdo rico, apresentando questões da migração e os sonhos que levaram na mudança de cidade. Não imaginavam o quão valiosas eram essas experiências”, lembra.
Um dos versos de uma das alunas diz assim:
“Veio de Pernambuco por desentendimento familiar. Atrás de sua liberdade, casou. Como babá, doméstica e cozinheira, trabalhou. Teve um filho, motivo de seu orgulho. Seu sonho não cabe em São Paulo; deseja voltar para Pernambuco.”
Para ilustrar as histórias, os alunos desenvolveram ainda ilustrações usando a técnica da isogravura – parecida com a xilogravura, mas em vez de madeira, usaram placas de isopor. A linguagem também é muito aplicada nas publicações de cordel feitas no Nordeste.
Além de gramática, literatura e artes, os alunos estudaram geografia, analisando mapas interativos dos estados e regiões do país. Josiane ressalta ainda que o maior sonho desses estudantes é aprender a escrever e a ler.
“Eles não tiveram oportunidade de estudar na juventude, então, se esforçam muito nas aulas. Geralmente estão cansados após um dia de trabalho, mas o desejo de aprender é tão grande que eles não faltam. É gratificante,” diz.
Para a professora, o prêmio foi uma surpresa e um reconhecimento do trabalho dos estudantes. “Ficamos muito felizes e nos sentimos realizados, principalmente pelos alunos,” comemora. As histórias foram reunidas em uma publicação distribuída para cada um dos alunos participantes.
Aos 13 anos, Letícia Barros gosta de se envolver nas ações desenvolvidas na escola municipal onde estuda, a Emef Professor Dr. Paulo Gomes Cardim, no distrito Cidade Líder, zona leste de São Paulo.
Cursando o oitavo ano, ela encontrou no grêmio estudantil a oportunidade de participar não apenas das atividades escolares, mas também da mobilização comunitária na região.
Como primeira secretária do grêmio, Letícia apoia a organização de eventos, como competições entre as classes e campanhas sociais para coleta de agasalhos e alimentos.
“O grêmio estudantil é a voz dos alunos na diretoria. Buscamos ouvir as reclamações e sugestões para melhorar a escola. Na campanha, nossa chapa fez até pesquisa para saber o que alunos queriam.”
Todo ano a Emef elege novos membros da agremiação. São organizadas campanhas, debates e votações que, a partir de aplicativos, simulam a urna eletrônica. Com mandato de um ano, a diretoria é composta por 13 alunos que desempenham funções como presidente, orador e diretor cultural.
Para o professor da sala de informática e um dos orientadores do grêmio, Orlando Nagata Junior, o processo eleitoral ajuda no desenvolvimento da consciência política: o exercício de escolher os seus representantes, acompanhar o desempenho e fazer cobranças. Além disso, aprendem, por exemplo, a elaborar projetos, acrescenta.
Fomento
O programa Grêmios Estudantis estimula a participação dos alunos no cotidiano das escolas, incentiva o exercício da cidadania e o engajamento democrático, conforme o decreto nº 58.840, de 2019. Hoje, a iniciativa alcança 100% da rede de ensino fundamental e médio, somando 578 agremiações.
O grêmio tem autonomia para defender, com responsabilidade e de acordo com as leis, os interesses e a participação dos estudantes e promover atividades educacionais, culturais, esportivas, cívicas e sociais.
Podem também dialogar com os demais membros da comunidade escolar, como equipe gestora e Conselho da Escola, para alcançar melhorias.
Segundo a Prefeitura, o repasse anual para o cada grêmio realizar seus projetos é de R$ 10 mil. O recurso é gerenciado de forma compartilhada entre a escola e a entidade representativa do aluno.
Como são formados
A criação de um grêmio estudantil ocorre por convocação de assembleia geral dos estudantes, que pode ser feita pela Diretoria Regional de Educação; gestores da escola; estudantes, mediante abaixo-assinado com assinaturas de 5% dos matriculados na unidade; Associação de Pais e Mestres ou o Conselho de Representantes de Turma.
Nessa assembleia, serão decididos o nome, estatuto, formato e membros da Comissão Eleitoral para escolha dos membros da diretoria gremista (os representantes dos alunos eleitos), datas do processo eleitoral e definição do orientador da entidade, que pode ser um professor.
Já a escola deve proporcionar aos grêmios, segundo o decreto que instituiu o programa, recursos e meios para realização de atividades; livre alocação e circulação de cartazes, panfletos, jornais e publicações e acesso dos representantes às dependências da instituição.
Os Centros de Estudos de Línguas Paulistanos (CELPs) dos CEUs Quinta do Sol e Tiquatira estão com as matrículas abertas para os cursos básicos de japonês até o dia 20 de outubro. As aulas no Quinta do Sol ocorrem às segundas e quintas-feiras, enquanto no Tiquatira, às terças e quartas-feiras.
As turmas estão disponíveis tanto no período matutino, das 7h às 9h15 e das 9h35 às 11h50, quanto no período vespertino, das 13h às 15h15 e das 15h35 às 17h50. Os horários disponíveis podem ser verificados no CEU de interesse.
Os cursos são exclusivos para os alunos do 4º ano do Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio da rede municipal. Atualmente, quase 3 mil estudantes estão participando dos cursos de idiomas, recebendo material didático para uso em sala de aula.
A duração dos cursos é de três anos e meio e as aulas são ministradas nas salas web da Rede UniCEU. São 46 CELPs que oferecem aulas de inglês, italiano, espanhol, alemão e francês, além do japonês. Esses centros funcionam dentro dos CEUs em diferentes áreas da cidade.
Parcerias
Os cursos de idiomas são fruto de parcerias com consulados e organizações internacionais, que colaboram na formação e seleção de professores e no desenvolvimento de um currículo específico para o CELP. Os docentes que lecionam são selecionados entre os profissionais que já atuam na rede.
A Câmara Municipal de São Paulo realizou uma sessão solene para a entrega da 18ª edição do Prêmio Paulo Freire de Qualidade do Ensino Municipal. Neste ano, a premiação atingiu o recorde de 186 inscritos, contemplando 12 projetos distribuídos em quatro categorias.
Uma banca julgadora, composta por representantes de diversas instituições, avaliou os projetos. Essa avaliação considerou critérios que incluíram a promoção de aprendizagens diversificadas, a participação efetiva da comunidade, a inovação e criatividade, o alcance de objetivos, a conformidade com os princípios de Paulo Freire, bem como a forma e o conteúdo do projeto.
Criado em 1998 em homenagem ao educador e filósofo Paulo Freire (1921 – 1997), o prêmio tem como objetivo reconhecer iniciativas voltadas para a melhoria da qualidade do ensino em centros de educação e escolas municipais de São Paulo. Confira os vencedores:
Categoria 1 – Educação Infantil
1º lugar:
Projeto “Poéticas do território: devolvendo a cidade a bebês e crianças”
Responsáveis: Natália Tazinazzo Figueira, Adriana Abade Santana, Dalva Dias da Rocha e Gislane Novais da Conceição
CEI (Centro de Educação Infantil) Jardim São Joaquim
2º lugar:
Educação Infantil Projeto “Fórum da Infância: a criança como centro da gestão democrática e participativa”
Responsáveis: Juciele Nobre Souto, Eliane de Souza Jorge, Carolina de Paula Teles Duarte e Lorena Henrique de Souza
EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Feitiço da Vila
3º Lugar:
Projeto “Nossa identidade, nosso povo, nossa luta – educação antirracista para crianças pequenas”
Responsáveis: Willian Vinicius Silva e Karina dos Santos Cabral
EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Pérola Ellis Byington
Categoria 2 – Ensino Fundamental 1
1º Lugar:
Projeto “Vidas Negras Importam – Reconhecendo a história e cultura dos antepassados”
Responsáveis: Luiz Roberto Serralheiro Viana, Maria do Socorro de Souza, Simone Ferreira Lima e Priscila de Oliveira Rodrigues
EMEF (Escola Municipal de Educação Fundamental) Benedito de Jesus Batista Laurindo – Pe. Batista
2º lugar:
Ensino Fundamental I Projeto “Meio ambiente ao meu redor”
Responsáveis: Simone Cristina Baptista Loredo da Silva, Miriam Araújo de Andrade, Elisabete de Jesus Freire e Carlindo Alves Rodrigues Junior
EMEF (Escola Municipal de Educação Infantil) Manoel Vieira de Queiroz Filho
3º lugar:
Projeto “Guardiões da Leitura”
Responsável: Raquel Ataíde de Cesare
EMEF (Escola Municipal de Educação Infantil) Francisco Alves Mendes Filho – Chico Mendes
Categoria 3 – Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio
1º Lugar:
Projeto “TCA Expedição: território, cidadania e pertencimento”
Responsáveis: Gracinda Souza de Carvalho, Marcia Maria Dalla Vecchia, Andreza Costa da Silva e Ana Claudia Pento
EMEF (Escola Municipal de Educação Infantil) Professor Carlos Correa Mascaro
2º lugar:
Projeto “Super Pretos: nossos heróis viveram de verdade”
Responsável: Denis Ricardo Bezerra
EMEF (Escola Municipal de Educação Infantil) Assad Abdala
3º lugar
Projeto “Origens”
Responsáveis: Cristiane da Silva Santos e Karina Fortunato
EMEF (Escola Municipal de Educação Infantil) Heraldo Barbuy
Categoria 4 – Educação de Jovens e Adultos
1º Lugar:
Projeto “Cordel dos viajantes”
Responsáveis: Josiane Rodrigues Marques, Francisco Alvanter Beltrão, Selmo Henrique de Araújo e Silvio Aparecido de Souza
CIEJA (Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos) Rolando Boldrin
2º lugar:
Projeto “Ler, escrever e esperançar: histórias para ninar gente grande”
Responsáveis: Juliana Machado Olavo dos Santos, Alamir Tatiano Locatelli, Karina de Souza Barros e Tatiana Cristina Locatelli
MOVA (Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos) Associação Santa Cecília
3º lugar:
Projeto “O esporte enquanto direito dos corpos diversos”
Responsáveis: Jacqueline Cristina Jesus Martins, Maria Paula Borges Cruz, Sérgio Tenório de Almeida e Isabela Silveira Machado
CIEJA (Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos) Aluna Jéssica Nunes Herculano
O Parque Chácara das Flores, no Itaim Paulista, zona leste da cidade, que foi recentemente requalificado, ganhou uma unidade da Escola Municipal de Iniciação Artística (EMIA). A instituição deve atender a 150 crianças de 5 a 13 anos, oferecendo aulas de teatro, dança, música e artes visuais.
A EMIA é uma instituição pública e gratuita, regulamentada pela Lei nº 15.372, de 3 de maio de 2011, fundada em 1980 e inicialmente localizada no Parque Lina e Paulo Raia, no Jabaquara.
Com a expansão iniciada em 2021, a escola agora conta com quatro unidades: Jabaquara, Brasilândia, Chácara do Jockey e Itaim Paulista. Segundo a Secretaria Municipal de Cultura, há planos para a inauguração de uma nova EMIA em Parelheiros.
O Parque Chácara das Flores preserva remanescentes de Mata Atlântica com o Ribeirão Lajeado contornando seus limites ao fundo da área. Com o objetivo de trazer a paisagem para dentro das salas, foram utilizados materiais com transparência em sua composição, como grandes janelas e paredes envidraçadas, integrando e ampliando os espaços entre as áreas internas e externas, proporcionando um lugar criativo e lúdico.
Objetivo
O principal objetivo da EMIA é proporcionar a iniciação nas artes para crianças de 5 a 13 anos, por experiências estéticas e processos criativos nas linguagens artísticas de Artes Visuais, Dança, Música e Teatro. Seu corpo docente é composto por artistas educadores que incorporam suas experiências profissionais em um ambiente de diálogo com a curiosidade e criatividade das crianças.
O ingresso dos alunos é realizado via sorteio público, com inscrições geralmente no final de cada ano. A abordagem pedagógica da EMIA parte do princípio de que as crianças são competentes em suas expressões artísticas, respeitando seus modos de ser, pensar e criar arte. As famílias interessadas podem se cadastrar no formulário disponível online.