A Prefeitura de São Paulo iniciou uma nova etapa do Programa de Recuperação de Pontes e Viadutos, agora com foco na revitalização de passarelas. Desde o início das obras, 53 passarelas já foram requalificadas e outras 37 estão com intervenções em andamento. Estão previstas ainda 58 novas licitações, com investimento estimado em R$ 140 milhões.
As melhorias incluem reparos estruturais, adequações de acessibilidade, sinalização tátil e visual, limpeza, pintura, modernização de guarda-corpos, implantação de ciclofaixas e intervenções urbanísticas no entorno. Até agora, os investimentos somam R$ 128 milhões.
Exemplo
A Passarela Ciccillo Matarazzo, que conecta o Parque Ibirapuera ao Museu de Arte Contemporânea (MAC), passou por sua primeira grande reforma desde 1976. Projetada por Oscar Niemeyer em 1969, a estrutura foi totalmente recuperada em 2024, após anos de abandono, com investimento de R$ 2,5 milhões.
O entorno também foi requalificado, com instalação de sinalização para pedestres e ciclistas, piso tátil, faixas exclusivas, canaletas nas escadas e recomposição do mosaico português.
Outras frentes em andamento
Passarelas como as da Frederico Maia, Varan Keutenedjian e Rua das Noivas também estão em obras. No total, a cidade de São Paulo conta com 221 passarelas. A execução é coordenada pela SPObras, com apoio da Secretaria da Pessoa com Deficiência, CET e Comissão Permanente de Acessibilidade, assegurando o cumprimento das normas técnicas e foco na inclusão.
A Prefeitura de São Paulo está construindo dez novos reservatórios para conter enchentes e alagamentos. Desde 2021, seis já foram entregues, com investimento total de R$ 1,6 bilhão. As obras são executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras e abrangem todas as regiões da capital.
Reservatórios já entregues
Capacidade total: 853 mil m³ de água (equivalente a mais de 341 piscinas olímpicas)
Localização: Tucuruvi (Paciência), Perus (R1A, R2 e R3), Aricanduva (Taboão e R3)
Função: complementar o sistema de drenagem urbana com outras ações como:
Canalização de córregos
Ampliação de galerias pluviais
Praças de infiltração
Parques lineares com áreas inundáveis
Zona Oeste
Morumbi (Praça Roberto Gomes Pedrosa)
Reservatório para águas do córrego Antonico
Execução de 663 metros de galerias pluviais na Rua Senador Otávio Mangabeira
Previsão de entrega: maio de 2026
Projeto da nova praça em consulta pública no Participe + até 29/06
Zona Sul
Capão Redondo
Reservatório na Av. Ellis Maas
Canalização do córrego Água dos Brancos (bacia do “Morro do S”)
Previsão de entrega: ainda em 2025
Vila Mariana
Reservatórios dos córregos Paraguai/Éguas e Uberabinha
Localização: Praça Juca Mulato e cruzamento da Rua Gaivota com Av. Ibijaú
Conclusão prevista: 1º semestre de 2027
Cidade Ademar
Implantação de piscinão na Rua Hermenegildo Martini (bacia do Córrego Zavuvus)
Ordem de Serviço emitida; fase de tratativas administrativas
Zona Norte
Brasilândia (Av. Manoel Bolívar)
Duas novas galerias de reservação de água da chuva
Entrada em operação: abril de 2026
Proteção para áreas próximas aos córregos Carumbé e Bananal
Perus (Vila Aurora)
Reservatórios R1A, R2 e R3 já em operação
Canalização de 1,1 km do Ribeirão Perus
Alteamento de três pontes
Implantação do piscinão “Areião”, próximo ao Rodoanel
Zona Leste
Vila Prudente
Reservatório do córrego da Mooca
Local: entre Av. Anhaia Mello e Av. Jacinto Menezes Palhares (CE Vila Alpina)
Previsão de entrega: agosto de 2026
Área de lazer será restaurada após as obras
São Miguel Paulista
Piscinão no córrego Lapenna
Local: entre Av. Jacu-Pêssego, CEI Jardim Lapenna I e estação da SABESP
Canalização de 929 metros do córrego
Entrada em operação: início de 2026
Itaquera
Adequação do lago do Parque do Carmo para armazenar águas da chuva
Projetos em fase de atualização
Novo piscinão no córrego Rio Verde (Parque Linear do Rio Verde, Rua Tomazzo Ferrara)
A Prefeitura de São Paulo iniciou as obras da segunda fase de requalificação da Avenida Amaral Gurgel sob o Elevado Presidente João Goulart, o Minhocão, na região central da cidade. Essa etapa, nos quatro quarteirões entre as ruas Cunha Horta e Jaguaribe, vai priorizar soluções baseadas na natureza para melhorar a permeabilidade do solo e também o aspecto visual dessa área.
No trecho entre as ruas Santa Isabel e Cunha Horta serão instalados Jardins de Chuva e floreiras, além dos pilares que receberão trepadeiras. Também haverá espaço para ponto de aluguel de bicicletas. A ciclofaixa da via será mantida. A previsão de duração da obra é de 30 dias.
Na quadra entre as ruas Santa Isabel e Jaguaribe, o projeto prevê ainda um bolsão para taxistas, cuja dimensão será analisada pelo Departamento de Transportes Públicos (DTP).
Os Jardins de Chuva do Minhocão serão ligados à rede de drenagem superficial da Rua Amaral Gurgel. As estruturas vão aumentar a área permeável da região mesmo localizadas em espaço coberto. As obras foram iniciadas no dia 7 de junho e são realizadas pela Secretaria Municipal das Subprefeituras.
Atualmente, São Paulo conta com 420 jardins de chuva e a meta da Prefeitura é chegar a mil jardins até 2028. Esses jardins contêm reservatórios subterrâneos que armazenam a água da chuva, ajudando a desafogar o sistema de escoamento que, normalmente, direcionaria a água para os bueiros.
Eles são formados por três camadas principais: um poço de infiltração com cerca de um metro de profundidade, uma estrutura com pedras grandes, brita e solo e a camada superficial com flores.
Levantamento elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou queda de cerca de 20% nos pontos de alagamento em 42 distritos da capital e redução pela metade no tempo de duração das ocorrências durante a temporada 2023/2024.
Os resultados refletem o investimento recorde da gestão municipal na área. Entre 2021 e 2024, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) destinou R$ 8,4 bilhões para obras, serviços e manutenção do sistema de drenagem urbana — um crescimento de 96% em relação aos oito anos anteriores. No período, foram entregues sete novos reservatórios (sendo cinco piscinões) e outros nove seguem em obras.
Esses reservatórios estão em diferentes bacias da cidade, incluindo o Ribeirão Perus, Morro do S, Córrego Antonico, Jardim Lapenna, Carumbé, Mooca, Córrego Paraguai-Éguas e Córrego Zavuvus. Outras 83 obras de menor porte foram realizadas pelas subprefeituras, como reformas de galerias, implantação de jardins de chuva e manutenção preventiva.
Além do trabalho da FGV, estudo da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), da USP, confirma que a cidade registrou entre 2023 e 2024 a menor relação entre volume de chuva e número de alagamentos desde o início da série histórica.
Mais investimentos
Em julho de 2024, a Prefeitura atualizou o Plano Diretor de Drenagem, que prevê 97 obras estruturantes, com investimentos de R$ 8,7 bilhões, além da intervenção em 53 mil metros de rios e córregos em 33 bacias hidrográficas.
As intervenções são baseadas em estudos técnicos e estratégicos elaborados em parceria com a Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica da USP. Os documentos avaliam riscos, propõem soluções e integram medidas estruturais, como túneis, galerias e reservatórios, a alternativas baseadas na natureza, como praças de infiltração, poços, pisos permeáveis e parques lineares.
Entre as soluções já adotadas estão reservatórios com função social, como o do córrego Paciência, que abriga um campo de futebol e um centro comunitário, e os reservatórios do córrego do Cordeiro, construídos sob praças públicas. Outros exemplos são a Praça de Infiltração da avenida Nove de Julho e os reservatórios do Ribeirão Perus, na Zona Norte.
A Prefeitura também vem atuando em áreas de risco. Até abril de 2025, 91 obras foram concluídas e outras 19 estão em andamento. Desde 2024, a cidade conta com o Plano Municipal de Redução de Risco, uma ação intersecretarial que se aplica a todas as áreas do município.
Obra inovadora
Obra na Brasilândia – Foto: Divulgação/Prefeitura SP
A Prefeitura iniciou na Brasilândia (Zona Norte) a implantação de uma solução inédita contra enchentes: galerias pluviais com capacidade de reservar água da chuva. A obra, prevista para o primeiro semestre de 2026, vai beneficiar mais de 243 mil pessoas e receberá R$ 56,2 milhões em investimentos.
As duas galerias estão sendo construídas sob a avenida Manoel Bolívar, com 350 metros de extensão, oito de profundidade e capacidade para reter até 9,2 milhões de litros. O sistema foi projetado para evitar desapropriações e reduzir impactos no trânsito.
Após as chuvas, a água será liberada de forma gradual, evitando transbordamentos nos córregos Carumbé e Bananal. A intervenção inclui ainda nova pavimentação, bocas de lobo e poços de visita. O projeto, elaborado em parceria com a USP, integra o Plano Diretor de Drenagem da cidade.
Com investimento total de R$ 2 bilhões, o programa de recuperação de pontes e viadutos da Prefeitura de São Paulo concluiu intervenções em 134 estruturas entre 2021 e 2024. Atualmente, outras 130 seguem em obras, e há previsão de início de 21 novos projetos neste mês.
As obras envolvem desde a recuperação de fissuras e reforço de fundações até melhorias na drenagem e pavimentação. A iniciativa também estabelece uma rotina permanente de inspeções e manutenções preventivas, buscando prolongar a vida útil das estruturas e reduzir os custos com reparos emergenciais.
Segundo a Prefeitura, as intervenções seguem critérios técnicos de priorização e contemplam as chamadas Obras de Arte Especiais (OAEs) do município. Cada projeto passa por avaliação prévia da estrutura antes da execução dos reparos, que incluem troca e manutenção de estacas, vigas, pilares e demais componentes essenciais.
Obras de abril
Viaduto Honestino Monteiro Guimarães
Viaduto Frederico Eduardo Mayr
Ponte Transamérica
Viaduto Santo Amaro
Viaduto dos Bandeirantes
Viaduto Deputado Ulysses Guimarães
Viaduto Dona Mora Guimarães
Viaduto Guadalajara
Viaduto Washington Luiz
Viaduto Eng. Orlando Murgel
Viaduto Antártica
Viaduto Deputado Antônio Sylvio Cunha Bueno
Viaduto Dona Matilde
Viaduto Capitão Pacheco Chaves
Viaduto São Carlos
Viaduto Nove de Julho
Viaduto Jacareí
Viaduto do Café
Viaduto Eng. Alberto Badra (Viaduto Aricanduva)
Viaduto Antônio Abdo
Viaduto Comendador Elias Nagib Breim
Monitoramento
Desde outubro de 2023, a Prefeitura de São Paulo implantou um sistema remoto de monitoramento para pontes e viadutos da cidade. Operado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), o sistema acompanha 945 estruturas em tempo integral e tem permitido respostas mais rápidas em casos de anomalias.
O monitoramento é feito por uma Central de Gestão e Visão Situacional que reúne diferentes tecnologias, como imagens de satélite, videomonitoramento, drones, scanner a laser, sistema de informação geográfica, modelagem em BIM e acompanhamento de notícias e redes sociais.
A ferramenta permite identificar movimentações e danos estruturais com maior precisão, reduzindo deslocamentos desnecessários de equipes técnicas.
Em fevereiro deste ano, o sistema detectou danos no pontilhão da Rua Castelo do Piauí, em Itaquera. A estrutura foi interditada após vistoria e passa por obras de recuperação.
Em setembro de 2024, o sistema também registrou o incêndio no Viaduto Condessa de São Joaquim, sobre a Avenida 23 de Maio. Em outro episódio, em maio do mesmo ano, o monitoramento indicou movimentações próximas à Ponte Eusébio Matoso, na Marginal Pinheiros. Técnicos concluíram que se tratava de interferências causadas por obras no entorno.
O sistema tem sido apresentado a outras instituições públicas. Em abril, representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) visitaram a central de monitoramento da capital.
O modelo foi reconhecido por empresas do setor de tecnologia. Em junho, a Siurb deve receber o prêmio Smart Cities Innovation, na categoria Infraestrutura Urbana, em evento previsto para ocorrer em Las Vegas, nos Estados Unidos.
A Prefeitura de São Paulo iniciou na quarta-feira (7) obras no centenário Viaduto Santa Ifigênia, no centro da cidade.
A gestão municipal diz que o espaço continuará com as características icônicas, como o piso em mosaico — implementado por volta de 1978, após a transformação da via em calçadão e o fechamento para o tráfego de veículos, informa reportagem publicada pelo Estadão.
A estimativa é de que a obra se estenda ao menos até agosto, com custo de R$ 6,5 milhões. O fluxo de pedestres está parcialmente liberado durante os trabalhos.
Projeto prevê manter características do calçamento, que apresentava lacunas no mosaico de pastilhas – Foto: Taba Benedicto/Estadão
Segundo a Prefeitura, um laudo apontou problemas de segurança no viaduto, com fissuras, infiltrações e corrosões em parte da estrutura metálica (a chamada “armadura”), que comprometem a integridade da construção. “Essas medidas são essenciais para a segurança e a funcionalidade do viaduto a longo prazo”, destacou em comunicado.
A obra envolve a reconstrução e impermeabilização da laje, a recuperação dos revestimentos e o restauro do calçamento. O piso estava com lacunas pela falta de parte das pastilhas cerâmicas há anos, as quais serão repostas por unidades “idênticas às atuais”, de acordo com a gestão municipal.
A impermeabilização visa, por exemplo, a evitar novas infiltrações e, consequentemente, prevenir danos estruturais, diante da constatação de problemas no sistema de drenagem e na vedação das juntas. “Já a base será regularizada para garantir uma fundação sólida e duradoura”, acrescenta a publicação oficial.
A Prefeitura de São Paulo entregou na última quarta-feira (19) um conjunto de obras contra enchente na avenida Santa Marina, na Água Branca, zona oeste. Além de uma nova galeria de águas pluviais, foram feitas novas guias, sarjetas e calçadas. O investimento total foi de R$ 31.865.813,60. As intervenções foram iniciadas em janeiro deste ano.
Os alagamentos começaram a afetar a via no início de 2022. Segundo a Prefeitura, a obra foi feita com um método inovador, que evitou a interdição da Marginal Tietê. O trabalho foi realizado por baixo da via. Foram 450 metros na primeira etapa e depois, na segunda, mais 200 metros de novas galerias. O objetivo é acabar com alagamentos no local.
Mapeamento
A Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB), em conjunto com a Subprefeitura Lapa, realizou um mapeamento na região e, em janeiro, deu início à substituição de toda a tubulação. Além da substituição, foi feita a recomposição do pavimento.
A estimativa é de que cerca de 75 mil pessoas sejam impactadas diretamente por essa intervenção, beneficiando especialmente os moradores da Água Branca e dos bairros vizinhos, como Barra Funda e Lapa.
A Prefeitura de São Paulo tem uma previsão orçamentária de R$ 650 milhões para investimento na recuperação e manutenção de pontes e viadutos na cidade. O objetivo é concluir 300 obras até o fim de 2024, superando as expectativas do Programa de Metas 2021-2024.
Iniciado em novembro de 2018, a iniciativa busca, segundo a Prefeitura, estabelecer uma cultura de inspeções rotineiras e manutenções preventivas, visando à integridade e prolongamento da vida útil das estruturas.
A atual gestão municipal informa também que ligações importantes em todas as regiões da cidade não haviam passado por avaliações aprofundadas nem por manutenção preventiva.
Um exemplo foi identificado no Viaduto General Olímpio da Silveira, localizado na avenida Pacaembu, na zona oeste. Construído em 1939, a estrutura apresentou problemas devido a impactos causados por acidentes, resultando na proibição do tráfego de caminhões e no início das obras de recuperação em 2019, que estão agora em fase final.
Obras de reforço e recuperação estrutural de outros viadutos e pontes importantes da cidade também estão em etapa de finalização, com investimento direto de R$ 62,8 milhões. Novas tecnologias, como a utilização da fibra de carbono nos reforços, proporcionam maior resistência às estruturas sem aumentar o peso, de acordo com a Prefeitura.
Plataformas suspensas (QuickDeck) também foram instaladas para executar os trabalhos sob os tabuleiros dos viadutos e pontes, evitando a necessidade de interdições em vias importantes.
Para correção de fissuras no pavimento, estão sendo usados juntas asfálticas, resina epóxi e pó de quartzo. O programa abrange ainda túneis, nos quais obras emergenciais já foram concluídas e a contratação de vistorias estão em andamento para inspecionar 29 túneis e passagens subterrâneas.
Até o momento, foram investidos R$ 264 milhões. Para a próxima etapa do programa, a Prefeitura lançou licitações para 53 obras em vias estratégicas, incluindo a Ponte Bernardo Goldfarb, o Viaduto Incinerador Vergueiro, a Ponte Vitorino Goulart, o Viaduto Santa Efigênia e a Passarela Professor Dr. Emílio Athié. Atualmente, há 28 obras simultâneas em andamento e outras 215 em processo de contratação.
Balanço da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) repassado ao Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo mostra que o número de ocorrências causadas pelas chuvas vem caindo na Capital.
Durante a operação Chuvas de Verão, que vai de dezembro a abril, foram registradas 958 ocorrências de alagamentos em 2020. Em 2021, foram 682 e, em 2022, 490. Até o fim de janeiro deste ano, quando a operação ainda estava em andamento, foram contabilizadas 230 ocorrências de alagamentos.
Para combater enchentes, São Paulo conta com cerca de 60 estruturas, que incluem piscinões e polders (estações de bombeamento) — e novas intervenções estão sendo realizadas nas áreas de limpeza, manutenção nos sistemas de macro e microdrenagem e de proteção na contenção de encostas e estabilização de terrenos, especialmente em áreas de risco.
No momento, período mais seco do ano, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) mantém 51 obras de drenagem, entre elas estão a construção de novos piscinões e canalizações e a recuperação de galerias, margens e muros de arrimo em córregos.
Obras
Para combater enchentes na região do Ribeirão Perus a Prefeitura afirma que serão construídos quatro piscinões, 1,1 quilômetro de canalização do córrego e três pontes, obras com reflexos nos bairros de Vila Caiuba, Vila Inácio, Vila Perus, Recanto dos Humildes e Jardim Adelfiore. Cerca de 146 mil pessoas devem ser beneficiadas, de acordo com a administração municipal. O investimento é de R$ 130 milhões.
Com mais R$ 25 milhões, duas novas galerias, com 300 metros de extensão cada, estão sendo construídas sob a avenida Manoel Bolívar para melhorar a capacidade do sistema de drenagem no Jardim Carombé.
Também estão sendo feitos seis novos reservatórios para contenção de cheias: quatro deles estão na bacia do Ribeirão Perus, um na bacia do Morro do S e um no Córrego Antonico (realização em parceria com o Governo do Estado).
Outros R$ 179 milhões para a canalização do córrego Água dos Brancos e ações no Capão Redondo, Campo Limpo, Vila Andrade e Jardim São Luís devem ajudar 870 mil pessoas. A previsão de conclusão é para maio de 2025. Em Itaquera, mais de 124 mil moradores devem ser atendidos com as obras de contenção do córrego Jacupeval.
Inteligência artificial
Para monitorar os piscinões e as condições climáticas, são empregados sistemas inteligentes como o Urano, em operação desde o verão de 2021. Ele permite a previsão de eventos meteorológicos extremos (como chuvas intensas e ventos fortes) a partir da integração com instrumentos de superfície do Sistema de Alertas a Inundações de SP (Saisp) e do CGE.
No Centro de Controle Operacional, o monitoramento é feito por uma equipe em turnos alternados e ocorre 24 horas por dia, de domingo a domingo. Além de possibilitar o cruzamento de dados para calcular as probabilidades de alagamentos, inundações, queda de árvores e deslizamentos, Urano também centraliza o acompanhamento do armazenamento de água dos piscinões, drenagem e escoamento da água, realizado por sensores nos reservatórios e túneis.
M´Boi Mirim é a região com mais vias em recuperação pelo programa de recapeamento da Prefeitura de São Paulo. Dos 61 trechos em recuperação, dez (veja relação abaixo) estão no bairro da zona sul, de acordo com balanço divulgado pela gestão municipal na semana passada.
Somando as áreas já concluídas, em execução e as contratadas, o programa ultrapassou 7 milhões de metros quadrados. Desde o dia 20 de junho, início do programa, os 221 trechos finalizados correspondem a cerca de 4,9 milhões de metros quadrados.
Entre os critérios considerados para a escolha dessas vias estão o volume de tráfego e a deterioração do pavimento existente, demanda de transporte coletivo sobre pneus, histórico de operação de conservação de pavimentos viários, além de outras demandas da própria comunidade.
Após o serviço finalizado pelo programa de conservação e manutenção da malha viária, as vias entram no cronograma da CET para sinalização. Todas as previsões de entrega foram cumpridas e o tempo de execução, em média de 120 dias, abreviado em grandes avenidas, segundo a Prefeitura.
Vias em execução no M´Boi Mirim:
rua Agamenon Pereira da Silva – Trecho compreendido entre a Estrada do M’Boi Mirim e a Rua Manuel Vítor de Jesus.
avenida Professor Mário Mazagão – Trecho compreendido entre a Estrada da Baronesa e a Rua José Strano. Início: 20/04/2023.
Estrada do M’Boi Mirim – Trecho 1 – Trecho compreendido entre a Avenida Comendador Sant’Anna até a Rua da Olária. Início: 04/05/2023.
Estrada da Baronesa – Trecho 1 – Trecho compreendido entre a Estrada do Guavirutuba até a Estrada do M’Boi Mirim. Início: 05/05/2023.
rua Mário Totta – Trecho compreendido entre a Rua Garcia de Orta até a Rua Martins Sarmento. Início: 08/05/2023.
rua Roberto Selmi-Dei – Trecho compreendido entre a Estrada do M’Boi Mirim até a Rua João Ferreira da Silva. Início: 08/05/2023.
rua Paolo Porpora – Trecho compreendido entre a Rua Álvaro Ferreira até a Rua João de Almada. Início: 09/05/2023.
rua Manuel Vieira Sarmento – Trecho compreendido entre a Rua Pedro Sardinha até a Praça Doutor Mário Saraiva de Andrade. Início: 09/05/2023.
rua Cabral do Nascimento – Trecho compreendido entre a Av. Nova Arcádia até o Fim da Via. Início: 09/05/2023.
rua Deocleciano de Oliveira Filho – Trecho compreendido entre a Rua Mercedes Nasser Sabbag até o Fim da Via. Início: 15/05/2023.