A gestação de Graciete Maria da Silva chegou ao sexto mês e, no último exame de ultrassonografia, a família descobriu que está à espera da segunda menina, como torciam a mãe e sua filha mais velha, Jacqueline. O nome já está escolhido, Ana Clara, e o momento atual é de celebração. “É uma alegria muito grande”, comemora.
Aos 41 anos, Graciete é acompanhada pelo programa municipal Mãe Paulistana, que realiza cerca de 65 mil consultas de pré-natal a cada mês na cidade de São Paulo. A gestação também vem sendo acompanhada mensalmente pela reportagem do Estadão Expresso Bairros, desde a primeira consulta.
A última ida à UBS Jova Rural (na região do Jaçanã/Tremembé, na zona norte) ocorreu no fim de março. Na consulta, ela ouviu da médica que a gestação vem evoluindo conforme o esperado. “Tá tudo certo, graças a Deus. Ela pesou, mediu… Só a barriga que cresceu, tá enorme!”, descreve.
Com 24 centímetros de altura na 24ª semana de gravidez, a barriga tem as medidas adequadas para a idade gestacional. Segundo o programa Mãe Paulistana, o esperado é que a altura uterina corresponda às semanas gestacionais. A medida é iniciada por volta da 16ª semana e utilizada para avaliar o crescimento do bebê dentro do útero e a quantidade de líquido amniótico. Com uma fita métrica comum, mede-se do osso da região púbica até o fundo do útero — o que abrange todo o chamado “corpo uterino”.
6 meses de gestação
Ao se aproximar do fim do segundo trimestre de gestação, Graciete relata se sentir bem — e pretende dar início à fase de comprar roupinhas e demais artigos do enxoval. Na 25ª semana que passa dentro do útero, Ana Clara tem o tamanho aproximado de uma couve-flor. Já tem cabelos, seus olhos e ouvidos respondem à luz e aos sons e, com os alvéolos em desenvolvimento, ela consegue treinar o movimento de respiração, apesar de receber oxigênio pelo cordão umbilical.
Quem está gestando uma criança tem direito a realizar, no mínimo, seis consultas de pré-natal — uma no primeiro trimestre, duas no segundo e três no terceiro. No caso da vendedora Graciete Maria da Silva, de 41 anos, que é atendida pelo programa Mãe Paulistana, da Prefeitura de São Paulo, já foram realizadas três consultas médicas.
Graciete, que descobriu a gravidez com 11 semanas, está no quinto mês de espera por seu quinto filho. O pré-natal da vendedora, realizado na UBS Jova Rural (localizada na região do Jaçanã/Tremembé, na zona norte), é acompanhado mensalmente pela reportagem do Estadão Expresso Bairros.
O pré-natal busca garantir uma gravidez mais saudável, um parto seguro e esclarecer as dúvidas que possam surgir no período. Graciete considera que tem sido bem assistida nesse sentido: “É um atendimento adequado, eles têm me orientado muito bem”, conta.
Na consulta passada, realizada no dia 28 de fevereiro, ela recebeu orientações médicas para evitar ao máximo fazer esforços — principalmente por ter apresentado sangramentos ao longo dos primeiros meses. Hoje, eles já não acontecem mais, e no momento da última ida à UBS ela e a equipe puderam ouvir melhor o coração do bebê, antes com batimentos considerados “pequenininhos”. “Agora, deu para ouvir perfeitamente”, conta.
Cinco meses de gestação
A família ainda não sabe qual será o sexo do novo integrante. A torcida ainda é por uma menina, já que três dos filhos de Graciete são meninos. “Mas Deus é quem sabe de todas as coisas”, diz a mãe. Um novo exame de ultrassom será realizado antes da próxima consulta e deve colocar fim à dúvida.
Também foram solicitados exames como o de glicemia e uma análise de urina para diagnóstico de infecção urinária. O quadro é comum durante a gravidez, mas frequentemente não apresenta sintomas em gestantes.
Com 21 semanas de gestação, o comprimento cabeça-nádegas (medida que estima a idade gestacional) do bebê é de cerca de 27 centímetros. Suas pálpebras, sobrancelhas e unhas já estão formadas e ele pode escutar o que se passa no mundo exterior. Segundo o programa Mãe Paulistana, interagir com ele nessa fase é uma forma de criar vínculo e pode proporcionar a sensação de aconchego. O acompanhamento do programa é realizado nas 470 UBS da Capital.
A Prefeitura de São Paulo inaugurou no dia 23 de fevereiro o Serviço de Cuidados Prolongados (SCP) Álcool e Drogas Boracea, na Barra Funda, região central da cidade. Iniciativa pioneira no Brasil, 32 dependentes químicos recebem acolhimento e tratamento multidisciplinar no local atualmente.
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), no SCP são desenvolvidas atividades que vão de meditação, musicoterapia, terapia em grupo até arteterapia, além de atividades físicas e outras ferramentas destinadas a reinserir os pacientes na sociedade tanto do ponto de vista biopsicossocial como do econômico.
O serviço é oferecido no mesmo prédio onde funciona o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) AD 3 Boracea. O SPC possui dormitórios, consultórios, quadra para prática esportiva, sala de ambiência, sala de estar, sala de grupo e refeitório. A unidade tem capacidade para acolher de forma integral 39 pessoas por dia.
O SPC já atendeu 59 pessoas. Segundo a administração municipal, ele é o primeiro do Brasil e inova na forma de tratar a dependência química, ofertando cuidado integrativo e atendimento multiprofissional. O equipamento integra a rede do Programa Redenção e utiliza a metodologia do projeto terapêutico singular, com tratamento individualizado e elaborado para cada paciente. O Caps AD 4 Redenção, localizado em Campos Elíseos, também na região central, é a porta de entrada para o Serviço de Cuidados Prolongados.
De lá, o paciente é enviado ao Hospital Cantareira e, após a desintoxicação, tem a opção de participar do programa e ser encaminhado ao SCP, onde ficará por até 90 dias, prorrogáveis por mais 30, a depender do estabelecido no projeto terapêutico desenvolvido.
Até junho deste ano, a Prefeitura de São Paulo deve inaugurar um novo prédio para sediar a Unidade Básica de Saúde do Jardim Keralux, em Ermelino Matarazzo, na zona leste da Capital. Na rua Batuíra do Campo, o espaço terá dois andares e uma área de 1.100 metros quadrados – quase quatro vezes maior do que a atual.
Demanda de 20 anos da comunidade, a obra tem investimento de R$ 8,2 milhões, oriundo da parceria entre a Prefeitura e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A UBS do Jardim Keralux já integra a rede de saúde, mas agora funcionará em novo endereço e com infraestrutura mais moderna. Atualmente, a unidade está na rua Lucas Gonçalves, 13.
Farão parte da estrutura da UBS espaço para atendimento odontológico, salas para consultórios, de medicação, inalação, farmácia, coleta e aplicação de vacinas, acolhimento, curativos, gerência e administração. Também há a previsão de as equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF), formada por médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes de saúde, aumentarem de uma para quatro.
Os principais objetivos da construção são, justamente, ampliar e requalificar os serviços de saúde da família e de atendimento odontológico. Administrado pela Organização Social de Saúde Serviço Social de Construção Civil, o estabelecimento terá um custeio mensal calculado em cerca de R$ 500 mil.
Porta de entrada do cidadão ao Sistema Único de Saúde, a Capital tem 470 unidades básicas de saúde espalhadas pelas regiões da cidade. As unidades oferecem serviços como rastreamento preventivo de câncer de colo uterino e câncer de mama, teste do pezinho, tratamento e acompanhamento da tuberculose e hanseníase, entre outros.
A Prefeitura de São Paulo iniciou nesta segunda-feira (27) a vacinação contra a Covid-19 com o imunizante Pfizer bivalente. Os grupos elegíveis nesta etapa são os idosos acima de 70 anos de idade, além de pessoas com mais de 12 anos com imunossupressão, indígenas, residentes em Instituições de Longa Permanência e funcionários destes equipamentos da cidade de São Paulo.
Serão vacinados grupos prioritários que completaram o esquema básico ou que já receberam uma ou duas doses de reforço, respeitando o intervalo de quatro meses da dose mais recente recebida.
A Capital recebeu na quinta-feira (23), 542.652 doses do imunizante, para essa nova fase da campanha nacional de vacinação. A Pfizer bivalente oferece cobertura contra a variante ômicron.
A vacinação contra a Covid-19 ocorre nas Unidades Básicas de Saúde e nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBS Integradas, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados, nas AMAs/UBSs integradas, também das 7h às 19h.
Caso existam doses remanescentes da vacina Pfizer bivalente próximo ao final das atividades diárias nas unidades, os idosos acima de 60 anos poderão receber o imunizante, desde que sejam moradores da região da UBS. Para inscrição prévia, é necessário apresentar comprovante de endereço.
Balanço
Até o momento, a gestão municipal aplicou 37.401.959 doses da vacina contra a Covid-19. Entre adultos, a cobertura vacinal está em 110,9% para primeira dose (D1), 107,9% para segunda dose (D2), 86,5% para primeira dose de reforço e 50,8% para segunda dose de reforço.
Entre adolescentes de 12 a 17 anos, a cobertura vacinal está em 117,2% para D1, 108,4% para D2 e 60% para primeira dose de reforço. Em crianças de 5 a 11 anos, a cobertura vacinal contra a Covid-19 está em 100,5% para D1, 84,4% para D2 e 4,1% para a dose de reforço. Em crianças de 3 e 4 anos, a cobertura vacinal está em 62,2% para D1 e em 32,5% para D2. Já nas crianças de 6 meses a 2 anos, 11 meses e 29 dias, a cobertura vacinal está em 17,4% para D1 e 4,3% para D2.
Cerca de 65 mil consultas de pré-natal são realizadas mensalmente na cidade de São Paulo pelo programa municipal Mãe Paulistana, que atende 49 mil gestantes. A reportagem do Estadão Expresso Bairros vai acompanhar, mês a mês, todos os passos de uma dessas jornadas. Descreveremos as etapas dos atendimentos da vendedora Graciete Maria da Silva, de 41 anos, do início da gestação até depois do parto.
Com 11 semanas de gravidez, ela passou pela primeira consulta de pré-natal no início de dezembro, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Jova Rural. Graciete nasceu em Pernambuco e mora com a família no bairro Jaçanã, na zona norte. Sua filha mais velha, Jacqueline, tem 24 anos. O caçula é Davi, de 7, o primeiro concebido com a assistência integral do Mãe Paulistana. Matheus tem 20 e Gabriel, 18.
A confirmação da quinta gravidez veio com um exame na própria unidade de saúde e foi recebida com surpresa, mas, agora, a família já sonha com o novo integrante: “Estamos esperando, eu e minha filha, que seja mais uma menina, porque só tem ela, né?”, diz.
Depois do exame de gravidez, ela realizou testes rápidos para sífilis, HIV e hepatite e já começou a fazer parte do programa Mãe Paulistana.
“Você faz tudo (os testes rápidos) na hora, daí faz a entrevista, você conta como se sentiu no último parto, eles anotam, medem a gente, tiram a pressão, pesam, veem tudo direitinho. É bem tranquilo”, lembra Graciete.
Ao longo do pré-natal, as gestantes recebem vacinas contra doenças como difteria, tétano, coqueluche, hepatite e influenza e passam por pelo menos seis consultas — mensais até a 32ª semana, quinzenais até a 36ª semana e em intervalos menores a partir daí, de acordo com avaliação médica. A futura mãe também pode contar com transporte gratuito para se locomover até as consultas e exames, garantido pelo Bilhete Único Mãe Paulistana, e, em caso de gravidez de risco, tem à disposição uma central telefônica no Mãe Paulistana Digital e atendimento especializado no aplicativo e-saúdeSP.
O acompanhamento é realizado nas 470 UBS da capital e não termina na hora do parto: além de receber um kit enxoval e realizar o teste do pezinho ampliado, a criança tem automaticamente direito a uma vaga na creche e transporte gratuito para as consultas na UBS no primeiro ano de vida.
Graciete, que realizou o pré-natal pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as suas gestações, relata que percebeu mudanças na política de assistência a gestantes ao longo do tempo. “Tomara que melhore a cada ano, para as pessoas que mais precisam. Estou confiando no Senhor que vai dar tudo certo”, conclui.
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Iniciativa do Polo de Processo Transexualidor do Hospital Dia Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, recebeu em dezembro o Selo de Direitos Humanos e Diversidade, honraria concedida pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.
Por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o polo oferece atendimento a pessoas trans (acolhimento, nome social, processo transexualizador e encaminhamento à cirurgia de afirmação de gênero). O selo reconhece iniciativas e práticas de inclusão e diversidade em organizações públicas, privadas e do terceiro setor. Em 2022, foram inscritas 313 iniciativas em 12 categorias.
O polo do Campo Limpo foi reconhecido na categoria LGBTQIAP+. Desde 2019, o serviço já realizou cerca de mil atendimentos (médico, equipe multiprofissional e aplicação medicamentosa). Para ter acesso, basta solicitar encaminhamento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).
“No processo transexualizador, são várias as estratégias – biomédicas ou não – utilizadas para lidar com o sofrimento causado pela incongruência de gênero. A rede está sendo fortalecida e os profissionais de saúde sendo sensibilizados com relação às especificidades dessa população”, afirma a diretora de Saúde Integral da População LGBTQIA+ da Secretaria Executiva de Atenção Básica Especialidades e Vigilância em Saúde, Tania Correa de Souza.
O Polo Transexualizador do Hospital Dia Campo Limpo é uma das unidades da Rede de Atenção à Saúde Integral de Pessoas Travestis e Transexuais (Rede Sampa Trans).
Quatro hospitais municipais da Capital figuram no ranking dos “Melhores hospitais públicos do Brasil 2022”, premiação promovida pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Instituto Ética Saúde (IES) e a Organização Nacional de Acreditação (ONA).
Da zona sul, entraram para o ranking dos 40 melhores o Hospital M’Boi Mirim – Dr. Moysés Deutsch, no Jardim Ângela, e o Dr. Gilson de Cássia Marques de Carvalho, na Vila Mascote (Subprefeitura Jabaquara), respectivamente na 11ª e 13ª posição.
Participaram da avaliação 136 hospitais públicos de 11 estados brasileiros, que possuem acreditação de nível três de excelência da ONA — em que o estabelecimento cumpre ou supera os padrões de Excelência em Gestão da organização — ou têm certificação de qualidade plena em nível internacional.
Sobre os premiados
O Hospital M’Boi Mirim – Dr. Moysés Deutsch foi inaugurado em 2008 e é referência no atendimento hospitalar de mais de meio milhão de pessoas na região do M’boi Mirim, composta pelos bairros do Jardim Ângela, Jardim São Luiz e arredores. Criado pela Prefeitura de São Paulo, tem atendimento exclusivo à rede do Sistema Único de Saúde (SUS) e é gerido por uma Organização Social de Saúde (OSS), a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.
O foco do hospital, que atua de forma integrada com as 31 unidades de atenção primária da região, é o atendimento de urgências, emergências, cirurgias eletivas e assistência ao parto. Suas instalações contam com um heliponto, que facilita o transporte de vítimas socorridas pelos bombeiros e pela polícia; laboratório clínico e de exames de imagem e atendimento nas especialidades de Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ortopedia, Ginecologia e Obstetrícia e Psiquiatria. No início da pandemia, a unidade teve o pronto-socorro direcionado para atendimento exclusivo de pacientes com Covid-19.
Com mais de 2 mil colaboradores e 240 leitos, o Hospital M’boi Mirim possui 100 placas solares que aquecem parcialmente suas caldeiras e as janelas dos quartos e das extremidades foram pensadas para aproveitar a iluminação natural. Além disso, a área externa conta com materiais para aumentar a permeabilidade da água da chuva no solo.
Na Vila Mascote, o Hospital Municipal Dr. Gilson de Cássia Marques de Carvalho – Vila Santa Catarina é uma unidade de alta complexidade administrado por um convênio entre o Ministério da Saúde, a OSS Albert Einstein e a Prefeitura Municipal de São Paulo. Segundo a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, responsável pela gestão, são cerca de R$ 210 milhões disponibilizados para a operação do hospital a cada ano.
Inaugurada em 2015, a instituição conta com 115 leitos de internação clínica e cirurgia oncológica, 40 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 23 consultórios, além de ter capacidade ambulatorial para atender cerca de 10 mil pacientes por mês. Serviços de diagnóstico clínico e de imagem também estão disponíveis no local, com exames como endoscopia, ultrassonografia, mamografia, ecocardiografia, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética.
Entre os destaques dos serviços de atendimento prestados estão a realização de pré-natal de gestações de alto risco; cuidado de pacientes pediátricos graves, como bebês prematuros de baixo peso e pacientes transplantados ou oncológicos; hemodiálise aguda pediátrica; acompanhamento ambulatorial de pacientes transplantados e na fila de espera para o procedimento; transplantes de fígado e rins e o atendimento de cerca de 188 novos casos oncológicos por mês, de acordo com a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.
Na cidade de São Paulo, também estão no ranking o Hospital Infantil Menino Jesus, em 14º lugar; e o Hospital Cidade Tiradentes, também voltado para o atendimento infantil, na 20ª posição.