19 junho 2026 em Gestão

Área beneficiada passa de 1.170 para 2.780 hectares e poderá receber projetos de habitação social e de mercado popular

A Prefeitura de São Paulo ampliou a área do Centro onde projetos de retrofit voltados à moradia poderão receber subvenção econômica para custear parte das obras de requalificação. A medida mais que dobra o território elegível ao benefício, que passa de 1.170 para 2.780 hectares, e integra um conjunto de ações para estimular a recuperação de imóveis e a revitalização da região central.

Até então, a subvenção econômica estava restrita ao perímetro do Requalifica Centro, concentrado nos distritos da Sé, República e parte do Brás. Com a mudança, passam a integrar a área elegível os distritos do Bom Retiro e Pari, além de áreas da Bela Vista, Santa Cecília e Liberdade.

A nova regulamentação permite que edifícios destinados à Habitação de Interesse Social (HIS) e à Habitação de Mercado Popular (HMP) em toda a Área de Intervenção Urbana do Setor Central (AIU-SCE) tenham acesso ao programa municipal, que pode financiar até 25% do custo das intervenções.

Com investimento estimado em até R$ 1 bilhão, a subvenção econômica busca acelerar a recuperação de prédios e ampliar a oferta habitacional na região central. Do total de recursos previstos, 60% são reservados para projetos destinados a famílias com renda de até seis salários mínimos.

A ampliação da área apta a receber o benefício faz parte de uma estratégia mais ampla para incentivar o retrofit e a recuperação de imóveis no Centro. Além do apoio financeiro a projetos habitacionais, o município vem adotando medidas para simplificar processos, ampliar incentivos e criar condições mais favoráveis a novos investimentos na região.

Siga o nosso Canal e saiba tudo sobre a cidade de São Paulo pelo Whatsapp

O boletim é semanal, às segundas, quartas e sextas.

Quero receber!

Nesse contexto, o programa Requalifica Centro teve recentemente suas regras e procedimentos consolidados. A iniciativa oferece incentivos urbanísticos e fiscais para empreendimentos de retrofit e busca conferir maior previsibilidade aos processos de licenciamento, contribuindo para ampliar a atratividade desse tipo de investimento.

As medidas têm como objetivo promover o reaproveitamento de edifícios subutilizados, fortalecer a ocupação da região central e valorizar áreas já atendidas por infraestrutura, serviços e equipamentos públicos. A estratégia também contribui para a preservação do patrimônio arquitetônico e para a dinamização econômica do Centro.

Os incentivos municipais já começam a se refletir em projetos de recuperação de edifícios emblemáticos da capital. Um dos exemplos é o Copan, que recebeu investimento para obras de recuperação e modernização de sua infraestrutura.