30 maio 2026 em Cultura
Pesquisa da FGV aponta aprovação de 99% do público e impacto econômico com geração de empregos, renda e arrecadação tributária
A Virada Cultural 2026 reuniu 4,8 milhões de pessoas em diferentes regiões da capital paulista e movimentou R$ 1,1 bilhão na economia da cidade ao longo do fim de semana. Os dados são de pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), encomendada pela Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.
O levantamento também aponta alto índice de aprovação do público. Segundo o estudo, 99% dos entrevistados afirmaram que recomendariam a Virada Cultural para amigos e familiares, enquanto 94,8% demonstraram intenção de retornar na próxima edição. Entre aqueles que já conheciam o evento, 93,4% avaliaram a edição de 2026 como melhor ou igual à anterior.
A pesquisa ouviu 1.600 pessoas durante os dois dias do evento, em todas as regiões da cidade, e analisou a percepção sobre a programação, impacto turístico, fidelização do público e efeitos econômicos da Virada.
De acordo com a FGV, 84,4% dos entrevistados classificaram a programação como ótima ou boa. Entre os turistas ouvidos pela pesquisa, 84,8% afirmaram que a Virada Cultural foi o principal motivo da viagem a São Paulo durante o período do evento.
O modelo descentralizado da programação também recebeu aprovação do público. Segundo o levantamento, 94,6% dos entrevistados consideram positiva a realização de atrações culturais fora da região central da cidade. Com atividades espalhadas por diferentes bairros, a Virada ampliou o acesso à programação em todas as regiões da capital.
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Quero receber!O perfil do público identificado pela pesquisa aponta predominância de adultos jovens. Pessoas entre 26 e 35 anos representam 32,1% dos entrevistados, seguidas pela faixa entre 18 e 25 anos, com 27%. A distribuição por gênero foi equilibrada, com 50,3% de homens e 48% de mulheres. Em relação à escolaridade, 43,2% possuem ensino superior completo e 11,1% têm pós-graduação.
Na faixa de renda familiar, 34,3% dos entrevistados declararam renda mensal entre R$ 2.500 e R$ 5.000. Outros 23% possuem renda entre R$ 5.000 e R$ 10.000, enquanto 22,2% informaram renda entre R$ 10.000 e R$ 15.000.
Além dos indicadores de aprovação, a pesquisa aponta que a Virada Cultural gerou R$ 435,6 milhões em renda, cerca de 20 mil postos de trabalho e R$ 177 milhões em tributos municipais, estaduais e federais. O impacto econômico do evento também contribuiu com R$ 409 milhões para o Produto Interno Bruto (PIB) da cidade.
“Estou honrado por participar da Virada Cultural pela primeira vez. Ver o Vale (do Anhangabaú) lotado foi emocionante demais”, afirmou Seu Jorge, cantor e ator.
Sustentabilidade e geração de renda
O evento também registrou impacto socioambiental durante os dois dias de programação. A Central de Reciclagem instalada no Largo Paissandu coletou 4 toneladas de materiais recicláveis, entre alumínio, plástico, vidro e papelão.
A operação funcionou 24 horas por dia e mobilizou 165 catadores e catadoras nos arredores dos principais palcos da região central, como Anhangabaú, República, São João e Largo do Arouche. Além da destinação correta dos resíduos, a ação gerou renda aos trabalhadores, que receberam diária de R$ 250, alimentação e equipamentos de proteção.
A iniciativa foi realizada pela Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat), em parceria com o Instituto Rede Cata Sampa, com apoio da Prefeitura de São Paulo.