28 agosto 2026 em Urbanismo

Área de 19,2 mil m² sobre a Radial Leste-Oeste terá praças, áreas verdes, centro cultural, quiosques e espaços gastronômicos

O projeto da Esplanada Liberdade prevê transformar uma área sobre a Radial Leste-Oeste em um novo espaço de convivência, cultura, lazer e atividades econômicas no Centro de São Paulo. Com 19.209 m², o complexo será construído sobre três lajes na região dos viadutos Guilherme de Almeida, Mie Ken, Cidade de Osaka e Shuhei Uetsuka.

A área terá um novo Centro de Memória e Cultura, praças, espaços para eventos e convivência, equipamentos de lazer, áreas verdes e paisagismo. Também estão previstos quiosques e estabelecimentos gastronômicos, além da reforma das calçadas para melhorar a circulação de pedestres.

Os espaços públicos terão acesso gratuito e funcionarão 24 horas por dia. A concessionária ficará responsável pela limpeza, segurança, manutenção, zeladoria e conservação das áreas verdes, além da realização de atividades culturais gratuitas.

Requalificação urbana

A Esplanada Liberdade busca valorizar a diversidade cultural e a história da região, além de ampliar a ocupação dos espaços públicos. O projeto integra o conjunto de ações municipais de requalificação do Centro e reúne iniciativas voltadas à preservação histórica, ao turismo, à geração de renda e à criação de empregos.

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A implantação e a operação ocorrerão em uma parceria público-privada com duração de 30 anos. O contrato foi assinado em 24 de julho pela Prefeitura e pelo Consórcio Parque Liberdade, formado pelas empresas Construbase Engenharia, F.M. Rodrigues & Cia. e Hersa Engenharia e Serviços, após a conclusão das análises documentais previstas no processo.

O consórcio será responsável pela construção das estruturas e pela prestação dos serviços necessários ao funcionamento da área. A SP Regula fará a gestão e a fiscalização do contrato, incluindo o acompanhamento das obrigações e dos indicadores de desempenho da concessionária.

Estrutura da concessão e próximos passos

O modelo da parceria prevê o compartilhamento de parte da receita obtida com a exploração comercial da área, de acordo com o desempenho da concessionária. Os recursos serão destinados ao Fundo Municipal de Desenvolvimento Social (FMD), que financia ações em áreas como saúde, educação e habitação.

A próxima etapa será a emissão da Ordem de Início. A partir dela, começa a vigência do contrato e poderão ser iniciadas as atividades previstas, incluindo as obras e a zeladoria da área.