Balanço aponta queda no número de enchentes na Capital
Balanço da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) repassado ao Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo mostra que o número de ocorrências causadas pelas chuvas vem caindo na Capital.
Durante a operação Chuvas de Verão, que vai de dezembro a abril, foram registradas 958 ocorrências de alagamentos em 2020. Em 2021, foram 682 e, em 2022, 490. Até o fim de janeiro deste ano, quando a operação ainda estava em andamento, foram contabilizadas 230 ocorrências de alagamentos.
Para combater enchentes, São Paulo conta com cerca de 60 estruturas, que incluem piscinões e polders (estações de bombeamento) — e novas intervenções estão sendo realizadas nas áreas de limpeza, manutenção nos sistemas de macro e microdrenagem e de proteção na contenção de encostas e estabilização de terrenos, especialmente em áreas de risco.
No momento, período mais seco do ano, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) mantém 51 obras de drenagem, entre elas estão a construção de novos piscinões e canalizações e a recuperação de galerias, margens e muros de arrimo em córregos.
Obras
Para combater enchentes na região do Ribeirão Perus a Prefeitura afirma que serão construídos quatro piscinões, 1,1 quilômetro de canalização do córrego e três pontes, obras com reflexos nos bairros de Vila Caiuba, Vila Inácio, Vila Perus, Recanto dos Humildes e Jardim Adelfiore. Cerca de 146 mil pessoas devem ser beneficiadas, de acordo com a administração municipal. O investimento é de R$ 130 milhões.
Com mais R$ 25 milhões, duas novas galerias, com 300 metros de extensão cada, estão sendo construídas sob a avenida Manoel Bolívar para melhorar a capacidade do sistema de drenagem no Jardim Carombé.
Também estão sendo feitos seis novos reservatórios para contenção de cheias: quatro deles estão na bacia do Ribeirão Perus, um na bacia do Morro do S e um no Córrego Antonico (realização em parceria com o Governo do Estado).
Outros R$ 179 milhões para a canalização do córrego Água dos Brancos e ações no Capão Redondo, Campo Limpo, Vila Andrade e Jardim São Luís devem ajudar 870 mil pessoas. A previsão de conclusão é para maio de 2025. Em Itaquera, mais de 124 mil moradores devem ser atendidos com as obras de contenção do córrego Jacupeval.
Inteligência artificial
Para monitorar os piscinões e as condições climáticas, são empregados sistemas inteligentes como o Urano, em operação desde o verão de 2021. Ele permite a previsão de eventos meteorológicos extremos (como chuvas intensas e ventos fortes) a partir da integração com instrumentos de superfície do Sistema de Alertas a Inundações de SP (Saisp) e do CGE.
No Centro de Controle Operacional, o monitoramento é feito por uma equipe em turnos alternados e ocorre 24 horas por dia, de domingo a domingo. Além de possibilitar o cruzamento de dados para calcular as probabilidades de alagamentos, inundações, queda de árvores e deslizamentos, Urano também centraliza o acompanhamento do armazenamento de água dos piscinões, drenagem e escoamento da água, realizado por sensores nos reservatórios e túneis.