14 setembro 2026 em Meio Ambiente

Unidade recebeu investimento de R$ 180 mi e tem capacidade para processar 2 mil toneladas de resíduos/dia

A Estação de Transferência Jaguaré foi entregue nesta sexta-feira (11) com o objetivo de reduzir a circulação de caminhões compactadores no transporte dos resíduos coletados em São Paulo. Na unidade, o material recolhido nos bairros é transferido para carretas de maior capacidade, que seguem até o aterro sanitário licenciado no município de Caieiras, na Grande São Paulo.

Cada carreta substitui três caminhões compactadores no trajeto até o aterro. A nova logística deve reduzir o número de viagens, o consumo diário de diesel e o tempo necessário para que os veículos retornem às rotas de coleta. Com investimento de R$ 180 milhões, a Estação de Transferência Jaguaré é a quarta unidade desse tipo na capital. Instalada em uma área de 12.500 m², tem capacidade para processar até 2 mil toneladas de resíduos por dia e centraliza o fluxo de 148 setores de coleta.

A unidade atende mais de 380 bairros nas regiões das subprefeituras de Perus, Pirituba, Freguesia do Ó/Brasilândia, Casa Verde/Cachoeirinha, Santana/Tucuruvi, Jaçanã/Tremembé, Vila Maria/Vila Guilherme, Lapa, Sé, Butantã e Pinheiros. A operação beneficia mais de 1,3 milhão de pessoas.

São Paulo produz aproximadamente 12 mil toneladas de resíduos por dia, o equivalente à média de 1 kg por habitante.

Siga o nosso Canal e saiba tudo sobre a cidade de São Paulo pelo Whatsapp

O boletim é semanal, às segundas, quartas e sextas.

Quero receber!

Menos caminhões nas ruas

A estação funciona como ponto de transferência entre os veículos que fazem a coleta nos bairros e as carretas responsáveis pelo transporte dos resíduos até o aterro. Em vez de percorrerem todo o trajeto até a destinação final, os caminhões compactadores descarregam o material no Jaguaré e retornam à operação.

A utilização de veículos de maior capacidade concentra o transporte em menos viagens. O trajeto dos caminhões que chegam à unidade foi planejado para reduzir o impacto sobre as ruas residenciais. O retorno mais rápido dos veículos aos bairros também deve aumentar a agilidade e a eficiência da coleta.

Operação fechada e controle ambiental

Toda a transferência dos resíduos ocorre em um galpão fechado, projetado para reduzir os impactos da operação sobre a vizinhança. Filtros de carvão permitem renovar o ar até dez vezes por hora. A estrutura também conta com telhas acústicas e sistema de exaustão com pressão negativa para conter odores e ruídos.

O fosso da estação é impermeabilizado, e os efluentes gerados durante a operação são captados e tratados. A unidade também adota procedimentos para o controle de pragas e a contenção de chorume.

A Estação de Transferência Jaguaré possui as autorizações e licenças ambientais exigidas pelos órgãos competentes e segue os padrões de operação e segurança estabelecidos pela SP Regula.

Frota com energia limpa

A modernização da limpeza urbana inclui a adoção de veículos movidos a fontes de energia menos poluentes. A frota utilizada pela Loga na coleta é composta por 620 veículos, dos quais 220 são movidos a biometano e 42 são elétricos.

Os primeiros caminhões movidos a biometano previstos na renovação do contrato começaram a operar em dezembro de 2024. Segundo a concessionária, os veículos que utilizam energia limpa evitam o consumo de 35 mil litros de óleo diesel por ano.

A coleta mecanizada também integra a operação na região. No sistema lateral, os resíduos são armazenados em contêineres e recolhidos mecanicamente. O modelo protege o material das condições climáticas até o momento da coleta e contribui para aumentar a regularidade do serviço.

Quatro estações de transferência

Com a entrega da unidade do Jaguaré, São Paulo passa a contar com quatro estações de transferência de resíduos comuns. As outras três estão localizadas na Ponte Pequena, na região central, e nos bairros do Ipiranga e Santo Amaro, na zona sul.

A cidade também possui duas Centrais Mecanizadas de Triagem destinadas à separação de materiais recicláveis: a CMT Carolina Maria de Jesus, em Santo Amaro, e a CMT Ponte Pequena, no Bom Retiro. Os materiais separados são encaminhados para reaproveitamento.