23 julho 2026 em Meio Ambiente

Prefeitura de São Paulo prioriza áreas com menor cobertura vegetal e reforça a proteção ambiental

A cidade de São Paulo recebeu 480.108 árvores entre 2021 e junho de 2026. A iniciativa da Prefeitura ajuda a reduzir as ilhas de calor, melhorar a drenagem urbana, ampliar a biodiversidade e preparar a capital para os efeitos das mudanças climáticas. Os exemplares foram distribuídos por ruas, parques, praças e áreas de recuperação ambiental.

Desde o início de 2025, foram plantadas 194.938 mudas, com prioridade para regiões com menor cobertura vegetal. Atualmente, mais de 50% do território paulistano possui cobertura vegetal, um dos maiores índices entre as grandes metrópoles do mundo.

Desde 2021, foram inaugurados 16 parques municipais e 16 bosques urbanos. Outras 51 áreas verdes particulares foram declaradas de utilidade pública. Com as medidas, aproximadamente 26% do território municipal passará a contar com algum tipo de proteção ambiental.

Plantio acelerado

O maior volume de plantios da série foi registrado em 2025, com 155.018 árvores — quase cinco vezes o total de 2021, quando foram plantadas 32.903 mudas.

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Entre janeiro e junho de 2026, outras 39.920 árvores foram incorporadas à cobertura vegetal da cidade. Com isso, o número de exemplares plantados desde o início de 2025 chegou a 194.938.

As subprefeituras que mais receberam árvores desde 2021 foram Perus, com 45.279 exemplares, Capela do Socorro, com 38.940, e Butantã, com 38.296.

Planejamento

Os plantios seguem as diretrizes do Plano Municipal de Arborização Urbana (PMAU), que orienta o planejamento, a implantação e o manejo da vegetação em toda a cidade.

Entre as 170 ações previstas está a elaboração dos Planos Regionais de Arborização Urbana para as 32 subprefeituras. O objetivo é direcionar os plantios às regiões com menor cobertura de copa e menor disponibilidade de áreas verdes por habitante.

A escolha das espécies prioriza árvores nativas da Mata Atlântica encontradas naturalmente no município, o que fortalece a biodiversidade e a conexão com os remanescentes florestais da região.

Antes de cada plantio, equipes técnicas avaliam as características do local, como a largura das calçadas, a presença de redes de infraestrutura e o espaço disponível para o desenvolvimento da árvore. A espécie mais adequada é definida a partir dessa análise.

Outras iniciativas também buscam ampliar e qualificar a cobertura vegetal, como o Inventário da Arborização Urbana, iniciado em 2025, a Campanha Permanente de Incentivo à Arborização, o programa Bosques Urbanos, o Programa PSA Mananciais, as declarações de utilidade pública para proteção ambiental, as Vagas Verdes e os Jardins de Chuva.

Benefícios

Além de amenizar os efeitos das altas temperaturas, as árvores ajudam a reduzir os impactos das chuvas intensas. As copas diminuem a velocidade do escoamento da água e aliviam a pressão sobre os sistemas de drenagem. As áreas permeáveis, por sua vez, favorecem a infiltração da água no solo.

A arborização também contribui para a formação de corredores ecológicos e oferece abrigo, alimento e locais de reprodução para aves, insetos polinizadores, morcegos e pequenos mamíferos.