Os Centros Especializados em Reabilitação (CERs) atenderam 37.422 pacientes que precisaram de terapia fonoaudiológica entre janeiro e setembro deste ano na cidade de São Paulo, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Foram cerca de 229 mil procedimentos, como avaliação audiológica e adaptação a aparelhos auditivos.
São elegíveis ao tratamento com os 151 fonoaudiólogos nos CERs: pessoas com deficiência intelectual, alterações cognitivas, de linguagem ou transtorno do espectro autista (TEA) que precisam de reabilitação por equipe multiprofissional; indivíduos que utilizam o serviço de acompanhante da pessoa com deficiência (APD) e pacientes com suspeita ou confirmação de deficiência auditiva que necessitam de intervenção multiprofissional.
O acesso ao serviço se dá por encaminhamento da Unidade Básica de Saúde. Se identificada a necessidade de reabilitação nos CERs, o usuário passará por uma avaliação para definir condutas terapêuticas ou avaliações complementares.
Segundo a SMS, o fonoaudiólogo do CER atua com a equipe multidisciplinar nessa avaliação e realiza atendimentos específicos de acordo com a necessidade identificada.
O tipo de tratamento e o tempo de intervenção dependem da singularidade de cada caso, podendo ocorrer individualmente, em grupo ou ser compartilhado com outras categorias profissionais e serviços.
Integrantes da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, os CERs são um serviço regulado que atua com duas ou mais modalidades de reabilitação: física, auditiva, intelectual/desenvolvimento e visual, conforme a estrutura do serviço. Hoje, São Paulo conta com 32 centros de reabilitação.
A cobertura vacinal na cidade de São Paulo tem atualmente uma média de 79% para as vacinas contra poliomielite, pneumonia, sarampo, caxumba e rubéola — números superiores aos atingidos em território nacional.
Segundo o Datasus, a cobertura vacinal dos imunizantes do Calendário Nacional de Imunização chegou a 85,31% no país em 2011. Em 2021, caiu para 59,50%. Na capital paulista, o objetivo é retornar aos níveis preconizados pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), entre 90% e 95%.
Para cumprir essa meta, a Prefeitura informou que vem realizando ações em várias frentes, como difusão de informações para combater fake news relacionadas à segurança e efetividade das vacinas e preparação das equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
É possível buscar atendimento nas 470 UBSs da cidade, de segunda a sexta-feira; ou nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas durante a semana, inclusive aos sábados e feriados, das 7h às 19h.
Para encontrar a unidade de saúde mais próxima da sua residência, clique aqui.
Estratégias de imunização
Em conjunto com a campanha, está sendo intensificada a vacinação de estudantes das escolas públicas, por meio da Declaração de Vacinação Atualizada (DVA) e da vacinação nas escolas.
A DVA é um documento de controle da situação vacinal dos estudantes emitido pelas UBSs e solicitado pelas escolas para matrícula e rematrícula nas unidades escolares.
O procedimento de busca ativa de faltosos à vacinação também vem sendo implementado pela Secretaria Municipal da Saúde. Mediante consulta aos registros dos sistemas de informação de imunização, as UBSs realizam a convocação de quem está com o esquema vacinal incompleto por ligações telefônicas e visitas domiciliares.
Os munícipes que possuem cadastro com número de celular no Sistema Integrado de Gestão da Assistência à Saúde (Siga-Saúde) também recebem o contato da Prefeitura por mensagens por SMS para pessoas que estão em atraso vacinal ou têm doses a serem tomadas em até cinco dias.
Segundo a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), os dados vacinais das 28 Unidades de Vigilância em Saúde (Uvis) da cidade são utilizados para planejar a adoção de ações específicas de acordo com cada região.
Vacinação em SP
Em 2021, a capital paulista aplicou 36.118.141 doses de vacinas. O total inclui os imunizantes de rotina que integram o Calendário Nacional de Imunização (5.309.276 doses), a campanha contra o vírus Influenza (4.497.165 doses) e a vacinação contra a Covid-19 (26.311.700 doses).
Além das campanhas contra a covid-19, gripe, sarampo e outras doenças, as UBSs têm salas de vacinas preparadas para aplicar os 20 imunizantes previstos no calendário nacional: basta ir à unidade mais próxima levando a caderneta de vacinação.
Caso a pessoa não possua o documento, pode recuperá-lo na unidade que aplicou as vacinas originalmente e, mesmo que não tenha nenhum registro dos imunizantes que tomou ao longo da vida, pode receber as vacinas indicadas para a sua faixa etária.
Mais informações sobre as ações de vacinação podem ser obtidas aqui.
Controle emocional. Mais do que isso: responsabilidade emocional. Essa é a mensagem da peça “Emoções”, protagonizada por dependentes químicos em tratamento no Serviço de Cuidados Prolongados (SCP) Álcool e Drogas Boracea, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Encenada pela terceira vez no último dia 18 de outubro, a peça é resultado das atividades de expressões corporais.
Os cenários foram confeccionados pelo grupo, que se apresentou pela primeira vez em agosto, após um mês de ensaios. Segundo a SMS, a proposta é proporcionar autonomia, protagonismo e autopercepção pela expressão corporal, verbal e interação interpessoal.
O SCP disponibiliza cuidado intermediário entre a desintoxicação e a volta às atividades cotidianas. O tratamento é multidisciplinar e envolve técnicas terapêuticas que vão além das convencionais.
Meditação, musicoterapia, terapia em grupo, arteterapia, yoga e atividades físicas, por exemplo, são utilizadas no processo rumo à alta qualificada, quando o usuário do serviço retorna para casa.
Foi o que aconteceu com R. C., de 54 anos, em 20 de julho deste ano. As drogas entraram na vida do cuidador de idosos ainda na sua juventude, trazendo prejuízos profissionais e familiares.
Após cerca de quatro meses no SCP, ele recebeu alta e conseguiu um emprego. O acompanhamento periódico é realizado em consultas no SCP.
R. ressalta que as palestras e as atividades em grupo deram sentido para buscar sua recuperação. “Quando você entra aqui (SCP) as coisas começam a melhorar e ter nexo. Fui aceitando minha condição e interrompendo o fluxo”, conta.
A capacidade de acolhimento é de até 39 pacientes e a casa está completa atualmente, de acordo com a SMS. A pasta informou que, desde a abertura do SCP, mais de 120 acolhidos receberam tratamento no serviço, que tem uma equipe externa responsável por abordar os dependentes nas cenas de uso de drogas.
Acesso
O SCP Boracea, aberto em 2022, funciona no mesmo prédio em que fica o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) AD 3 Boracea, na rua Boracea, Barra Funda. A porta de entrada para o serviço é o Caps AD 4 Redenção.
De lá, os dependentes são encaminhados ao Hospital Cantareira, onde ocorre a desintoxicação. Só após esse procedimento, o paciente é convidado a ir ao SCP Boracea dar continuidade ao tratamento.
No SCP, de forma voluntária, o usuário é acolhido de maneira integral por até 90 dias. A estadia pode durar até 120 dias, conforme o projeto terapêutico singular definido, um tratamento individualizado e elaborado para cada paciente.
O local dispõe de quatro dormitórios, quatro consultórios, quadra, sala de ambiência, sala de estar, sala de grupo e refeitório. O corpo técnico conta com médicos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, entre outros profissionais.
A rede municipal de saúde de São Paulo realiza, gratuitamente, testes convencionais e rápidos para infecções sexualmente transmissíveis como HIV/Aids, sífilis e hepatites B e C.
O procedimento está disponível nas 470 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), 27 serviços da Rede Municipal Especializada (RME) em IST/Aids e na unidade móvel CTA da Cidade, projeto itinerante da Prefeitura.
As ISTs são transmitidas, principalmente, por contato sexual sem a devida proteção. A transmissão ainda pode atingir a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação. Há casos, embora menos frequentes, de contágio a partir de meio não sexual, como o contato de mucosas.
Procedimentos
Nos casos de sífilis e hepatites virais, primeiro é realizado um teste rápido e, em caso de resultado positivo, aplica-se um teste convencional para confirmar o diagnóstico, conforme diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde. No caso do HIV, o diagnóstico positivo é confirmado por meio de dois testes rápidos de fabricantes distintos em duas amostras diferentes, também seguindo as diretrizes do MS. Após a detecção, os casos são enviados para tratamento na rede de saúde do município.
Os testes convencionais, também conhecidos como sorológicos, têm a capacidade de detectar anticorpos ou antígenos e anticorpos (no caso dos testes de 4ª geração). Diante da complexidade, eles passam por processamento em laboratórios, envolvendo a utilização de equipamentos específicos, e o tempo para obtenção dos resultados pode variar de 2 a 15 dias.
Com relação ao HIV, também está disponível o autoteste – um método de triagem que pode ser aplicado pelo próprio indivíduo com o auxílio de um manual ilustrativo e instruções para acessar um manual digital.
O autoteste envolve a coleta de uma amostra de saliva com um swab oral, instrumento contido no kit. O resultado fica disponível em aproximadamente 30 minutos. Se for reagente, a SMS orienta que a pessoa procure uma unidade de saúde para confirmar o diagnóstico e, se confirmado, iniciar o tratamento.
Como acessar
Não há necessidade de agendamento para realizar os testes para ISTs na rede. Basta procurar uma unidade de saúde e apresentar carteira de identidade e, caso tenha, levar cartão SUS.
Nas 27 unidades do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e Serviço de Atenção Especializada (SAE), os testes rápidos, convencionais e autotestes estão disponíveis de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.
Há também a unidade itinerante da RME-IST/Aids, o CTA da Cidade, que funciona de quinta-feira a sábado, das 16h às 21h, deslocando-se semanalmente para diferentes regiões da capital. Nessas unidades, só estão disponíveis os testes rápidos. Confira aqui o cronograma do serviço.
Na Estação Prevenção – Jorge Beloqui, (instalada dentro da estação República do metrô), destinada à oferta das profilaxias pré e pós-exposição ao HIV (PrEP e PEP, respectivamente), é possível fazer o teste de HIV de terça-feira a sábado, das 17h às 23h. Além dessas opções, os cidadãos também podem fazer testagem para HIV e outras ISTs nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Segundo a SMS, o processo de cadastro e encaminhamento é simplificado para garantir o acesso ao serviço. Com relação aos autotestes para HIV, eles estão disponíveis gratuitamente em todas as unidades da Rede Municipal Especializada, incluindo a Estação Prevenção – Jorge Beloqui e na Rede SAMPA Trans.
O Programa “Melhor em Casa” é indicado a pessoas estáveis clinicamente que necessitam de atenção médica em situação de restrição ao leito ou ao lar, quando a atenção domiciliar é considerada a oferta mais oportuna para tratamento, reabilitação e prevenção.
Atualmente, mais de 4 mil munícipes são assistidos diretamente pelo serviço. Pelo “Melhor em Casa”, a aposentada Marlene Alheiros de Freitas, 62 anos, moradora no bairro de Higienópolis, conta com o suporte de uma equipe de atenção domiciliar para cuidados com seus familiares.
A irmã Marli, 61 anos, acolhida por Marlene, recebe atendimento em domicílio. “Ela começou a adoecer em outubro de 2022. Repentinamente, teve um ‘apagão’, não fazia nada sozinha e eu a trouxe para morar e ficar perto de mim. O Melhor em Casa tem feito a diferença e nos ajudado muito”, comenta Marlene.
Pouco a pouco, Marli tem se recuperado e está voltando a andar. “Estou seguindo os exercícios de fisioterapia. Já me sinto bem melhor e não vejo a hora de ser liberada para caminhar e ter condições de voltar para a minha casa”, diz a paciente, acompanhada pela Emad do bairro Santa Cecília.
O acesso ao Melhor em Casa é geralmente intermediado pelo hospital em que o usuário está internado, pela UBS de referência ou ainda por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Vantagens do programa
Cuidado individualizado com maior resolutividade;
Evita internações em casos de média e baixa complexidade;
Reduz tempo de internação, possibilitando tratamento em casa;
Diminui os índices de infecção hospitalar;
Disponibiliza leitos para usuários que realmente necessitam.
Está em andamento a elaboração da quarta edição do Inquérito de Saúde, ISA-Capital 2023. O trabalho é uma parceria da Prefeitura com a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP). Durante dez meses, 5 mil pessoas de todas as regiões da cidade serão entrevistadas sobre hábitos de vida e uso de serviços de saúde.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), 219 pessoas já foram entrevistadas desde 19 de agosto. Foram sorteados 180 setores censitários, sendo 30 de cada uma das seis Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs) da cidade.
Já as residências são escolhidas por amostragem e distribuídas para os 40 entrevistadores. Capacitados pela USP, eles aplicam os questionários durante todos os dias da semana, de acordo com a disponibilidade do morador. O tempo médio da entrevista varia entre 40 minutos e 1 hora e 30 minutos.
Questionário
O questionário aborda tópicos como condições socioeconômicas, características da família e domicílio, acidentes e violências, utilização de serviços de saúde, exames preventivos, imunização, utilização de medicamentos, saúde mental, comportamentos relacionados à saúde e presença de animais no domicílio.
Com investimento de R$ 1,7 milhão, o ISA-Capital deve “nortear a criação ou aprimoramento de políticas públicas na área da saúde e contribuir para a elaboração do Plano Municipal de Saúde nos próximos anos”, de acordo com a SMS.
A divulgação dos resultados está prevista para 2025. As últimas edições do inquérito ocorreram nos anos de 2003, 2008 e 2015.
Além do uniforme da FSP, a população poderá confirmar a identidade do aplicador por meio de um QR code impresso no crachá ou visitar a página da pesquisa que contém a foto, nome e o RG dos envolvidos no trabalho.
A Guarda Civil Metropolitana, da Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) de São Paulo, desenvolve o Projeto Cinoterapia, no qual oito cães atuam como facilitadores no processo terapêutico de pacientes das alas de geriatria e oncologia.
Os cães visitam quinzenalmente o Hospital do Servidor Público Municipal, no bairro da Aclimação, zona sul da capital. Cada sessão dura em média uma hora. A pasta informou que até setembro de 2023 foram assistidos 1.440 pacientes no total.
Um Guarda Civil Municipal conduz o cão-terapeuta, selecionado e treinado desde filhote no canal da GCM para ser sociável. Atualmente, oito cachorros participam do projeto:
Balder – macho, 4 anos, labrador
Hanna – fêmea, 3 anos, labrador
Roma – fêmea, 7 anos, pastor-alemão preto
Zahra – fêmea, 4 anos e 6 meses, border collie
Skye – fêmea, 2 anos, pastor-belga Groenendael
Uri – macho, 2 anos e meio, pastor-holandês
Beka – fêmea, 1 ano, pastor-belga Malinois
Saroo – macho, 6 anos, SRD (sem raça definida)
A Subinspetora Patricia Cerqueira, treinadora dos cães, explica que a seleção é feita até os cinco meses e leva em conta características como docilidade e tranquilidade. Só depois de identificadas características adequadas é que se conclui que o cão está apto.
O treinamento dura seis meses, mas durante esse período o cão é socializado e levado ao hospital para se ambientar. Os novatos acompanham os cães mais experientes. Em geral, as visitas são feitas com três cães-terapeutas. O GCM que conduz o cão também passa por capacitação.
Também há um protocolo a ser seguido para o cão entrar no hospital. Eles são apresentados em perfeita condição de saúde e higiene, com banho, profilaxia dentária, controle de pulgas e carrapatos, bem como com a pelagem rasqueada para evitar queda de pelo. Os condutores usam máscaras.
Todo condutor deve higienizar as patinhas a cada leito visitado. Muitos pacientes não conseguem sentar, então o cão é ensinado a ficar “em pé”, apoiar a pata no braço do condutor e encostar a cabeça próxima à mão do paciente.
Benefícios
A subinspetora diz que há benefícios no humor, cognição, comunicação, coordenação motora e nas relações interpessoais. “É nítida a alegria quando o cão entra, começam a sorrir, a conversar. Os cães tornam o processo da internação menos doloroso. Os médicos também observam avanços. Uma pessoa com dificuldade motora se esforça para tocar no cão e, às vezes, consegue fazer movimentos que com a fisioterapia não consegue”, conta.
Nas escolas
O projeto também é levado às escolas municipais de ensino infantil e fundamental, onde, além de promover o contato com o cão, a equipe faz uma apresentação socioeducativa, explicando a importância de respeitar os animais, quais alimentos não devem ser oferecidos e a forma correta de tratá-los.
A rede municipal de saúde oferece ambientes digitais para acesso aos serviços. Com o aplicativo e-saudeSP, que funciona como um prontuário eletrônico da população paulistana, os resultados de exames laboratoriais e de imagem realizados em equipamentos da rede municipal de saúde são integrados.
Também é possível acompanhar os atendimentos já realizados e os agendados; registrar dados de saúde para monitoramento (como aferições de pressão e glicemia capilar, registro de peso, alergias e medicações de uso contínuo) e consultar orientações oficiais da Secretaria Municipal de Saúde.
Outras ferramentas estão disponíveis aos usuários do SUS na cidade de São Paulo: em consultas de telemedicina, no consultório virtual, os pacientes realizam consultas por videochamada, utilizando a estrutura das unidades de saúde.
No aplicativo Agenda Fácil, que tem mais de 1 milhão de pessoas cadastradas, o cidadão agenda atendimentos nas UBSs e, no De Olho na Fila, acompanha o movimento nos postos de vacinação da capital.
De janeiro de 2018 a dezembro de 2022, mais de 500 reformas, 45 construções e 107 equipagens foram feitas — elas representam um aumento de 600% só na atenção primária. Os investimentos fazem parte do Programa de Metas de 2021-2024, que ainda prevê a construção de mais 15 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
A cidade de São Paulo tem uma unidade de saúde referência no atendimento integral às crianças com fissura labiopalatina. O Hospital Municipal Infantil Menino Jesus (HMIMJ), situado no bairro da Bela Vista, região central, é mantido pela Prefeitura e administrado pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês.
A Prefeitura afirma que o HMIMJ é uma das poucas instituições especializadas no Brasil a oferecer tratamento abrangente, da cirurgia até a reabilitação, associada à integração sociopsicológica.
A unidade hospitalar se tornou referência nesse tipo de atendimento em 2010, seguindo os protocolos e tratamentos internacionalmente consagrados. Em 2022, alcançou o Nível 3, certificação máxima da Organização Nacional de Acreditação (ONA), órgão que avalia a qualidade dos serviços das unidades de saúde do país.
Entre 2016 e 2022, o hospital atendeu mais de mil novos casos de fissura labiopalatina, dos quais 128 foram registrados apenas no ano passado. Durante esse mesmo período, o HMIMJ realizou cerca de 1.900 cirurgias relacionadas a essa condição, sendo 187 em 2022.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 1 em cada 650 nascidos vivos no país têm essa má-formação congênita, resultado de alterações estruturais e funcionais ocorridas durante o desenvolvimento fetal.
Ela afeta os lábios e o palato, o céu da boca, e está relacionada a fatores genéticos e ambientais combinados, podendo variar desde uma simples cicatriz labial até uma fissura labiopalatina completa.
Tratamento multiprofissional
O tratamento da fissura labiopalatina envolve uma abordagem multiprofissional e requer acompanhamento médico regular desde o nascimento. A SMS informa que, no Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, as crianças recebem cuidados integrados, dentre os quais se destaca a recuperação das funções, como fala, respiração, alimentação e dentição.
A equipe de profissionais envolvida inclui pediatras, otorrinolaringologistas, cirurgiões plásticos, fonoaudiólogos, dentistas, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais.
O primeiro encontro da criança com a equipe do HMIMJ ocorre após a alta da maternidade, geralmente nos primeiros dias de vida. Durante essa consulta inicial, a família recebe orientações sobre os cuidados necessários com a criança, incluindo a amamentação e a higiene bucal. Além disso, é desenvolvido um plano de tratamento personalizado.
A Vila Prudente, na zona leste da Capital, vai receber uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que funcionará na avenida Alberto Ramos 24 horas por dia. O equipamento terá capacidade para cerca de 13 mil atendimentos mensais e as obras estão programadas para começar até o fim deste ano, segundo a Prefeitura de São Paulo.
O investimento previsto é de R$ 12,5 milhões. A unidade vai atender demandas de urgência e emergência em uma área que abrange uma população estimada de 538 mil habitantes.
A nova UPA será do tipo 3, de porte maior. Serão sete consultórios médicos, um odontológico, uma sala de gesso e sutura, quatro salas de classificação de risco, duas de medicamentos e duas de inalação, além de uma sala para ecocardiograma (ECG), outra para raio-X e uma para coleta de exames.
Estrutura
O posto terá também, de acordo com a Prefeitura, 27 leitos, incluindo sala de emergência com sete leitos, 15 leitos de observação para adultos e cinco para crianças. Haverá, ainda, serviço social e ambientes de apoio logístico e administrativo. A gestão da UPA ficará a cargo da Organização Social de Saúde (OSS) Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM/Pais).
Atualmente, a cidade de São Paulo conta com 24 UPAs em funcionamento, sendo a UPA 3 Carrão, localizada na zona leste, a mais recente a ser inaugurada. Entregue em 25 de agosto, essa unidade tem capacidade para realizar aproximadamente 15 mil atendimentos por mês, com uma equipe de 385 profissionais.