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Traz também informações de utilidade pública emitidas pelos diversos órgãos da Prefeitura da Cidade de São Paulo.
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utilidade pública emitidas pelos diversos órgãos da Prefeitura da Cidade de São Paulo.
A Guarda Civil Metropolitana, da Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) de São Paulo, desenvolve o Projeto Cinoterapia, no qual oito cães atuam como facilitadores no processo terapêutico de pacientes das alas de geriatria e oncologia.
Os cães visitam quinzenalmente o Hospital do Servidor Público Municipal, no bairro da Aclimação, zona sul da capital. Cada sessão dura em média uma hora. A pasta informou que até setembro de 2023 foram assistidos 1.440 pacientes no total.
Um Guarda Civil Municipal conduz o cão-terapeuta, selecionado e treinado desde filhote no canal da GCM para ser sociável. Atualmente, oito cachorros participam do projeto:
Balder – macho, 4 anos, labrador
Hanna – fêmea, 3 anos, labrador
Roma – fêmea, 7 anos, pastor-alemão preto
Zahra – fêmea, 4 anos e 6 meses, border collie
Skye – fêmea, 2 anos, pastor-belga Groenendael
Uri – macho, 2 anos e meio, pastor-holandês
Beka – fêmea, 1 ano, pastor-belga Malinois
Saroo – macho, 6 anos, SRD (sem raça definida)
A Subinspetora Patricia Cerqueira, treinadora dos cães, explica que a seleção é feita até os cinco meses e leva em conta características como docilidade e tranquilidade. Só depois de identificadas características adequadas é que se conclui que o cão está apto.
O treinamento dura seis meses, mas durante esse período o cão é socializado e levado ao hospital para se ambientar. Os novatos acompanham os cães mais experientes. Em geral, as visitas são feitas com três cães-terapeutas. O GCM que conduz o cão também passa por capacitação.
Também há um protocolo a ser seguido para o cão entrar no hospital. Eles são apresentados em perfeita condição de saúde e higiene, com banho, profilaxia dentária, controle de pulgas e carrapatos, bem como com a pelagem rasqueada para evitar queda de pelo. Os condutores usam máscaras.
Todo condutor deve higienizar as patinhas a cada leito visitado. Muitos pacientes não conseguem sentar, então o cão é ensinado a ficar “em pé”, apoiar a pata no braço do condutor e encostar a cabeça próxima à mão do paciente.
Benefícios
A subinspetora diz que há benefícios no humor, cognição, comunicação, coordenação motora e nas relações interpessoais. “É nítida a alegria quando o cão entra, começam a sorrir, a conversar. Os cães tornam o processo da internação menos doloroso. Os médicos também observam avanços. Uma pessoa com dificuldade motora se esforça para tocar no cão e, às vezes, consegue fazer movimentos que com a fisioterapia não consegue”, conta.
Nas escolas
O projeto também é levado às escolas municipais de ensino infantil e fundamental, onde, além de promover o contato com o cão, a equipe faz uma apresentação socioeducativa, explicando a importância de respeitar os animais, quais alimentos não devem ser oferecidos e a forma correta de tratá-los.
A Prefeitura de São Paulo decretou ponto facultativo, suspendeu o rodízio municipal de veículos e determinou operação especial no transporte público por ônibus devido à greve de trabalhadores do Metrô, CPTM e Sabesp nesta terça-feira (3).
Está mantido o funcionamento de escolas e creches, unidades de saúde, serviços de segurança urbana, de assistência social, do serviço funerário, além de outras unidades cujas atividades não possam sofrer descontinuidade.
Ônibus De acordo com a Secretaria Executiva de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) e a SPTrans, a manutenção da frota total durante todo o dia visa a amenizar os transtornos causados à população, considerando que um ônibus de grande porte tem capacidade para transportar 170 passageiros, enquanto um trem transporta mais mil pessoas a cada viagem.
Os técnicos SPTrans acompanharão a movimentação dos passageiros nas linhas municipais nesta terça-feira. A SPTrans também solicitou às concessionárias que deem apoio no atendimento aos passageiros nas ruas da cidade.
A SPTrans também ampliou o itinerário de 26 linhas municipais de ônibus, para permitir que os passageiros consigam chegar mais próximo de locais com maior concentração de comércio e serviços. A SPTrans irá reforçar ainda a Linha 5110/10 que faz trajeto similar ao do monotrilho da Linha 15-Prata, informa a Prefeitura.
Linhas estendidas da estação do Metrô Corinthians-Itaquera até o Metrô Tatuapé:
Linhas estendidas da Estação CPTM Guaianases até o Metrô Carrão:
2004/10 Jd. Nsa. Sra. Do Caminho – CPTM Guaianases
2009/10 Jd. Robru – CPTM Guaianases
2059/10 São Miguel – CPTM Guaianases
2202/10 Jd. Das Oliveiras – CPTM Guaianases
3026/10 Vl. Iolanda Ii – CPTM Guaianases
3064/10 Cid. Tiradentes – CPTM Guaianases
Linhas estendidas da estação Metrô Tucuruvi até o Metrô Luz:
1705/10 Jd. São João – Metrô Tucuruvi
1705/51 Cem. Pq. Da Cantareira – Metrô Tucuruvi
1709/10 Jd. Joana D’arc – Metrô Tucuruvi
1709/21 Jd. Joamar – Metrô Tucuruvi
1720/21 Vila Sabrina – Metrô Tucuruvi
1722/10 Jd. Marina – Metrô Tucuruvi
Linha estendida entre Metrô Jardim São Paulo até Metrô Santana:
178Y/10 Vila Amélia – Metrô Jardim São Paulo
Linhas que serão reforçadas:
As linhas abaixo terão suas frotas reforçadas, por operarem em trechos estratégicos para a cobertura dos eixos metroviários.
106A/10 Metrô Santana – Itaim Bibi
107T/10 Metrô Tucuruvi – Term. Pinheiros
1178/10 São Miguel – Praça do Correio
175P/10 Metrô Santana – Ana Rosa
175T/10 Metrô Santana – Metrô Jabaquara
2104/10 Metrô Santana – Term. Pq. D. Pedro II
3539/10 Cid. Tiradentes – Metrô Bresser
407P/10 Term. Cidade Tiradentes – Metrô Tatuapé
4310/10 E.T. Itaquera – Term. Pq. D. Pedro II
5110/10 Term. São Mateus – Term. Mercado
5290/10 Divisa de Diadema – Term. Pq. D. Pedro II
8400/10 Term. Pirituba – Praça Ramos de Azevedo
8615/10 Parque da Lapa – Term. Pq. D. Pedro II
Rodízio A Secretaria de Mobilidade e Trânsito, por meio da Companhia de Engenharia de Tráfego, informa que o Rodízio Municipal de Veículos estará suspenso nesta terça-feira, durante todo o dia.
Continuam valendo normalmente o rodízio de placas para veículos pesados (caminhões) e as demais restrições: Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e a Zona de Máxima Restrição ao Fretamento (ZMRF); e as proibições de circulação de veículos nas faixas e corredores de ônibus, conforme a sinalização.
A Engenharia de Tráfego da CET manterá monitoramento constante nas ruas e avenidas da cidade, visando manter as condições de fluidez das vias.
O analista de sistemas de informações geográficas Evandro Cruz, de 52 anos, conseguiu aliar a sua área de atuação à prática da corrida ao desenvolver este ano uma plataforma de visualização de dados sobre a São Silvestre.
Com intuito de ajudar corredores, gestores de corrida e espectadores, a ferramenta possibilita avaliar o percurso de 15 quilômetros da competição e obter informações como a estrutura viária, o sombreamento dos prédios, o acesso a meios de transporte e o traçado das calçadas.
Exceto o traçado da corrida, os demais dados utilizados na plataforma são provenientes do GeoSampa, plataforma digital desenvolvida pela Prefeitura de São Paulo.
“Profissionalmente, o GeoSampa está no meu dia. Sempre busco dados lá quando tenho questões para pesquisar sobre a cidade”, diz o analista. No início de agosto, Evandro apresentou a ferramenta sobre a São Silvestre em um evento organizado pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL).
Criado em 2015, o GeoSampa é um portal que reúne cerca de 400 camadas de dados georreferenciados de São Paulo, como zoneamento, rede de transporte público, patrimônio histórico, escolas e parques. Ao acessá-lo, o usuário pode localizar no mapa bibliotecas, museus, teatros, hospitais, Unidades Básicas de Saúde, terminais de ônibus e parques.
Como é multifuncional, é possível verificar a área do rodízio municipal, locais de risco geológico e fotos aéreas antigas e atuais. Os dados podem ser baixados gratuitamente e o conteúdo utilizado para diversos fins, desde que a fonte seja citada. Confira o tutorial para acessar o GeoSampa.
O site é coordenado pelo setor de Produção e Análise de informações da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento. Já os dados são atualizados a partir das informações enviadas pelas secretarias municipais e órgãos públicos. A periodicidade das atualizações varia de acordo com a natureza do dado, ou seja, pode ser diária, semanal ou anual.
Mapas com animações
O urbanista Tiago Martinelli, de 36 anos, analisou o convívio social nos espaços públicos da cidade de São Paulo, no período de 1995 a 2023, a partir dos conceitos de verticalização, densidade construtiva e o predomínio residencial. A análise deu origem a mapas com animações. “Procurei uma linguagem que fosse acessível a pessoas fora da área (urbanismo)”, explica.
Para Martinelli, o projeto ajuda a compreender as mudanças ocorridas no município, por exemplo, onde ficam as áreas mais residenciais e comerciais e como isso interfere no deslocamento casa-trabalho. A maior parte dos dados da pesquisa do urbanista veio do GeoSampa que, segundo ele, é a sua principal fonte de pesquisa sobre a cidade. “Eu uso para estudar o desenvolvimento urbano e os espaços públicos”, diz.
O GeoSampa registrou 1.709.142 acessos de janeiro a agosto deste ano, um aumento de quase 10% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a SMUL. Desde 2015, a quantidade de visitas chega a 14 milhões. Por dia, a média é de 6.260 acessos.
A deficiência intelectual (DI) é caracterizada pelo atraso no desenvolvimento cognitivo e pode se manifestar na dificuldade no aprendizado e entendimento, interação com outras pessoas, dificuldade de coordenação e concentração e incapacidade de realizar atividades adequadas para a faixa etária correspondente.
Ela pode estar relacionada a diversos quadros, de complicações durante a gestação a condições como a Síndrome de Down e o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Em São Paulo, pessoas com DI e suas famílias podem recorrer a serviços de suporte nas áreas de saúde, educação e empregabilidade. De janeiro de 2019 até agosto deste ano, mais de 28.354 pessoas com esse quadro passaram por avaliação multiprofissional com especialistas em reabilitação intelectual e desenvolvimento na capital.
Na rede municipal de saúde, os 32 Centros Especializados em Reabilitação (CERs) que integram a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, atenderam aproximadamente a 3.671 pessoas com deficiência intelectual nos últimos 12 meses; 27 deles dispõem de atendimento a DI e auxiliam os pacientes no processo de reabilitação física e intelectual.
A entrada para esses serviços é a Unidade Básica de Saúde (UBS). Nos CERs, é realizada uma avaliação da equipe multiprofissional, que define o tratamento mais adequado para cada paciente. São promovidas terapias, orientações às famílias e, caso seja necessário, a entrega de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção.
Os atendimentos são realizados por equipes de trabalho composta por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, assistentes sociais, médicos e enfermeiros.
Acompanhamento à pessoa com deficiência
Atualmente, também estão presentes nessas unidades 30 equipes de Acompanhantes da Pessoa com Deficiência (APD), que já incluíram neste ano, até o mês de agosto, 17.250 pessoas no acompanhamento.
A inserção da pessoa no programa ocorre após avaliação multiprofissional no CER e pode ter permanência média de dois a três anos, conforme a necessidade individual dos atendidos.
As equipes realizam visitas domiciliares para a definição de projetos terapêuticos que atendam às demandas de cada um e podem prestar assistência até cinco vezes na semana.
O acompanhante pode trabalhar no acompanhamento a equipamentos de saúde; inserção em espaços de lazer, cultura e esporte; auxílio no processo de inclusão escolar e no mercado de trabalho; ampliação da convivência familiar, social e auxílio para aquisição de benefícios e auxiliar na promoção do autocuidado, mobilidade e comunicação.
O APD e os CERs também vinculam o paciente a outros serviços, como os Centros de Convivência e Cooperativa (Ceccos), Centros de Atenção Psicossocial (Caps), UBSs, assistência social e educação.
A rede municipal de educação trabalha com a Educação Inclusiva, que tem o objetivo de assegurar o acesso, permanência, participação plena e a aprendizagem de bebês, crianças, adolescentes, jovens e adultos com deficiência, TEA e altas habilidades ou superdotação nas unidades educacionais e espaços educativos da Prefeitura.
Hoje, o público-alvo da Educação Especial da rede municipal é de mais de 20 mil alunos, composta por bebês, crianças, jovens e adultos. O número de profissionais que prestam assistência ao público-alvo aumentou 35,7%, em relação ao ano passado, segundo a Prefeitura.
Somente este ano, são mais de 5 mil profissionais que atuam em diversas áreas, entre Professor de Apoio e Acompanhamento à Inclusão (PAAI), Professores de Atendimento Educacional Especializado (PAEE), Auxiliar de Vida Escolar (AVE) e estagiários do programa Aprender Sem Limites.
Ainda existem equipes multidisciplinares compostas por assistentes sociais, fonoaudiólogos e psicólogos em cada uma das Diretorias Regionais de Educação e os 13 Centros de Formação e Acompanhamento à Inclusão – CEFAI, que realizam acompanhamento e formações para a comunidade escolar.
Empregabilidade
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Smdet) realiza, periodicamente, o Contrata SP – Pessoa com Deficiência, mutirão de empregabilidade que busca aproximar o público-alvo das empresas, que estão com oferta de vagas. A iniciativa é feita em parceria com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (Smped).
A última edição, em 24 de julho, teve mais de 500 vagas de emprego em áreas como comércio, saúde e serviços, distribuídas em 40 empresas. Para buscar uma vaga no mutirão, não há restrição quanto ao tipo de deficiência.
A rede municipal de saúde oferece ambientes digitais para acesso aos serviços. Com o aplicativo e-saudeSP, que funciona como um prontuário eletrônico da população paulistana, os resultados de exames laboratoriais e de imagem realizados em equipamentos da rede municipal de saúde são integrados.
Também é possível acompanhar os atendimentos já realizados e os agendados; registrar dados de saúde para monitoramento (como aferições de pressão e glicemia capilar, registro de peso, alergias e medicações de uso contínuo) e consultar orientações oficiais da Secretaria Municipal de Saúde.
Outras ferramentas estão disponíveis aos usuários do SUS na cidade de São Paulo: em consultas de telemedicina, no consultório virtual, os pacientes realizam consultas por videochamada, utilizando a estrutura das unidades de saúde.
No aplicativo Agenda Fácil, que tem mais de 1 milhão de pessoas cadastradas, o cidadão agenda atendimentos nas UBSs e, no De Olho na Fila, acompanha o movimento nos postos de vacinação da capital.
De janeiro de 2018 a dezembro de 2022, mais de 500 reformas, 45 construções e 107 equipagens foram feitas — elas representam um aumento de 600% só na atenção primária. Os investimentos fazem parte do Programa de Metas de 2021-2024, que ainda prevê a construção de mais 15 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
A cidade de São Paulo deve contar com faixas azuis exclusivas para motos em mais oito avenidas até janeiro de 2024. Entre elas a Brigadeiro Faria Lima, na zona sul, a Sumaré, na oeste, e a do Estado, que liga o centro à região do ABC. O anúncio foi feito pela Prefeitura na tarde desta quinta-feira, 28.
O projeto Faixa Azul, implementado na cidade há pouco mais de um ano e meio, hoje está em duas avenidas: a 23 de Maio, entre a Praça da Bandeira e o Complexo Viário Jorge João Saad, e a dos Bandeirantes, entre a Marginal Pinheiros e o Viaduto Ministro Aliomar Baleeiro. A previsão da Prefeitura é ampliar por mais 71 quilômetros de avenidas.
Conforme a Prefeitura, a autorização concedida pela Senatran engloba duas frentes de ampliação do projeto-piloto. A primeira diz respeito à prorrogação do prazo para ampliação da faixa azul do corredor Norte-Sul. Atualmente, a faixa azul do corredor totaliza 5,5 km de extensão. Com a prorrogação do prazo de implantação, outros 7 km serão sinalizados.
Essa primeira frente compreende avenidas como Santos Dumont (desde a Ponte das Bandeiras), Tiradentes, Prestes Maia e, na outra ponta, Rubem Berta (até a Av. Indianópolis) e a Moreira Guimarães (até o Vd. João Julião da Costa Aguiar) – no mês passado, o então diretor da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Jair de Souza Dias, foi demitido do cargo após perder o prazo para implementar a Faixa Azul nessas vias.
A segunda frente de ampliação da faixa azul diz respeito à implantação do projeto-piloto em outros oito eixos viários da cidade, totalizando mais 64 quilômetros de faixa azul. Com o aval, as obras devem começar já nas próximas horas, segundo a Prefeitura.
Novas vias contempladas
– Avenida Sumaré, na zona oeste (6,8 km);
– Avenida das Nações Unidas, na zona sul (7 km somando os dois sentidos);
– Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona sul (9,2 km);
– Avenidas Zaki Narchi, na zona norte (3,6 km);
– Avenida Luiz Dumont Villares, na zona norte (5 km);
– Avenida Miguel Yunes, na zona sul (4 km);
– Avenida do Estado, região central (8,2 km);
– Avenida Jacu-Pêssego (Nova Trabalhadores), na zona leste (20,2 km).
Nesta quinta, a Prefeitura entregou ao Senatran um novo pedido de autorização para ampliação do projeto-piloto. A solicitação é para implantação de mais 120 quilômetros. Entre as vias incluídas, estão a Avenida Santos Dumont (trecho da zona norte) e o Elevado Pres. João Goulart, o Minhocão (centro). O objetivo é consolidar uma rede de 200 quilômetros de Faixa Azul na capital.
O que é a faixa azul exclusiva para motos?
A faixa azul é uma sinalização de segurança para as motocicletas cujo objetivo é organizar o espaço compartilhado entre os automóveis e as motocicletas, segundo definição da Companhia de Engenharia de Tráfego. Conforme a Prefeitura, o índice de utilização da Faixa Azul pelos motociclistas é alto: aproximadamente de 80% na Avenida 23 de Maio e de 90% no eixo da Avenida dos Bandeirantes.
Pesquisa realizada pelo Departamento de Educação e Pesquisa da CET apontou que 96,9% dos motociclistas ouvidos percebem o projeto da Faixa Azul como benéfico para a mobilidade, 2,1% informaram que não e 1% não respondeu. Já a percepção dos motoristas como um projeto benéfico para a cidade fica em 87,3%; 7,6% responderam que não acham a iniciativa benéfica e 5,1% não responderam aos questionamentos.
O programa “Não se Cale”, da Prefeitura de São Paulo, capacitou cerca de 50 profissionais nas primeiras turmas do curso destinado a combater o assédio sexual em bares, baladas, restaurantes, eventos e outros espaços de entretenimento na cidade. A iniciativa foi originada pela lei municipal nº 17.951/2023, sancionada em maio deste ano.
A norma estabelece a implementação de uma série de medidas para proteger as mulheres da violência sexual em locais de lazer situados e o acolhimento às vítimas.
A Coordenação de Política para Mulheres da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) desenvolveu um protocolo de ação para órgãos públicos e empresas privadas colocarem em prática, caso ocorram agressões sexuais em suas dependências.
O protocolo especifica passos essenciais para o acolhimento e a preservação da vítima, permitindo que ela se sinta à vontade para denunciar o agressor. O protocolo começa com a identificação da violência e envolve outras etapas, como:
identificação da violência
intervenção sem colocar ninguém em risco
retirada da vítima para um local seguro
escuta atenta de sua reclamação
fornecimento de orientações
respeito ao tempo da vítima, que decide se deseja ou não fazer uma denúncia imediatamente
preservação das imagens das câmeras de segurança
identificação do agressor
reunião de outras informações relevantes, como testemunhas
Levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Pesquisa Nacional por Amostra em Domicílios Contínua (Pnad Contínua) revelou, no quarto trimestre de 2021, que 1 em cada 5 mulheres no Brasil tem medo de sofrer violência sexual em lugares públicos ou privados.
Como participar da capacitação?
A capacitação foi iniciada em agosto e produtores de eventos e seguranças que prestam serviço para a São Paulo Turismo (SPTuris), empresa oficial de eventos e turismo da capital, foram os primeiros a participar. Estabelecimentos comerciais privados que também queiram aderir e capacitar seus funcionários devem entrar em contato com a SMDHC pelo e-mail cedh@prefeitura.sp.gov.br e solicitar a formação.
No dia agendado, a equipe da empresa receberá uma formação de três horas de duração e o material de apoio para implementar o protocolo “Não se Cale”, composto por cartazes, panfletos e cartilha com orientações para os funcionários. A empresa poderá acionar a SMDHC sempre que surgirem dúvidas sobre o procedimento.
A capacitação é promovida de maneira híbrida, online e presencial, e abrange a contextualização e a apresentação da lei, a definição da violência contra as mulheres e as diversas formas de manifestação, além de ensinar como identificar e agir em possíveis situações de agressão. Os participantes também são informados sobre os canais de denúncia e a rede de Direitos Humanos e como acessá-los.
A adesão ao projeto é facultativa, mas para incentivar os estabelecimentos, bem como reconhecer o engajamento do local com a causa, a SMDHC criou o “Selo Não se Cale”, concedido aos estabelecimentos que capacitarem 100% de seus funcionários e cumprirem todas as prescrições do protocolo.
De 28 de setembro a 4 de outubro, acontece a segunda edição da Semana Animal SP, que disponibiliza gratuitamente serviços como vacinação antirrábica, castração, emissão do Registro Geral do Animal (RGA) e implante de microchip. O evento tem ainda como objetivo conscientizar a população sobre a importância da guarda responsável de pets.
A programação inclui atividades como avaliação nutricional dos animais dos visitantes, dinâmicas sobre guarda responsável e a oportunidade de adotar cães, gatos e animais de fazenda. Há mais de 240 animais disponíveis para adoção no Centro Municipal de Adoção, incluindo cães, gatos, cavalos e porcos.
Durante o evento, o microchip estará disponível para animais não castrados pelo Programa Permanente de Controle Reprodutivo de Cães e Gatos (PPCRCG) do município.
A implantação do dispositivo será gratuita em cães e gatos a partir de três meses de idade e incluirá também a emissão do RGA, que funciona como uma “carteira de identidade” para animais de estimação.
Para a castração de cães e gatos em clínicas veterinárias contratadas pela Prefeitura, é necessário obter o termo de encaminhamento. As praças de atendimento estarão com horários ampliados durante a Semana Animal SP para a realização desses serviços.
Vacinação
A vacinação contra a raiva, obrigatória e anual, estará disponível nos postos fixos com horários ampliados, além de postos volantes em várias regiões da cidade. É importante que os animais estejam saudáveis para receber a vacina.
A Semana Animal SP espera receber cerca de 20 mil pessoas. O evento é realizado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio da Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico (Cosap) e da Divisão de Vigilância de Zoonoses (DVZ), da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa).
Confira a programação
Adoção de cães e gatos – 28/9 a 4/10
Documentos necessários: comprovante de residência em nome do tutor emitido nos últimos 90 dias e documento de identificação do tutor com foto (RG e CPF).
Horário: 9h às 17h
Local: rua Santa Eulália, 86, Santana
É preciso ainda levar coleira e guia no caso dos cães ou caixa de transporte no caso de gatos e efetuar pagamento de taxa pública no valor de R$ 31,20.
Identificação por microchip – 29, 30/9 e 1º/10
Documentos necessários: comprovante de residência em nome do tutor emitido nos últimos 90 dias; documento de identificação do tutor com foto (RG e CPF); foto do animal; e comprovante de vacinação contra raiva, se houver.
Horário: das 9h às 17h
Local: rua Santa Eulália, 86, Santana
Emissão de RGA – 28/9 a 4/10
Documentos necessários: comprovante de residência em nome do tutor emitido nos últimos 90 dias; documento de identificação do tutor com foto (RG e CPF); foto do animal; e comprovante de vacinação contra raiva, se houver.
Confira os postos e horários de atendimento pelo link (https://docs.google.com/spreadsheets/d/e/2PACX-1vSoSJC1MmSVco0GwXeC7_LqNVhIj60ON5BP2wRgCn4WVrWhdqJqj_9cjDD8Tc04VZHobDRj8ayKTz3a/pubhtml?gid=489718694&single=true).
Emissão de termo de castração – 28/09 a 4/10
Documentos necessários: comprovante de residência em nome do tutor emitido nos últimos 90 dias; documento de identificação do tutor com foto (RG e CPF); e foto do animal.
Espaço temático preparado para oferecer ao público de todas as idades uma experiência imersiva sobre a biologia e comportamento das diversas espécies de morcegos. O visitante poderá conhecer um pouco mais sobre o animal, transmissão de doenças, seu habitat natural e seu papel importante na natureza.
Horário: das 9h às 17h
Local: rua Santa Eulália, 86, Santana
Tenda “Muito além do mel” – 30/9 e 1º/10
Neste espaço, o visitante terá a oportunidade de conhecer um pouco do universo das abelhas e das vespas, bem como a importância de preservá-las. Além de degustar alguns tipos de meles produzidos por diferentes espécies de abelhas. O visitante também terá a oportunidade de conhecer a atuação da Prefeitura de São Paulo no manejo das espécies que podem causar acidentes.
Horário: das 9h às 17h
Local: rua Santa Eulália, 86, Santana
Tenda “Que Bicho é Esse?” – 30/9 e 1º/10
Exposição de animais peçonhentos, vetores, hospedeiros intermediários e parasitas que vivem próximos das habitações humanas. O visitante poderá conhecer as espécies a partir dos animais em exposição, saber como eles se desenvolvem, suas estratégias de sobrevivência e o principal: saber como se prevenir dos diversos agravos, desde acidentes com animais peçonhentos até doenças.
Horário: das 9h às 17h
Local: rua Santa Eulália, 86, Santana
Tenda “Desmistificando as zoonoses” – 30/9 e 1º/10
O espaço foi preparado para esclarecer o significado de zoonoses e mostrar ao visitante como ele pode proteger a sua família e seu animal de estimação de algumas zoonoses, como raiva e esporotricose. O público poderá conhecer o trabalho realizado na cidade de São Paulo para manter essas doenças sob vigilância, incluindo o diagnóstico laboratorial.
Horário: das 9h às 17h
Local: rua Santa Eulália, 86, Santana
Espaço kids com atividades educativas – 30/9 e 1º/10
Adultos e crianças poderão aprender sobre a guarda responsável de animais por meio de jogos interativos e abordagem lúdica. A proposta é unir diversão e aprendizado para a formação de superguardiões de animais.
Horário: das 9h às 17h
Local: rua Santa Eulália, 86, Santana
Espaço “Todos Contra a Dengue” – 30/9 e 1º/10
O visitante poderá conhecer as ações da Prefeitura de São Paulo no combate à dengue e ter acesso aos equipamentos de trabalho como nebulizador, veículos operacionais e até um aerobarco de sete metros de comprimento. A embarcação será palco de atividade para o público infantil, que vivenciará a experiência como um “agente mirim de endemias”.
Horário: das 9h às 17h
Local: rua Santa Eulália, 86, Santana
Bênção aos animais / Missa de encerramento – 4/10
A programação da Semana Animal SP 2023 encerra no Dia Mundial dos Animais com a celebração de uma missa na qual haverá benção aos animais que aguardam adoção no Centro Municipal e aos pets dos visitantes. Os munícipes que não puderem comparecer na cerimônia, mas desejarem participar, poderão encaminhar fotos de seus pets pelo e-mail cosap@prefeitura.sp.gov.br.
Com mais de cem horas de programação e 50 atividades, o 1º Festival Arquivo Aberto promove uma série de ações na sede do Arquivo Histórico Municipal (AHM), no Bom Retiro, até o próximo sábado, 30 de setembro.
É possível participar de palestras, oficinas, minicursos, exposições, rodas de conversa, além de assistir a apresentações de dança, música e teatro.
As atividades são gratuitas e disponibilizadas pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, no AHM e na Praça Coronel Fernando Prestes, 152, em frente ao Edifício Ramos de Azevedo, que abriga a sede do arquivo.
Confira abaixo os destaques da programação, aberta na noite desta terça (26) com a apresentação musical do Ensemble da Fundação Theatro Municipal. É preciso realizar inscrição prévia online para algumas atividades pelo site oficial do evento, idealizado com o objetivo de tornar os acervos dos arquivos públicos mais acessíveis, visitados e difundidos.
27/09 (quarta)
11h30 – Oficina “Encadernação”, com Mira Tafla (MUJ). Haverá uma conversa sobre os métodos de restauro e, em seguida, uma atividade prática de encadernação de livros.
15h – Palestra “A fabricação do disco de vinil como preservação de fonogramas e legado musical”, que vai contar a história da preservação e desenvolvimento da cultura fabril de discos de vinil. Terá representantes da Selo Vinil Brasil e do Acervo Histórico da Discoteca Oneyda Alvarenga, do Centro Cultural São Paulo
15h – Oficina “Noções Básicas de Conservação para Documentos Pessoais”, com Shirley Silva. Serão abordados alguns fatores de risco e condições ideais para a guarda, acondicionamento e limpeza de tipologias, como documentos avulsos, livros, fotografias e álbuns
21h – Peça da Cia Teatro Íntimo: 220 Cartas de Amor
28/09 (quinta)
14h – Oficina “Revelando Imagens: técnicas de fotografias (blueprint)”, com Carolina Vergotti. A blueprint é uma técnica de impressão fotográfica que surgiu no século XIX, também conhecida como cianotipia. Os inscritos produzir seus próprios cianótipos
15h – Oficina “Descobrindo Patrimônios: oficina de carimbos para crianças”, com Giovanni Fernandes e Amanda Filgueiras. Desenvolvida pela equipe educativa do Museu da Cidade de São Paulo, introduz as crianças ao mundo da arte e do patrimônio cultural
19h – Peça “Algum Desses é Seu Parente?”, do Coletivo Estopô Balaio
29/09 (sexta)
11h – Roda de conversa “Memórias periféricas da cidade de São Paulo”, com CPDOC Guaianás e Centro de Memória Queixadas. Vai discutir as formas de registro, estudo e difusão da memória urbana das periferias.
19h – Peça da Cia Teatro Íntimo: Stonewall
20h – Apresentação musical: o Choro de Mil Folhas (Klezmer Três Rios) apresenta Choro e Klezmer
30/09 (sábado)
14h – Peça infantojuvenil “Se Essa Rua Fosse Minha”, da Cia do Liquidificador
14h – Oficina com caminhada “Desenho urbano na AHM e imediações”, com o grupo de artistar Urban Sketchers SP, que se reúnem periodicamente para desenhar a cidade
19h – Música e dança com o grupo folclórico boliviano Fraternidad Caporales Mi Viejo San Simón. A apresentação terá instrumentos andinos e danças das diferentes regiões da Bolívia
SERVIÇO
1º Festival Arquivo Aberto
Local: Arquivo Histórico Municipal (AHM), na Praça Cel. Fernando Prestes, 152, Bom Retiro – Localizado ao lado da estação de metrô Tiradentes
Desde março deste ano, a cidade de São Paulo conta com uma Política Nacional de Atenção à População Egressa e Familiares. Ela é coordenada pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) e tem entre seus objetivos promover o acesso de egressos do sistema prisional a serviços públicos, desenvolver políticas de combate à discriminação contra essas pessoas e fomentar sua inserção no mercado de trabalho.
A área da Pasta responsável por garantir os direitos da população egressa do sistema carcerário ainda não tem equipamento próprio e realizou, em julho, o primeiro encontro sobre a nova Política Municipal, que reuniu especialistas, egressos, familiares e organizações da sociedade civil.
Desde 2019, a Ouvidoria da pasta é o canal que recebe e encaminha as demandas, denúncias e pedidos de informação desse público.
A ouvidoria da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania pode ser contatada por cinco opções de canais de atendimento. Para consultá-los, clique aqui.
População egressa em São Paulo
O Estado de São Paulo possui a maior população carcerária do Brasil. São 195 mil pessoas de um total de 832,2 mil, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023.
Em 2021, o estudo “A liberdade é uma luta constante: efeitos e permanências do cárcere na vida de egressos e familiares pós-prisão na cidade de São Paulo”, realizado pela Iniciativa Negra Por Uma Nova Política Sobre Drogas (INNPD), identificou alguns dos principais desafios encontrados por essas pessoas quando deixam o cárcere.
Foram mencionadas barreiras no acesso à Justiça, a informações sobre processos judiciais e dificuldades de acesso a trabalho e saúde. Os entrevistados também destacaram sentir que sentem que faltam informações disponíveis e fáceis para compreender os serviços existentes.
Relatos ouvidos pela SMDHC no encontro também tangem essas demandas. As principais queixas estavam relacionadas ao uso de violência no interior do cárcere; à dificuldade em conseguir documentos pessoais para o exercício da cidadania, como o título de eleitor; à falta de oportunidades de trabalho e dificuldades para a participação social após a experiência de privação de liberdade.
A pesquisa do INNPD avalia que, após a saída da prisão, os principais órgãos públicos buscados estão sob a execução municipal. O Sistema Único de Saúde (SUS) foi procurado por 83%, enquanto 48% declaram buscar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) para resolver demandas relativas principalmente ao Bolsa Família e à obtenção de cestas básicas.