21 julho 2026 em Cultura
Projeto prevê catalogação, higienização e conversão digital de periódicos e microfilmes para ampliar o acesso público aos materiais
A Biblioteca Mário de Andrade, localizada no centro da capital, receberá R$ 5,74 milhões para preservar, organizar e digitalizar seu acervo histórico de periódicos e microfilmes. O trabalho será executado em parceria com a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).
Os recursos foram garantidos com a aprovação da proposta na chamada pública “Identidade Brasil – Recuperação e Preservação de Acervos 2025”, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
Fundada há mais de 100 anos, a Biblioteca Mário de Andrade é a segunda maior do País. O projeto ampliará o acesso aos periódicos da hemeroteca e à coleção de artes da instituição.
Modernização e acesso ao acervo
Com execução prevista para 36 meses, a iniciativa inclui a organização e a catalogação dos periódicos, melhorias estruturais na hemeroteca e a higienização especializada dos materiais. Também serão adquiridas novas estantes e caixas de acondicionamento com padrão museológico para preservar as obras.
Siga o nosso Canal e saiba tudo sobre a cidade de São Paulo pelo Whatsapp
O boletim é semanal, às segundas, quartas e sextas.
Quero receber!Após o tratamento físico, os conteúdos serão convertidos para o formato digital. O projeto contou com a participação da Área de Projetos e dos cursos de Biblioteconomia e Arquivologia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
Segundo Isabel Cristina Ayres da Silva Maringelli, coordenadora da pós-graduação em Arquivologia da FESPSP e uma das responsáveis pelo projeto, o acervo tem relevância para a preservação da memória nacional. Muitos dos jornais e das revistas mantidos pela Biblioteca Mário de Andrade não estão disponíveis em outros locais, o que reforça a importância do trabalho de conservação.
A coleção de microfilmes também exige cuidados específicos. Embora os microfilmes tenham sido uma das principais alternativas de preservação no passado, atualmente dependem de equipamentos de leitura cada vez mais raros no mercado.
A digitalização facilitará o acesso remoto de pesquisadores, estudantes e da população a materiais de valor científico e historiográfico, além de reduzir o manuseio dos documentos originais e contribuir para sua preservação.