22 junho 2026 em Saúde

Tecnologia beneficiará 1.584 pacientes da rede municipal e elimina a necessidade de múltiplas medições diárias por punção nos dedos

A Prefeitura de São Paulo iniciou a distribuição gratuita de sensores de monitoramento contínuo de glicose para crianças de 2 a 12 anos com diabetes tipo 1 atendidas pelo Programa de Automonitoramento Glicêmico da rede municipal de saúde.

A iniciativa beneficiará 1.584 crianças e permite o monitoramento contínuo da glicemia sem a necessidade das sucessivas punções diárias nos dedos. A medida está prevista na Lei nº 18.306 e prevê fornecimento contínuo dos dispositivos. O custo estimado da tecnologia é de cerca de R$ 770 por mês por paciente. A reposição dos sensores será realizada pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) responsáveis pelo acompanhamento de cada criança.

Menos dor, mais segurança

Entre as beneficiadas está a dona de casa Roseli Alves dos Santos, de 47 anos, mãe de Pedro Alves dos Santos, de 11 anos. Diagnosticado com diabetes tipo 1 aos quatro anos, Pedro precisava medir a glicemia entre cinco e oito vezes por dia por meio das tradicionais picadas nos dedos. “Agora a vida vai mudar para melhor. Como ele vai fazer o monitoramento pelo sensor, evita a picada no dedo, que às vezes ele reclamava, sentia dor e chorava”, contou Roseli.

A rotina também deve mudar para Ana Laura Ferreira Rocha, de 9 anos. Diagnosticada aos cinco anos, ela realizava entre cinco e seis medições diárias. “Era ruim porque doía e me deixava estressada. Agora vai melhorar, vai ser mais fácil e não doeu para colocar”, disse.

Siga o nosso Canal e saiba tudo sobre a cidade de São Paulo pelo Whatsapp

O boletim é semanal, às segundas, quartas e sextas.

Quero receber!

Tecnologia para monitoramento contínuo

Todos os pacientes de 2 a 12 anos cadastrados no Programa de Automonitoramento Glicêmico serão contemplados pela iniciativa, segundo a Prefeitura. Os sensores monitoram continuamente os níveis de glicose e permitem acompanhamento mais frequente da condição clínica das crianças.

Para crianças de 2 a 9 anos, o sensor será acompanhado de um leitor dedicado, utilizado para consultar as informações registradas pelo dispositivo. Já para a faixa de 10 a 12 anos, os dados poderão ser acessados por aplicativo em smartphone, com recursos como visualização em tempo real dos níveis de glicose, alertas e compartilhamento das informações com os responsáveis. A recomendação técnica é de que os sensores sejam substituídos a cada 15 dias.

Para viabilizar a adoção da nova tecnologia, a Secretaria Municipal da Saúde capacitou 511 profissionais das cinco Coordenadorias Regionais de Saúde da cidade.