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empreendedorismo

Nóis por Nóis fomenta negócios no Grajaú  

Inquieta com a dificuldade de moradores do Grajaú, na zona de sul de São Paulo, de recolocação no mercado de trabalho, Barbara Terra criou em 2016 a Rede Nóis por Nóis para estimular negócios, a potencialidade e a criatividade na sua comunidade.

A rede promove encontros acerca de temas como emancipação financeira, gestão e orientação de carreira. Além da economia criativa, busca melhorar a autoestima a partir do reconhecimento profissional. “É um lugar em que a gente se inspira, se fortalece”, destaca Barbara, articuladora e produtora de cultura preta e periférica.

É o caso de Ingrid Cristina dos Santos, de 31 anos. Com as vendas dos docinhos que fazia com a mãe em queda, em virtude da pandemia de Covid-19, ela largou o negócio e ficou sem emprego. Foi quando  ingressou nas atividades da Nóis por Nóis. “Me senti acolhida”, diz.

A Nóis por Nóis já alcançou 5 mil pessoas. Aberto à comunidade, o projeto teve maior adesão de mulheres negras ao longo dos anos. Entre capacitações, rodas de conversa, oficinas e eventos culturais, são realizadas 45 atividades por ano, em média.

Sede da rede, a Sankofa Hub é um espaço utilizado para promoção de eventos, como lançamento de livros, exposição e venda de produtos dos integrantes, como bonés e canecas. Em reforma, a unidade, equipada com cozinha, estúdio para gravação de podcast e videocast, sala de reunião e espaço de integração comunitária, deve reabrir em maio deste ano.

Sankofa é um termo que faz referência a um símbolo africano de um pássaro com a cabeça voltada para trás e um ovo entre os bicos. “Essa simbologia nos dá o entendimento de que o passado precisa ser honrado para que a gente consiga fazer as nossas atividades no presente e construir o futuro desejado”, explica Barbara.

ONDE

Sankofa Hub
Rua São José do Rio Preto,749, BNH, Grajaú (zona sul)

 

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costura

Projetos de costura revelam novas empreendedoras

A costura deu a Camila a chance de não apenas criar as próprias roupas, mas de desenvolver seu negócio. Para Veronika, mostrou um caminho a seguir e agora ela fortalece a comunidade trans ajudando outras mulheres a alinhavar novas trajetórias. E Jaqueline aprendeu a conciliar o gosto pela costura com o trabalho. Em comum, elas têm no currículo a participação em projetos desenvolvidos em São Paulo que incentivam o empreendedorismo por meio da costura.

Em Paraisópolis, na zona sul, Camila Prado, de 32 anos, procurou o Costurando Sonhos para aprender a fazer roupas alinhadas ao seu estilo, como forma de driblar os preços das lojas e também as dificuldades de encontrar peças do seu agrado. O curso superou as expectativas. Hoje ela mantém um empreendimento de produção de roupas e bolsas na própria casa. “A costura me ajuda psicologicamente. Quando costuro, esqueço do mundo. É uma terapia”, diz.

Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Instituto Costurando Sonhos Brasil, fundado por Suéli Feio e Maria Nilde, oferta cursos em máquina reta e overloque à população de Paraisópolis.

No início, em 2017, a atividade se restringia a mulheres, sobretudo àquelas em situação de vulnerabilidade social e violência. Hoje não há restrição de gêneros. Uma turma é aberta a cada dois meses, com 20 vagas e duração de 160 horas. Ao final das aulas, o participante pode receber uma bolsa remunerada de R$ 600 para estagiar por 20 horas semanais, durante três meses, na empresa Construindo Sonhos Brasil, produtora de vestuários, ecobags e acessórios.

No Teatro de Contêiner Mungunzá, no centro de São Paulo, o coletivo Tem Sentimento oferece cursos de costura e crochê a 20 mulheres cisgêneros e transgêneros da região da Cracolândia. “O nosso intuito é prepará-las para o mercado de trabalho”, afirma Carmen Lopes, fundadora.

Segundo Carmem, cerca de 50 pessoas já participaram, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, com atividades práticas. A produção é vendida em feiras e eventos do ramo na Capital.

O dinheiro arrecadado, diz a fundadora, é utilizado para manutenção do projeto e pagamento mensal de bolsa de R$ 550 a cada integrante. Com a ajuda de parceiros, o coletivo também faz acompanhamento semanal das participantes com psicólogos.

Veronika Verão dos Santos, de 32 anos, que participou das ações do coletivo, agora ensina outras participantes do Tem Sentimento a costurar. Depois da experiência, a vida dela tomou outra direção, conta. Ela saiu da Cracolândia, alugou uma casa e tem o seu próprio ateliê, onde produz figurinos para artistas, roupas para a comunidade LGBT+ e confecções para pets.

Quanto mais o projeto gerava renda, mais ela reduzia o consumo de drogas, recorda. “Droga não se para. Droga se reduz até chegar à estaca zero”, diz. Foi produzindo e participando do coletivo que Veronika encontrou uma forma para “uma (mulher trans) fortalecer a outra”.

União de Vila Nova

“Sempre tive sonho de empreender, mas tinha medo”, conta a costureira Jaqueline Ramos, de 37 anos. Ao saber do curso CosturAção, da Singer em parceria com a ONG AVRA, viu uma oportunidade para entender de finanças e empreendedorismo e aprender mais sobre costura.

Moradora do União de Vila Nova, na zona leste, Jaqueline foi apresentada à máquina de costura na cooperativa do bairro, onde trabalha há 15 anos. Antes, costurava apenas à mão. Com a capacitação, a costureira se sente apta a calcular os custos do trabalho. “Já tenho noção de como precificar a peça.”

Além de costura, o curso ensina finanças, marketing, gestão e vendas, e está aberto à comunidade. A primeira turma terminou no final do ano passado. A próxima deve ser aberta em julho. Neste primeiro semestre, as participantes estão recebendo o acompanhamento de uma profissional de corte e costura para orientações dos negócios desenvolvidos por elas.

Onde

 

Tem Sentimento

Teatro de Contêiner Mungunzá
Rua dos Gusmões, 43 – Santa Ifigênia
Contato: (11) 95971-1943

Costurando Sonhos Brasil

Pavilhão social do G10 Favelas
Rua Itamotinga, 100, Paraisópolis

CosturAção

Prédio Azul
Rua Núbia, 2, União de Vila Nova
E-mail: contato@avra.org.br

 

 

 

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Grafite em São Paulo

Grafite e empreendedorismo: conheça o Salve Selva 

De ecobags a oficinas de arte em camisetas, um grupo de cinco grafiteiros do Grajaú, na zona sul de São Paulo, vem unindo o empreendedorismo e a arte para falar das vivências comunitárias e ensinar o grafite a jovens e adolescentes da Capital. Denominado Salve Selva, o coletivo oferece oficinas, revitalização de espaços e produção cultural em locais públicos e privados.

O primeiro passo foi em 2007, produzindo ecobags e criando grafites com coletivos e movimentos sociais focados em ecologia . “Quisemos trazer essa coisa do grafite e da natureza, muito forte na nossa região”, diz Tiago Morais, artisticamente conhecido como Tigone.

A inspiração para o grupo veio da experiência domiciliar de Morais. Desde os seis anos de idade, ele ajudava os pais na produção de bolsas para vender entre os feirantes locais. Já o interesse pelo grafite nasceu da própria comunidade. “O Grajaú é uma região muito grafitada”, contextualiza.

Após a produção de ecobags, que mobilizaram profissionais da comunidade no ramo da costura e da arte, despontou um novo projeto: customizar roupas, em 2011, quando os integrantes batizaram o movimento como Salve Selva.

Quatro anos depois, um novo salto. Os membros do coletivo passaram a trabalhar com oficinas voltadas à arte-educação. O trabalho desenvolvido os levou aos bancos do ensino superior e um novo campo se abriu. Tigone, por exemplo, cursou licenciatura em Artes Visuais. Foi também com as oficinas que o coletivo se deu conta da necessidade de formalizar as atividades por meio da inscrição como Microempreendedor Individual (MEI).

Hoje, o Salve Salve promove entre 8 e 15 oficinas por mês em espaços públicos e privados de São Paulo, como centros de convivência e empresas. No catálogo de atividades, estão oficina de grafite; stencil art; mandala com stencil e arte em bolsas e camisetas. O público tem, majoritariamente, entre 12 e 20 anos.

Grafite do Salve Selva na Av. Belmira Marin, no Grajaú (Crédito: Bruno Augusto/Coletivo Salve Selva)

 

“A gente traz temas importantes, como o empoderamento negro, feminismo e o movimento LGBTQIA+ e coloca na linguagem do grafite”, destaca Tigone.

Com oficinas, vendas de grafite e organização de show ou bailes, cada integrante do coletivo recebe por mês uma média de R$ 2 mil, segundo o artista.

Segundo Tigone, o coletivo já influenciou participantes a criarem suas próprias iniciativas. É o caso de Gustavo Dimg, de 26 anos, que participou de oficinas de grafite e desenho. A experiência fez Dimg levar projetos de arte-educação para a população de Registro, a cerca de 187 km de São Paulo. “Hoje eu multiplico o que o projeto me proporcionou”, afirma.

Assim como o Salve Selva, Dimg desenvolve um trabalho que alia impacto social e sustentabilidade financeira. O grupo não tem nome, porém tem “uma força coletiva”, define Dimg. “Depois que precisei me mudar de lá (do Grajaú), acabei sendo mais ativo socialmente com empreendedorismo, arte, cultura e educação, vertentes que eles (integrantes do Salve Selva) exercem”, diz.

De acordo com o Mapa da Desigualdade 2022, elaborado pela Rede Nossa São Paulo, cerca de 3% dos MEIs ativos estão no Grajaú. Especialistas afirmaram ao Estadão Expresso Bairros que há um movimento de migração de projetos para negócios sociais no local, impulsionados pelo desemprego provocado pela pandemia de Covid-19 e as baixas ofertas de empregos formais na região.

Abel Serafim

 

 

 

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coworkings

Cidade tem 17 coworkings públicos para empreendedores

Há cerca de três anos, a biomédica Telma Soares conta que seu negócio estava restrito a conhecidos e que não entendia bem a importância da formalização do próprio empreendimento. Ela começou então a frequentar uma das unidades do programa Teia, no Jaraguá, zona norte da Capital, em busca de um espaço para trabalhar e evoluir como empreendedora.

Desenvolvido pela Ade Sampa, agência ligada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, o Teia oferece espaços gratuitos de trabalho com a finalidade de fomentar e fortalecer o empreendedorismo periférico na cidade de São Paulo.

Iniciado na garagem de casa, hoje o negócio de ozonioterapia de Telma, chamado Terapia Secular, ocupa três salas da sua casa, em Taipas, na zona norte. O serviço emprega uma funcionária e contrata freelancers que conheceu nos eventos do Teia.

“O Teia me deu feedback sobre a organização da minha minha agenda, dos meus trabalhos e me ajudou a trazer pessoas para ajudar no negócio”, diz.

Com acesso à internet, computadores, mesas adaptadas para notebooks, além de salas de reunião e descompressão, os espaços do Teia funcionam como coworkings. O programa ainda promove cursos, oficinas, palestras e encontros para ampliar as redes de contatos entre os empreendedores.

Desde a inauguração da primeira unidade, em 2019, são 17 equipamentos espalhados pelas seguintes regiões: Butantã; Cachoeirinha; Centro; Cidade Tiradentes; Grajaú; Heliópolis; Interlagos; Itaim Bibi; Itaim Paulista; Itaquera; Jaçanã; Jaraguá; Parelheiros; Perus; Pinheiros e Santo Amaro.

Segundo Jéssika Piovezan, gerente do Teia, as unidades buscam suprir a carência de escritórios gratuitos para empreendedores da periferia. “Diferentemente de outras cidades, que instalaram espaços gigantes no centro, pensamos em locais menores e mais próximos das residências dos nossos usuários”, diz. Eles foram escolhidos a partir de indicadores de vulnerabilidade socioeconômica e de disponibilidade de prédios públicos para abrigar a iniciativa, explica a gerente.

Como usar

Não é necessário agendar horários nas unidades, instaladas em prédios públicos, como centros educacionais e parques. Pode ser útil, no entanto, quando você precisa garantir a posição de trabalho ou sala de reunião. O procedimento está disponível no site.

Cada reserva tem duração de quatro horas. Se você quiser agendar oito horas de atividades, por exemplo, é preciso solicitar duas reservas. Por estar em equipamentos públicos, o programa proíbe transações comerciais, como vendas, nas unidades. Essa condição não impede o empreendedor de receber fornecedores, clientes ou outros parceiros no local para expor o serviço ou produto. O espaço tem um manual de conduta para orientar os interessados.

Para mais informações sobre a programação, clique aqui.

ONDE

Teia Butantã
Rua Nella Murari Rosa, 40 – Jardim Olympia (Cresan Butantã)
Segunda a sexta, das 8h às 17h

Teia Cachoeirinha
Av. Dep. Emílio Carlos, 3.641 – Vila dos Andrades
Terça a sexta, das 10h às 19h e, aos sábados, das 10h às 18h

Teia Centro
Rua Dr. Bráulio Gomes, 139
Segunda a sexta, das 9h às 17h

Teia Cidade Tiradentes
Rua Inácio Monteiro, 6.900 no 3º andar/piso – Cidade Tiradentes
Segunda a sexta, das 9h às 18h

Teia Grajaú
Maria Moassab Barbour, S/N – Cantinho do Céu
Segunda a sexta, das 9h às 18h

Teia Heliópolis
Estrada das Lágrimas, 2.385 (CEU Heliópolis)
Segunda a sexta, das 9h às 18h

Teia Interlagos
Av. Interlagos, 6.122 – Interlagos
Segunda a sexta, das 8h às 17h

Teia Vila Curuçá (Itaim Paulista)
Av. Marechal Tito, 3452 – Itaim Paulista
Segunda a sexta, das 8h às 17h

Teia Itaquera
Rua Augusto Carlos Bauman, 851
Segunda a sexta, das 8h às 17h

Teia Jaçanã
Rua Francisca Espósito Tonetti, 105 – Jardim Guapira
Segunda a sexta, das 8h às 17h

Teia Jardim Edite – Itaim Bibi
Rua Charles Coulomb, 120 – Cidade Monções,
Funcionamento: segunda-feira a sexta-feira, das 09h às 18h

Teia Parelheiros
Estrada da Colônia, 2.500 – Jardim Novo Parelheiros
Segunda a sexta, das 8h às 17h

Teia Perus
Rua Antônio Maia, 651 – Vila Perus
Segunda a sexta, das 8h às 17h.

Teia Green Sampa (Pinheiros)
Rua Sumidouro, 580 – Pinheiros
Segunda a sexta, das 9h às 18h.

Teia Santo Amaro
Praça Salim Farah Maluf, s/n – Santo Amaro
Segunda a sexta, das 8h às 17h
O Teia Santo Amaro é restrito a mulheres por estar localizado no Centro de Cidadania da Mulher

Teia Taipas – Jaraguá
Rua Diógenes Dourado, 101 – Taipas
Segunda a sexta, das 8 às 17h

Teia Três Lagos – Grajaú
Rua Maria Moura da Conceição, S/N – Jardim Belcito
Segunda a sexta, das 9h às 18h

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Grajaú é distrito mais empreendedor de SP

Grajaú é distrito mais empreendedor de SP, aponta estudo 

Distrito mais populoso de São Paulo, com mais de 395 mil habitantes, o Grajaú também concentra o maior número de microempreendedores. De acordo com o Mapa da Desigualdade 2022, elaborado pela Rede Nossa São Paulo, cerca de 3% dos microempreendedores individuais (MEIs) ativos estão na região, que fica na zona sul da cidade.

Enquadra-se como MEI o empreendimento com faturamento anual de até R$ 81 mil, instalado em um único estabelecimento, com apenas um empregado contratado. Além disso, o pequeno empresário não pode participar de outra empresa como sócio, titular ou administrador.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET) afirma que observa na região do Grajaú um movimento de migração de projetos sociais para negócios sociais. As iniciativas, segundo a SMDET, estão distribuídas em vários ramos, como moda, gastronomia e reciclagem.

É o caso de Tiago Morais, de 31 anos. Morador do Grajaú, o educador é um dos cinco fundadores do coletivo Salve Selva, que oferece serviços de arte-educação, grafite e música em diversos espaços da região e fora dela, como empresas, abrigos e centros de convivência.

“O Grajaú é muito distante do centro (da cidade). Então, uma forma de fazermos algo de forma mais flexível é atrair esses empreendedores para fazer o dinheiro circular entre nós”, diz Morais.

Alexandre Xavier, consultor de negócios do Sebrae, afirma que o crescimento de microempreendedores individuais no distrito, como Morais, está relacionado ao desemprego provocado pela pandemia de Covid-19. Sem recolocação no mercado formal, o caminho natural é empreender.

“Essa situação gera mais um empreendedorismo por necessidade do que por oportunidade de suprir uma demanda por meio de um negócio.”

Xavier diz ainda que o número de habitantes no distrito cria um potencial de consumo e oportunidade de novos negócios. Segundo ele, a maioria das atividades no Grajaú se concentra no setor de serviços, com atuações mais fortes das mulheres no segmento de beleza e estética e de homens no ramo da construção civil.

A Rede Nossa São Paulo destaca que o Grajaú é um dos distritos com as menores ofertas de emprego formal. “De fato, em alguns bairros com poucos empregos, acaba que a opção para as pessoas é formalizar a atividade informal”, analisa Igor Pantoja, assessor de coordenação do Instituto Cidades Sustentáveis, que administra a Rede Nossa São Paulo.

Distritos com maior percentual de microempreendedores

Grajaú – 2,77%
Jardim Ângela – 2,47%
Capão Redondo – 2,31%
Cidade Ademar – 2,24%
Sacomã – 2,18%
Sapopemba – 2,16%
Jardim São Luís – 2,08%
Brasilândia – 2,07%
Campo Limpo – 2,07%
Itaquera – 1,92%

 

Abel Serafim

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