18 agosto 2026 em Assistência Social

Número representa uma em cada quatro pessoas atendidas pelo programa; no primeiro semestre deste ano, foram 436 saídas

Desde a criação do Programa Reencontro, em 2022, 1.358 pessoas deixaram o serviço de moradia transitória de uma das 13 unidades da Vila Reencontro. O número equivale a uma em cada quatro das 5.323 pessoas atendidas no período. Somente no primeiro semestre deste ano, foram registradas 436 saídas qualificadas. São consideradas saídas qualificadas os casos de acesso à moradia autônoma, retorno à convivência familiar, nuclear ou extensa, e inserção no mercado de trabalho.

Jandira Silva Santos, de 53 anos, está entre as pessoas que retomaram a rotina de forma mais estruturada após a passagem pelo programa. Atualmente, ela recebe auxílio-aluguel da Prefeitura e vive em Cidade Líder, na zona leste, com os filhos Gustavo, de 16 anos, e Guilherme, de 17.

“É muito bom a gente ser independente, conseguir conquistar nossas coisinhas e viver em paz. Esse programa me ajudou”, diz Jandira. Natural de Vitória da Conquista (BA) e moradora de São Paulo há 45 anos, ela trabalha como auxiliar de serviços gerais em um condomínio. A vaga foi obtida durante um mutirão do Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (Cate). Jandira afirma que a passagem pela Vila Reencontro foi fundamental para o processo de reconstrução pessoal e familiar.

Programa tem como foco a autonomia

As Vilas Reencontro integram a rede socioassistencial do município de São Paulo e oferecem moradia transitória principalmente a famílias que estiveram em situação de rua. O serviço busca proporcionar um ambiente estruturado e estável para o fortalecimento de vínculos e a construção de novos projetos de vida.

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O boletim é semanal, às segundas, quartas e sextas.

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O programa articula ações nas áreas de habitação, assistência e desenvolvimento social, direitos humanos e cidadania, saúde, trabalho e renda, educação, segurança alimentar e nutricional, cultura, esporte e lazer.

Entre as pessoas atendidas estão imigrantes que chegaram ao Brasil em busca de um recomeço. É o caso da angolana Monica Ndombaxi, mãe solo de três filhos. “Se não fosse a Vila Reencontro e a Assistência, eu e meus filhos estaríamos morando na rua”, afirma. Em dois meses no serviço de acolhimento, Monica conseguiu um emprego com o apoio da equipe técnica. Com a renda, alugou uma casa e garantiu um endereço fixo para a família.

Atualmente, cerca de 1.038 estrangeiros de mais de 30 nacionalidades estão acolhidos nas Vilas Reencontro. Em 2026, foram registradas 136 saídas qualificadas de imigrantes. Desde 2022, 289 estrangeiros conquistaram independência e deixaram as unidades.

Sobre o Programa Reencontro

O Programa Reencontro oferece 3.748 vagas distribuídas em 13 unidades. Em 2025, as Vilas Reencontro registraram 3.251 acolhimentos e 652 saídas qualificadas. No mesmo ano, foram entregues as unidades Cidade Tiradentes e Armênia I. No início deste ano, foi inaugurada a Vila Reencontro Armênia II. Até o fim do ano, estão previstas as unidades Jabaquara III, com 520 vagas, e São Mateus I e II, que somarão outras 792.

O programa está estruturado em três eixos: conexão, cuidado e oportunidade. Além da moradia transitória, oferece cursos profissionalizantes e outras ações de inclusão produtiva voltadas à geração de renda e à autonomia das famílias.